Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
SVS 2017 — T6

TEVAR vs Cirurgia Aberta: Paraplegia e Isquemia Medular

Alsawas et al. J Vasc Surg 2017 — OR 0,35 (IC 0,20–0,61): TEVAR reduz 65% o risco de paraplegia. 6 estudos, 771 pacientes, I²=0% — resultado mais homogêneo e biologicamente plausível. Mecanismos de proteção, fatores de risco para paraplegia pós-TEVAR e protocolo de resgate para paraplegia retardada.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 21 de junho de 202610 min de leitura

Resposta direta: OR 0,35 (IC 0,20–0,61), I²=0%: TEVAR reduz 65% o risco de paraplegia vs. cirurgia aberta — o resultado mais homogêneo e biologicamente plausível da meta-análise. Fatores de risco pós-TEVAR: extensão ≥20cm, TEVAR após AAA prévio, hipotensão. Paraplegia retardada (24–72h): reversível em 50–70% com elevação de PAM + drenagem liquórica.

OR 0,35 — I²=0%. O resultado mais limpo e homogêneo de toda a meta-análise. Por que o TEVAR protege a medula com tamanha consistência entre estudos?

Resultado Principal

OR 0,35 (IC 0,20–0,61) — Redução de 65% no risco de paraplegia com TEVAR

6 estudos | 771 pacientes | I²=0% (resultado mais homogêneo da meta-análise)

Mecanismos de Proteção Medular

Com TEVAR

  • Sem toracotomia e sem clampeamento aórtico
  • Menor interrupção de artérias intercostais
  • Isquemia medular mais curta e menos intensa
  • Menor variação hemodinâmica perioperatória

Estratégias na Cirurgia Aberta

  • Reimplante seletivo de intercostais T8–L1
  • Drenagem liquórica (PLC ≤10 mmHg)
  • Perfusão distal (left heart bypass)
  • Hipotermia moderada (32–34°C)
  • Monitorização PESS e MEP

Fatores de Risco para Paraplegia Pós-TEVAR

  • Extensão do reparo ≥20 cm — cobre múltiplas intercostais sem possibilidade de reimplante
  • TEVAR após AAA previamente reparado — artéria de Adamkiewicz dependente de intercostais já ocluídas pela endoprótese abdominal
  • Hipotensão perioperatória (PAM <70 mmHg)
  • Cobertura da subclávia esquerda sem revascularização — se vertebral esquerda contribui para artéria espinal anterior
  • Doença da artéria espinal anterior prévia

Paraplegia Retardada — Protocolo de Resgate

Pode ocorrer 24–72h após TEVAR

Mecanismo: vasoespasmo + trombose + edema da circulação medular. Taxa de reversão: 50–70% se protocolo iniciado rapidamente.

Protocolo de resgate:

  1. Elevar PAM ≥90 mmHg (vasopressores)
  2. Drenagem liquórica 10–15 mL/h
  3. Posição supina plana (cabeceira a 0°)
  4. Otimizar Hb e saturação de O₂

Referência

Alsawas M, et al. Effectiveness of surgical interventions for thoracic aortic aneurysms. J Vasc Surg. 2017;66(4):1258–1268.

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Perguntas Frequentes

Por que I²=0% para paraplegia quando a heterogeneidade é alta para outros desfechos?
A paraplegia é um evento clínico objetivo, grave e difícil de subnotificar — ao contrário da mortalidade, que pode ser influenciada por definições diferentes entre centros e países. Além disso, o mecanismo pelo qual o TEVAR protege a medula (ausência de clampeamento e toracotomia, menor interrupção de intercostais) é biologicamente consistente e independente da população estudada. Por isso, os 6 estudos concordam na direção e magnitude do efeito: I²=0%.
O TEVAR elimina o risco de paraplegia?
Não. O TEVAR reduz significativamente o risco comparado à cirurgia aberta (OR 0,35), mas não o elimina. Os principais fatores de risco para paraplegia pós-TEVAR são: extensão do reparo ≥20 cm (cobertura de múltiplas intercostais sem reimplante), TEVAR após reparo de AAA prévio (artéria de Adamkiewicz dependente de intercostais já ocluídas pela endoprótese abdominal), hipotensão perioperatória (PAM <70 mmHg) e cobertura da artéria subclávia esquerda sem revascularização.
Como manejar a paraplegia retardada após TEVAR?
Paraplegia retardada pode ocorrer 24–72h após TEVAR por vasoespasmo, trombose ou edema da circulação medular. Protocolo de resgate: (1) elevar PAM ≥90 mmHg com vasopressores; (2) drenagem liquórica 10–15 mL/h se não realizada profilaticamente; (3) elevar cabeceira a 0° (posição supina plana); (4) otimizar hemoglobina e oxigenação. Taxa de reversão: 50–70% se o protocolo for iniciado rapidamente.

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Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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