Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
ESVS 2026 — D3

Dissecção Aórtica Tipo B Aguda: Diagnóstico, Anti-impulse e TEVAR

ESVS 2026 Recs 36–46: Anti-impulse obrigatório (I/C): PAS <120mmHg + FC <60bpm (esmolol/labetalol EV). uTBAD não complicada: CONSERVADOR — NÃO fazer TEVAR fora de trials (IIIa/B). uTBAD alto risco (≥4cm, expansão): TEVAR seletivo fase subaguda (IIb/C). DTBAD complicada: TEVAR imediato (I/C). NÃO balonar/oversizing excessivo → RTAAD e dSINE (IIIb/C). Malperfusão residual pós-TEVAR: revascularização seletiva (I/C).

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 21 de junho de 202611 min de leitura

Resposta direta: ATBAD: A mensagem mais importante da ESVS 2026 — NÃO complicada: TEVAR de rotina CONTRAINDICADO fora de trials (IIIa/B). Anti-impulse: PAS <120mmHg + FC <60bpm (I/C). Alto risco (≥4cm, expansão): considerar TEVAR fase subaguda (IIb/C). Complicada (ruptura/malperfusão): TEVAR imediato (I/C). NÃO balonar excessivamente: risco de RTAAD e dSINE (IIIb/C).

A dissecção aórtica tipo B aguda não complicada não deve ser operada fora de ensaios clínicos. Essa é a mensagem mais importante da ESVS 2026 para este capítulo — sustentada pelos trials ADSORB e INSTEAD e por uma recomendação negativa de grau IIIa.

Cronicidade da DTBAD

FasePeríodo
Hiperaguda<24 horas
Aguda1–14 dias
Subaguda15–90 dias (fase preferida para TEVAR eletivo)
Crônica>90 dias

Tratamento Clínico — Anti-Impulse (Rec 36, I/C)

Alvo: PAS <120 mmHg + FC <60 bpm

  • Beta-bloqueadores EV: esmolol ou labetalol — primeira linha
  • Analgesia: opióides EV para controle da dor
  • Monitorização invasiva na UTI/semi-intensivo: linha arterial + ECG contínuo
  • Creatinina seriada: vigilância para malperfusão renal

Algoritmo de TEVAR por Subtipo

⛔ Não Complicada (uTBAD): NÃO fazer TEVAR fora de trials (IIIa/B)

ADSORB + INSTEAD: sem benefício de sobrevida em 2–5 anos vs. tratamento clínico. Três ECRs em andamento: SUNDAY, IMPROVE-AD, EARNEST.

⚠️ uTBAD Alto Risco (≥4 cm, expansão precoce): TEVAR pode ser considerado — fase subaguda (IIb/C)

✅ Complicada (ruptura/malperfusão): TEVAR IMEDIATO (I/C)

Malperfusão residual pós-TEVAR: revascularização endovascular seletiva dos ramos (I/C).

⛔ NÃO fazer balloon moulding ou oversizing excessivo (IIIb/C) → risco de RTAAD e dSINE

Referência

Wanhainen A et al. ESVS 2026 Guidelines on DTA/TAAA. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2026;71:172–270.

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Perguntas Frequentes

Por que a ESVS 2026 contraindicou o TEVAR de rotina na dissecção tipo B não complicada?
A ESVS 2026 (Rec 40, IIIa/B) faz uma recomendação negativa forte: NÃO realizar TEVAR de rotina na uTBAD fora de ensaios clínicos. Base de evidência: trial ADSORB (212 pacientes) e INSTEAD (140 pacientes) — TEVAR não reduziu mortalidade de 30 dias ou de 2 anos vs. tratamento clínico. INSTEAD-XL (5 anos): sobrevida similar, mas menor progressão aórtica com TEVAR. O consenso é que a evidência atual não justifica o risco do procedimento de rotina — mas três ECRs em andamento (SUNDAY, IMPROVE-AD, EARNEST) podem mudar essa recomendação.
Quais são os critérios de "alto risco" que podem justificar TEVAR na uTBAD?
A ESVS 2026 (Rec 41, IIb/C) considera TEVAR na fase subaguda para uTBAD de alto risco: diâmetro ≥4,0 cm, expansão precoce do lúmen falso em imagens seriadas, entrada primária grande (>10 mm), ou progressão apesar de tratamento clínico otimizado. A fase subaguda (15–90 dias) é preferida porque o tecido dissecado é mais favorável ao TEVAR — menos friável que na fase hiperaguda/aguda.
Por que não se deve fazer baloneamento excessivo no TEVAR para dissecção?
A ESVS 2026 (Rec 45, IIIb/C) contraindicou balloon moulding e oversizing excessivo no TEVAR para dissecção por dois riscos específicos: (1) RTAAD (Retrograde Type A Aortic Dissection): dissecção retrógrada para a aorta ascendente — mortalidade >50%; ocorre quando a pressão excessiva da endoprótese propaga o flap para a raiz. (2) dSINE (Distal Stent graft Induced New Entry): nova entrada distal criada pela ponta do stent em aorta angulada ou dissecada. Oversizing máximo recomendado: ≤10% no contexto de dissecção.

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Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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