Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
SVS 2017 — T4

TEVAR: Princípios, Zonas de Ancoragem de Ishimaru e Seleção de Pacientes

Zonas de Ishimaru (0–4) para planejamento do TEVAR. Critérios anatômicos: colo proximal ≥20mm, angulação <60°, diâmetro 18–42mm, acesso ilíaco ≥7–8mm. Oversizing 10–20%. Endopróteses: Gore TAG (1ª aprovação FDA 2005), Medtronic Valiant, Cook TX2, Bolton Relay. Planejamento: angiotomografia 3D + centerline obrigatório.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 21 de junho de 202610 min de leitura

Resposta direta: TEVAR: descrito em 1994 (Dake), FDA aprovado em 2005 (Gore TAG). Zonas de Ishimaru 0–4 estruturam o planejamento. Critérios anatômicos: colo ≥20mm, angulação <60°, acesso ilíaco ≥7–8mm, diâmetro 18–42mm, oversizing 10–20%. TEVAR puro: zona 4. Zona 3 e 2: cobertura de subclávia. Zonas 0–1: procedimento híbrido ou dispositivo de arco.

O TEVAR foi descrito em 1994 por Dake et al. e transformou o tratamento do TAA em três décadas. Hoje, 70–80% dos TAAs anatomicamente favoráveis são tratados endovascularmente. O sucesso depende de planejamento rigoroso baseado nas zonas de Ishimaru e critérios anatômicos precisos.

Zonas de Ancoragem de Ishimaru (0–4)

ZonaLocalizaçãoImplicação Clínica
Zona 0Aorta ascendente (pré-tronco braquiocefálico)Exige bypass total do arco ou híbrido completo
Zona 1Entre tronco braquiocefálico e carótida esquerdaExige revascularização de carótida e subclávia esquerda
Zona 2Entre carótida esquerda e subclávia esquerdaCobertura de subclávia → revascularização recomendada
Zona 32 cm após subclávia esquerda ("bird-beak zone")TEVAR possível com atenção ao colo; pode cobrir subclávia parcialmente
Zona 4Aorta descendente torácicaTEVAR puro — zona ideal para endoprótese isolada

Critérios Anatômicos para TEVAR

✅ Anatomia favorável

  • Colo proximal ≥20mm de comprimento
  • Angulação do colo <60°
  • Diâmetro aórtico 18–42mm
  • Acesso ilíaco ≥7–8mm de diâmetro interno
  • Sem trombo mural circunferencial no colo

📐 Planejamento obrigatório

  • Angiotomografia 3D com reconstrução volumétrica
  • Software de centerline (3Mensio, TeraRecon)
  • Oversizing 10–20% em relação ao diâmetro nativo
  • Medição distância até artéria subclávia esquerda

Endopróteses Disponíveis

DispositivoCaracterística PrincipalAprovação FDA
Gore TAGConformável, baixo perfil — 1ª aprovada2005
Medtronic ValiantMaior diâmetro disponível2009
Cook TX2Sistema modular2008
Bolton RelayAlta flexibilidade para arco aórticoCE Mark (Europa)

Referência

Alsawas M, et al. Effectiveness of surgical interventions for thoracic aortic aneurysms. J Vasc Surg. 2017;66(4):1258–1268. | Dake MD et al. Transluminal placement of endovascular stent-grafts for the treatment of descending thoracic aortic aneurysms. N Engl J Med. 1994;331:1729–34.

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Perguntas Frequentes

O que são as zonas de ancoragem de Ishimaru e por que são importantes?
As zonas de Ishimaru (0–4) dividem a aorta torácica em segmentos baseados nos vasos do arco: Zona 0 (ascendente, pré-tronco braquiocefálico), Zona 1 (entre tronco braquiocefálico e carótida esquerda), Zona 2 (entre carótida esquerda e subclávia esquerda), Zona 3 (2 cm após subclávia), Zona 4 (descendente torácica). São essenciais para planejamento do TEVAR pois determinam se vasos do arco precisam ser reposicionados (revascularização) para obter zona de ancoragem adequada.
Quais são os critérios anatômicos mínimos para um TEVAR seguro?
Colo proximal: comprimento ≥20mm e angulação <60°. Diâmetro aórtico: 18–42mm (conforme o dispositivo). Acesso ilíaco: diâmetro interno ≥7–8mm. Ausência de trombo mural circunferencial no colo (risco de endoleak tipo 1). Oversizing recomendado: 10–20% em relação ao diâmetro aórtico nativo. Quando esses critérios não são respeitados, os riscos são: migração, endoleak tipo 1 e ruptura tardia.
Qual foi o marco histórico do TEVAR?
O TEVAR foi descrito pela primeira vez em 1994 por Dake et al. (Dake MD, Miller DC, Semba CP, et al. N Engl J Med 1994;331:1729–34). A aprovação pelo FDA do primeiro dispositivo comercial ocorreu em 2005 (Gore TAG). Em 30 anos, o TEVAR passou de técnica experimental para o tratamento de escolha para 70–80% dos TAAs anatomicamente favoráveis.

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Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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