Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
ESVS 2026 — D9

Complicações Pós-Operatórias: Endoleaks, dSINE e Seguimento

ESVS 2026 Recs 98–102: Endoleak direto tipo I e III: reintervenção (IIa/C — downgraded de I). Zona de ancoragem comprometida sem endoleak visível: reintervenção (IIb/C). Tipo II + crescimento ≥1,0cm: reintervenção (IIb/C). dSINE: incidência 3–10%, prevenção com oversizing ≤10%, tratamento com extensão distal (IIa/C). Vigilância: CTA 30 dias → 6 meses → 12 meses → individualizado.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 21 de junho de 202610 min de leitura

Resposta direta: TEVAR e FBEVAR não são procedimentos definitivos — exigem vigilância permanente. ESVS 2026: endoleak tipo I e III (direto): reintervenção (IIa/C — downgraded de I). Tipo II + crescimento ≥1,0cm: reintervenção (IIb/C). dSINE (3–10% dos TEVAR para dissecção): prevenção com oversizing ≤10% e sem baloneamento; tratamento com extensão distal (IIa/C). CTA: 30 dias → 6 meses → 12 meses → individualizado.

TEVAR e FBEVAR não são procedimentos definitivos — são pontes que exigem vigilância permanente. A ESVS 2026 reescreve este capítulo com nova classificação de endoleaks e introduz a recomendação formal para dSINE.

Classificação e Manejo de Endoleaks

TipoOrigemPressãoTratamentoClasse/Nível
Ia/IbZona de ancoragem proximal/distalALTAReintervençãoIIa/C
IIColateral (lombares, intercostais)BaixaVigilância se estável; reintervenção se saco ≥1,0cmIIb/C
IIIFalha de módulo/conectorALTAReintervençãoIIa/C
IVPorosidade do enxertoMuito baixaObservar — autolimitado
V (endotensão)Saco cresce sem endoleak visívelVariávelIndividualizar

dSINE — Distal Stent graft Induced New Entry

Prevenção

  • Oversizing ≤10% em dissecções
  • Evitar baloneamento na aorta dissecada
  • Stent de baixa força radial distal
  • Posicionar ponta distal em aorta reta

Tratamento (Rec 102 — IIa/C)

Extensão com novo endoenxerto distal. Desafio: criar nova zona de ancoragem distal adequada além da dSINE.

Protocolo de Vigilância Pós-TEVAR/FBEVAR

MomentoExame
30 diasCTA (baseline obrigatório)
6 mesesCTA
12 mesesCTA
Anualmente depoisCTA ou RM — individualizado por risco

Referência

Wanhainen A et al. ESVS 2026 Guidelines on DTA/TAAA. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2026;71:172–270.

Fiz TEVAR e tenho dúvidas sobre endoleak no seguimento pós-operatório

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Perguntas Frequentes

O que é dSINE e por que é uma complicação grave?
dSINE (Distal Stent graft Induced New Entry) é uma nova entrada distal criada pela ponta do stent-graft na aorta dissecada ou angulada. Incidência: 3–10% dos TEVAR para dissecção. Mecanismo: a força radial excessiva da ponta distal do stent perfura o flap intimal ou a parede aórtica fragilizada. Se não tratado, pode levar a ruptura ou progressão da dissecção com alta mortalidade. Prevenção: oversizing ≤10% para dissecção, evitar baloneamento, usar stent de baixa força radial distal, posicionar a ponta em aorta reta.
Por que o endoleak tipo I foi downgraded de Classe I para IIa/C na ESVS 2026?
A ESVS 2026 downgradou a recomendação de reintervenção para endoleak tipo I direto (de I para IIa/C) porque a evidência de base é de baixa qualidade — estudos observacionais retrospectivos, sem ECR. O princípio clínico permanece: endoleak tipo I e III têm alta pressão no saco e representam risco real de ruptura, portanto reintervenção é indicada. O downgrade reflete o nível de certeza da evidência, não a importância clínica.

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Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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