Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
SVS 2017 — T3

Cirurgia Aberta para TAA: Técnica, Proteção Medular e Resultados

Toracotomia posterolateral esquerda (4º–6º espaço), bypass átrio esquerdo–aorta distal, monitorização PESS/MEP, drenagem liquórica (PLC ≤10 mmHg), reimplante intercostais T8–L1, perfusão renal seletiva fria. Mortalidade eletiva em centros de excelência: 4,8%. Paraplegia: 4,6%. Mortalidade histórica nacional: 22%.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 21 de junho de 202611 min de leitura

Resposta direta: Cirurgia aberta do TAA: toracotomia posterolateral esquerda, bypass átrio esquerdo-aorta distal, monitorização PESS/MEP, drenagem liquórica, reimplante de intercostais T8–L1. Centros de excelência: mortalidade 4,8% / paraplegia 4,6%. Mortalidade nacional histórica: 22%. Era do bypass distal reduziu paraplegia em ~50% vs. 'clamp and sew'. Permanece essencial para casos sem anatomia favorável ao TEVAR.

A cirurgia aberta do TAA descendente é uma das mais complexas da cirurgia vascular — e compreendê-la é essencial para saber quando e por que preferir o TEVAR. Em centros de excelência, a mortalidade eletiva é de 4,8% e a paraplegia de 4,6%; historicamente, a mortalidade nacional foi de 22% antes da era endovascular.

Técnica Cirúrgica — Elementos Essenciais

EtapaDetalhe
PosicionamentoDecúbito lateral direito com torque de 45°
AcessoToracotomia posterolateral esquerda: 4º–6º espaço conforme extensão do aneurisma
MonitorizaçãoPESS e MEP (potenciais evocados somatossensoriais e motores)
Perfusão distalBypass átrio esquerdo–aorta distal ("left heart bypass") — reduz isquemia medular e renal
Drenagem liquóricaManter pressão liquórica (PLC) ≤10 mmHg
Reimplante de intercostaisSeletivo para T8–L1 (território da artéria de Adamkiewicz)
Proteção renalPerfusão renal seletiva com Ringer lactato 4°C
HipotermiaModerada (32–34°C) para proteção medular e visceral

Resultados — Evolução Histórica

CenárioMortalidade 30 diasParaplegia
Centros de excelência (eletivo)4,8%4,6%
Nacional histórico (antes do TEVAR)22%
Roto (qualquer centro)30–40%
Era "clamp and sew" (sem bypass)Variável~10%
Era do bypass distal (atual)Variável~4–5%

Quando a cirurgia aberta é indispensável

  • Anatomia desfavorável para TEVAR (colo curto, angulação severa, acesso ilíaco inadequado)
  • TAA envolvendo arco aórtico (zona 0–1) sem condições para procedimento híbrido
  • Paciente jovem (<50 anos) — maior durabilidade do reparo aberto
  • Reparo combinado arco + descendente em único tempo

Referência

Alsawas M, et al. Effectiveness of surgical interventions for thoracic aortic aneurysms. J Vasc Surg. 2017;66(4):1258–1268.

Tenho aneurisma de aorta torácica e gostaria de discutir as opções cirúrgicas

Dr. Maurício Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular em MaringáCRM-PR 21589 · Atendimento com hora marcada

Agendar pelo WhatsApp

Ou ligue: (44) 99129-7111

Perguntas Frequentes

O que é o bypass de coração esquerdo (left heart bypass) e por que é importante?
O bypass de coração esquerdo (left heart bypass ou átrio esquerdo–aorta distal) é uma técnica de perfusão distal que mantém fluxo sanguíneo para a aorta abdominal e medular enquanto a aorta torácica está clampeada. Comparado à técnica "clamp and sew" (sem bypass), reduziu a taxa de paraplegia em aproximadamente 50%. Permite maior tempo de clampeamento seguro, reduz a carga de isquemia medular e visceral, e facilita o reimplante seletivo de artérias intercostais.
Por que reimplantar artérias intercostais no nível T8–L1?
A artéria de Adamkiewicz — principal suprimento da medula espinal — origina-se entre T9 e L1 em 85% dos casos. O reimplante seletivo das intercostais nesse nível é um dos pilares da proteção medular na cirurgia aberta do TAA, especialmente no reparo toracoabdominal. A localização da artéria de Adamkiewicz pode ser avaliada previamente por angiotomografia de alta resolução ou RM-angiografia.
Por que existe tanta diferença entre a mortalidade em centros de excelência e a mortalidade nacional histórica?
A diferença entre 4,8% (centros de excelência) e 22% (mortalidade nacional histórica antes do TEVAR) reflete o efeito volume-resultado: a cirurgia aberta do TAA é uma das mais complexas da cirurgia vascular, e centros com alto volume (>20 casos/ano) têm resultados drasticamente superiores. Além disso, o cenário nacional inclui cirurgias emergenciais de ruptura (mortalidade 30–40%) que inflam as médias populacionais.

Quer uma segunda opinião?

Este conteúdo é voltado para profissionais de saúde. Para encaminhamento de paciente, segunda opinião ou discussão de conduta com o Dr. Maurício, entre em contato direto pelo WhatsApp.

Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

Leia também

Tem dúvidas? Agende uma avaliação vascular

Agendar pelo WhatsApp