Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
ESVS 2026 — D5

Dissecção Aórtica Tipo B Crônica: Tratamento Clínico, Indicações e Reparo

ESVS 2026 Recs 49–59: 20–55% dos TBAD desenvolvem aneurisma em 5 anos. Tratamento clínico vitalício: PAS <130/80 mmHg, beta-bloqueador + IECA/BRA + bloqueador de canal de cálcio (I/B), estatina (IIa/C). Reparo: ≥6,0cm (IIa/C). TEVAR: DTA isolada (IIa/C). FBEVAR: primeira linha para CTBAD + TAAA (IIa/C — grande mudança). OSR: jovens de baixo risco (IIb/C).

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 21 de junho de 202610 min de leitura

Resposta direta: CTBAD: 20–55% desenvolvem aneurisma em 5 anos. Tratamento clínico vitalício: PAS <130/80, beta-bloqueador + IECA/BRA + bloqueador Ca (I/B), estatina (IIa/C). Reparo: ≥6,0cm (IIa/C). TEVAR para DTA isolada; FBEVAR primeira linha para CTBAD + TAAA (IIa/C — maior mudança desta edição). Trombose do lúmen falso com TEVAR isolado: apenas 13–30%.

O paciente sobreviveu ao episódio agudo — mas o risco não acabou. 20–55% dos casos de TBAD desenvolvem aneurisma pós-dissecção nos 5 anos seguintes. A ESVS 2026 traz como maior mudança deste capítulo a elevação do FBEVAR a primeira linha para dissecção crônica com extensão toracoabdominal.

Tratamento Clínico Vitalício — Recs 49–51

Alvo: PAS <130/80 mmHg | Agentes: beta-bloqueador + IECA/BRA + bloqueador de canal de cálcio (I/B)

Estatina: considerar para todos (IIa/C) — evidência crescente de proteção vascular

Vigilância: CTA ou RM a 6 e 12 meses → depois individualizado por risco

Indicações de Reparo — Recs 52–53

CritérioIndicaçãoClasse/Nível
Diâmetro ≥6,0 cmConsiderar reparoIIa/C
Diâmetro ≥5,5 cm em selecionadosÍndice aórtico >3, mulheres, crescimento rápidoIIb/C
Crescimento ≥10 mm/anoReparo independente do diâmetroConsenso

Reparo — Recs 54–58

TEVAR: primeira linha para CTBAD confinada à aorta torácica (IIa/C)

Landing proximal em aorta não dissecada ou enxerto cirúrgico prévio. Trombose do lúmen falso abdominal com TEVAR isolado: apenas 13–30%.

🔵 FBEVAR: PRIMEIRA LINHA para CTBAD + TAAA (IIa/C) ← MAIOR MUDANÇA DESTA EDIÇÃO

Trata toda a extensão + exclui artérias viscerais → maior taxa de trombose do lúmen falso. Oclusão do lúmen falso distal como adjunto (IIb/C).

OSR: selecionados jovens de baixo risco ou aortopatia genética (IIb/C)

Referência

Wanhainen A et al. ESVS 2026 Guidelines on DTA/TAAA. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2026;71:172–270.

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Perguntas Frequentes

Qual a chance de desenvolver aneurisma após dissecção tipo B?
20–55% dos pacientes com TBAD desenvolvem aneurisma pós-dissecção nos 5 anos seguintes. Os principais preditores são: lúmen falso patente, diâmetro inicial >40 mm, e entrada primária grande. É por isso que o seguimento rigoroso com CTA é obrigatório — e quase 1/3 dos pacientes não comparecem ao primeiro follow-up, o que está associado a maior mortalidade.
Por que o FBEVAR passou a ser primeira linha para dissecção crônica toracoabdominal?
O TEVAR isolado para CTBAD com extensão toracoabdominal promove trombose completa do lúmen falso abdominal em apenas 13–30% dos casos — pois o lúmen falso continua sendo alimentado por entradas distais e colaterais viscerais. O FBEVAR trata toda a extensão com exclusão das artérias viscerais, promovendo trombose do lúmen falso em maior proporção e reduzindo o risco de progressão aneurismática. A ESVS 2026 (Rec 55, IIa/C) eleva o FBEVAR a primeira linha para CTBAD + TAAA — a mudança mais importante deste capítulo.

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Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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