Complicações Pós-Operatórias: Endoleaks, dSINE e Seguimento
ESVS 2026 Recs 98–102: Endoleak direto tipo I e III: reintervenção (IIa/C — downgraded de I). Zona de ancoragem comprometida sem endoleak visível: reintervenção (IIb/C). Tipo II + crescimento ≥1,0cm: reintervenção (IIb/C). dSINE: incidência 3–10%, prevenção com oversizing ≤10%, tratamento com extensão distal (IIa/C). Vigilância: CTA 30 dias → 6 meses → 12 meses → individualizado.
Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295
Resposta direta: TEVAR e FBEVAR não são procedimentos definitivos — exigem vigilância permanente. ESVS 2026: endoleak tipo I e III (direto): reintervenção (IIa/C — downgraded de I). Tipo II + crescimento ≥1,0cm: reintervenção (IIb/C). dSINE (3–10% dos TEVAR para dissecção): prevenção com oversizing ≤10% e sem baloneamento; tratamento com extensão distal (IIa/C). CTA: 30 dias → 6 meses → 12 meses → individualizado.
TEVAR e FBEVAR não são procedimentos definitivos — são pontes que exigem vigilância permanente. A ESVS 2026 reescreve este capítulo com nova classificação de endoleaks e introduz a recomendação formal para dSINE.
Classificação e Manejo de Endoleaks
| Tipo | Origem | Pressão | Tratamento | Classe/Nível |
|---|---|---|---|---|
| Ia/Ib | Zona de ancoragem proximal/distal | ALTA | Reintervenção | IIa/C |
| II | Colateral (lombares, intercostais) | Baixa | Vigilância se estável; reintervenção se saco ≥1,0cm | IIb/C |
| III | Falha de módulo/conector | ALTA | Reintervenção | IIa/C |
| IV | Porosidade do enxerto | Muito baixa | Observar — autolimitado | — |
| V (endotensão) | Saco cresce sem endoleak visível | Variável | Individualizar | — |
dSINE — Distal Stent graft Induced New Entry
Prevenção
- Oversizing ≤10% em dissecções
- Evitar baloneamento na aorta dissecada
- Stent de baixa força radial distal
- Posicionar ponta distal em aorta reta
Tratamento (Rec 102 — IIa/C)
Extensão com novo endoenxerto distal. Desafio: criar nova zona de ancoragem distal adequada além da dSINE.
Protocolo de Vigilância Pós-TEVAR/FBEVAR
| Momento | Exame |
|---|---|
| 30 dias | CTA (baseline obrigatório) |
| 6 meses | CTA |
| 12 meses | CTA |
| Anualmente depois | CTA ou RM — individualizado por risco |
Referência
Wanhainen A et al. ESVS 2026 Guidelines on DTA/TAAA. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2026;71:172–270.
Fiz TEVAR e tenho dúvidas sobre endoleak no seguimento pós-operatório
Dr. Maurício Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular em MaringáCRM-PR 21589 · Atendimento com hora marcada
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Perguntas Frequentes
O que é dSINE e por que é uma complicação grave?
Por que o endoleak tipo I foi downgraded de Classe I para IIa/C na ESVS 2026?
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