Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
AVF/SVS 2021 — U1

EHIT: Definição, Classificação AVF Unificada e Fatores de Risco da TVP Pós-Ablação Venosa

AVF/SVS 2021 — Guidelines 1.1–2.4: EHIT = trombo detectado até 4 semanas após ablação endovenosa, originando da veia tratada e protruindo para veia profunda contígua. Classificação AVF unificada I–IV (Best Practice). Duplex em posição ortostática dentro de 1 semana. Fatores de risco: VSM ≥7,5mm e cateter <2,5cm da junção.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 21 de junho de 20269 min de leitura

Resposta direta: EHIT é a propagação de trombo da veia ablacionada para a veia profunda contígua (0–3% das ablações). A classificação AVF unificada (I–IV) padroniza diagnóstico e tratamento. Duplex em posição ortostática em 1 semana é mandatório. Principais fatores de risco: diâmetro VSM ≥7,5mm e localização da ponta do cateter <2,5cm da JSF. Profilaxia química: individualizada — sem protocolo definitivo.

A ablação endovenosa por calor (laser EVLA e radiofrequência RFA) é o tratamento de escolha para varizes com insuficiência do sistema safeno. Uma complicação específica dessas técnicas é o EHIT — trombose induzida por calor endotérmico. O AVF/SVS 2021 é o primeiro documento de consenso a padronizar sua classificação e tratamento em um sistema unificado.

Definições Padronizadas — AVF/SVS 2021

EHIT

Qualquer trombo detectado por ultrassom dentro de 4 semanas da ablação endovenosa térmica, originando-se na veia tratada e protruindo para uma veia profunda contígua.

TVP não-EHIT

TVP ocorrendo em segmento venoso não contíguo com a veia tratada termicamente.

Trombose venosa superficial pós-ablação

Trombo em veia superficial diferente da veia tratada — contígua ou não com a veia ablacionada.

EHIT vs. TVP Clássica

CaracterísticaEHITTVP Clássica
CausaEvento termomecânico localTríade de Virchow (estase + lesão + hipercoagulabilidade)
Aspecto no duplexMais ecogênico (hipercélular)Hipoecoico (agudo)
ProgressãoEstável; regride espontaneamentePode propagar e causar EP
Risco de EPRaramente relatadoRisco significativo
TratamentoConservador na maioriaAnticoagulação sistêmica

Classificação Unificada AVF EHIT — Guideline 1.5 (Best Practice)

Classe AVFDefinição
Classe ITrombo sem propagar para a veia profunda
Ia: periférico à veia epigástrica superficial | Ib: central à epigástrica, até e incluindo a junção
Classe IIPropagação para a veia profunda adjacente, mas <50% do lúmen
Classe IIIPropagação para a veia profunda com >50% do lúmen comprometido (não oclusivo)
Classe IVTVP oclusiva da veia profunda contígua com a veia superficial tratada

Protocolo de Diagnóstico — Guideline 1.2 (Best Practice)

  • Posição ortostática — decúbito causa falsos negativos (trombo retrai perifericamente)
  • Realizado dentro de 1 semana do procedimento (preferencialmente 24–72h; pode ser até 4 semanas)
  • Laboratório vascular acreditado (ICAVL/ACRUT)
  • Medidas com cursor eletrônico nas posições transversal, axial e ortogonal
  • Registrar distância entre o trombo e a parede venosa + extensão da protrusão no lúmen profundo

Fatores de Risco e Prevenção

Fatores de risco identificados (Guideline 2.1, Grau 2/C)

  • VSM ≥7,5–10mm (OR 2,83–5,97) ← mais consistente
  • Ponta do cateter <2,5cm da JSF/JSP
  • História prévia de TVP ou TVS
  • Sexo masculino (OR 4,91–5,98, inconsistente)
  • Tabagismo atual / Fator V Leiden
  • Flebectomia concomitante extensiva

Estratégias de prevenção

Profilaxia química (Grau 2/C)

Individualizada — sem protocolo definitivo

Profilaxia mecânica (Grau 2/C)

Individualizada

Distância de ablação >2,5cm da JSF (Grau 2/C)

Tendência à ↓ EHIT — técnica Sadek

Referência

Kabnick LS, Sadek M, Bjarnason H, et al. Classification and treatment of endothermal heat-induced thrombosis: Recommendations from the American Venous Forum and the Society for Vascular Surgery. J Vasc Surg Venous Lymphat Disord. 2021;9:6-22. DOI: 10.1016/j.jvsv.2020.06.008

Fiz ablação de varizes e tenho dúvidas sobre trombose pós-procedimento

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Perguntas Frequentes

O que é EHIT e por que é diferente da TVP clássica?
EHIT (Endothermal Heat-Induced Thrombosis) é a propagação de trombo da veia ablacionada para a veia profunda contígua, detectada até 4 semanas após ablação endovenosa (laser EVLA ou radiofrequência RFA). Diferencia-se da TVP clássica por: (1) causa termomecânica local — não tríade de Virchow; (2) aspecto ecogênico ao duplex (hipercélular, reação fibroblástica), vs. hipoecoico na TVP aguda; (3) curso geralmente benigno com regressão espontânea; (4) risco de EP raramente relatado. Taxa de EHIT nas séries contemporâneas: 0–3%.
Por que o duplex deve ser feito com o paciente em pé (posição ortostática)?
Em decúbito dorsal, o trombo pode retrair perifericamente — ficando aparentemente dentro da veia superficial — mudando a classificação de EHIT II para EHIT I ou até não sendo detectado. A posição ortostática garante a avaliação da extensão real do trombo para a veia profunda. O AVF/SVS 2021 (Guideline 1.2 — Best Practice) determina que o duplex em posição ortostática, realizado dentro de 1 semana do procedimento, é a base do sistema de classificação.
Qual é o sistema de classificação recomendado pelo AVF/SVS 2021?
O AVF/SVS 2021 (Guideline 1.5 — Best Practice) recomenda preferencialmente o sistema unificado AVF EHIT: Classe I (trombo sem propagar para veia profunda, subdividido em Ia e Ib), Classe II (propaga para veia profunda adjacente com <50% do lúmen), Classe III (propaga para veia profunda com >50% do lúmen) e Classe IV (TVP oclusiva contígua). Esse sistema unifica as classificações de Kabnick (I–IV) e Lawrence (1–6) em um sistema único aplicável a todos os sistemas safenos.
Qual o principal fator de risco para desenvolvimento de EHIT?
O diâmetro da veia safena magna (VSM) ≥7,5–10mm é o fator de risco mais consistentemente identificado em análises multivariadas (OR 2,83–5,97). A localização da ponta do cateter a <2,5cm da junção safenofemoral (JSF) também aumenta o risco. Outros fatores reportados (com evidência inconsistente): história prévia de TVP ou TVS, sexo masculino (OR 4,91–5,98), tabagismo, fator V Leiden e flebectomia concomitante extensiva.
A profilaxia com HBPM antes da ablação previne o EHIT?
Não demonstrado. Quatro séries avaliaram HBPM perioperatória e nenhuma demonstrou redução da incidência de EHIT. O AVF/SVS 2021 (Guideline 2.2, Grau 2/C) recomenda que a profilaxia química seja individualizada com base nos riscos, benefícios e alternativas para cada paciente — sem protocolo definitivo de estratificação de risco. A distância de ablação >2,5cm da junção tem tendência a reduzir o EHIT (Guideline 2.4, Grau 2/C).

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Este conteúdo é voltado para profissionais de saúde. Para encaminhamento de paciente, segunda opinião ou discussão de conduta com o Dr. Maurício, entre em contato direto pelo WhatsApp.

Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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