Dissecção Aórtica Tipo B Aguda: Diagnóstico, Anti-impulse e TEVAR
ESVS 2026 Recs 36–46: Anti-impulse obrigatório (I/C): PAS <120mmHg + FC <60bpm (esmolol/labetalol EV). uTBAD não complicada: CONSERVADOR — NÃO fazer TEVAR fora de trials (IIIa/B). uTBAD alto risco (≥4cm, expansão): TEVAR seletivo fase subaguda (IIb/C). DTBAD complicada: TEVAR imediato (I/C). NÃO balonar/oversizing excessivo → RTAAD e dSINE (IIIb/C). Malperfusão residual pós-TEVAR: revascularização seletiva (I/C).
Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295
Resposta direta: ATBAD: A mensagem mais importante da ESVS 2026 — NÃO complicada: TEVAR de rotina CONTRAINDICADO fora de trials (IIIa/B). Anti-impulse: PAS <120mmHg + FC <60bpm (I/C). Alto risco (≥4cm, expansão): considerar TEVAR fase subaguda (IIb/C). Complicada (ruptura/malperfusão): TEVAR imediato (I/C). NÃO balonar excessivamente: risco de RTAAD e dSINE (IIIb/C).
A dissecção aórtica tipo B aguda não complicada não deve ser operada fora de ensaios clínicos. Essa é a mensagem mais importante da ESVS 2026 para este capítulo — sustentada pelos trials ADSORB e INSTEAD e por uma recomendação negativa de grau IIIa.
Cronicidade da DTBAD
| Fase | Período |
|---|---|
| Hiperaguda | <24 horas |
| Aguda | 1–14 dias |
| Subaguda | 15–90 dias (fase preferida para TEVAR eletivo) |
| Crônica | >90 dias |
Tratamento Clínico — Anti-Impulse (Rec 36, I/C)
Alvo: PAS <120 mmHg + FC <60 bpm
- Beta-bloqueadores EV: esmolol ou labetalol — primeira linha
- Analgesia: opióides EV para controle da dor
- Monitorização invasiva na UTI/semi-intensivo: linha arterial + ECG contínuo
- Creatinina seriada: vigilância para malperfusão renal
Algoritmo de TEVAR por Subtipo
⛔ Não Complicada (uTBAD): NÃO fazer TEVAR fora de trials (IIIa/B)
ADSORB + INSTEAD: sem benefício de sobrevida em 2–5 anos vs. tratamento clínico. Três ECRs em andamento: SUNDAY, IMPROVE-AD, EARNEST.
⚠️ uTBAD Alto Risco (≥4 cm, expansão precoce): TEVAR pode ser considerado — fase subaguda (IIb/C)
✅ Complicada (ruptura/malperfusão): TEVAR IMEDIATO (I/C)
Malperfusão residual pós-TEVAR: revascularização endovascular seletiva dos ramos (I/C).
⛔ NÃO fazer balloon moulding ou oversizing excessivo (IIIb/C) → risco de RTAAD e dSINE
Referência
Wanhainen A et al. ESVS 2026 Guidelines on DTA/TAAA. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2026;71:172–270.
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Perguntas Frequentes
Por que a ESVS 2026 contraindicou o TEVAR de rotina na dissecção tipo B não complicada?
Quais são os critérios de "alto risco" que podem justificar TEVAR na uTBAD?
Por que não se deve fazer baloneamento excessivo no TEVAR para dissecção?
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