Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
ESVS 2026 — D4

Hematoma Intramural e Úlcera Aórtica Penetrante da Aorta Torácica

ESVS 2026 Recs 47–48: IMH e PAU fazem parte do espectro das síndromes aórticas agudas (SAA). Não complicados: tratamento clínico igual ao ATBAD + vigilância seriada (I/C). Complicados (ruptura, expansão rápida, pseudoaneurisma, malperfusão, dor refratária): TEVAR (IIa/C). Características de alto risco: diâmetro >47–50mm, IMH espessura >8–10mm, derrame pleural progressivo, PAU profundidade >15mm.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 21 de junho de 20269 min de leitura

Resposta direta: IMH e PAU: dois diagnósticos à sombra da dissecção — mas com mortalidade equivalente quando complicam. Não complicados: anti-impulse + vigilância seriada por CTA (I/C). Complicados: TEVAR (IIa/C). Alto risco: IMH espessura >8–10mm ou diâmetro >47–50mm, PAU profundidade >15mm. Taxa de falha do tratamento clínico do IMH: 47–72% — vigilância apertada é obrigatória.

O hematoma intramural (IMH) e a úlcera aórtica penetrante (PAU) são diagnósticos que vivem à sombra da dissecção — mas que matam do mesmo jeito quando complicam. A ESVS 2026 (Recs 47–48) simplifica o manejo: não complicados = tratamento clínico; complicados = TEVAR.

Definições e Epidemiologia

IMH — Hematoma Intramural

  • Sangue na camada média sem flap intimal visível
  • 10–30% das SAA; crescimento da média >5 mm
  • TC: alta atenuação em meia lua na parede

PAU — Úlcera Aórtica Penetrante

  • Erosão aterosclerótica através da lâmina elástica interna
  • 2–7% das SAA; 90% na aorta torácica descendente
  • Contraste penetre na média ao redor da úlcera

Características de Alto Risco por Imagem

EntidadeCaracterísticas de Alto Risco
IMHDiâmetro aórtico >47–50 mm | Espessura IMH >8–10 mm | Derrame pleural progressivo | Projeções ulcerosas focais
PAUProfundidade >15 mm | Diâmetro >20 mm | Morfologia sacular | Associação com IMH extenso

Algoritmo de Tratamento

Não Complicado (I/C): Tratamento clínico + vigilância seriada

Anti-impulse therapy igual ao ATBAD (PAS <120 mmHg + FC <60 bpm). CTA pós-alta: 3 meses → 6 meses → 12 meses → anual até 3 anos → a cada 2 anos se estável.

Complicado* (IIa/C): TEVAR

*Ruptura / expansão rápida / pseudoaneurisma / malperfusão / dor refratária ou recorrente

⚠️ Taxa de falha do tratamento clínico do IMH: 47–72%

Espessura IMH >8 mm é o preditor mais forte de falha — esses pacientes necessitam de vigilância intensiva nas primeiras semanas.

Referência

Wanhainen A et al. ESVS 2026 Guidelines on DTA/TAAA. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2026;71:172–270.

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Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre hematoma intramural (IMH), úlcera aórtica penetrante (PAU) e dissecção?
IMH: sangue na camada média sem flap intimal identificável por imagem — provável ruptura de vasa vasorum. PAU: lesão aterosclerótica com erosão através da lâmina elástica interna, permitindo que o contraste penetre na média — 90% na aorta descendente. Dissecção: flap intimal com dois lúmens. Os três representam o espectro das síndromes aórticas agudas (SAA) e podem coexistir ou progredir entre si.
Quais características de imagem indicam alto risco no IMH e PAU?
IMH alto risco: diâmetro aórtico >47–50 mm, espessura IMH >8–10 mm, derrame pleural progressivo, projeções ulcerosas focais (úlceras no IMH). PAU alto risco: profundidade >15 mm, diâmetro >20 mm, forma sacular, associação com IMH extenso. Espessura IMH >8 mm prediz falha do tratamento clínico.

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Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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