Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
ESVS 2024 — P5

Reparo Eletivo do AAA: EVAR e Manejo Perioperatório

ESVS 2024 Recs 56–69: EVAR — colo ≥15mm, angulação <60°, acesso ≥7mm; mortalidade 0,5–1% vs. OSR 2–3%; sobrevida 5-10 anos similar; reintervenções EVAR 3–5× maior. Anestesia local preferível em selecionados (IIa/B). AAS indefinido; DAPT NÃO de rotina. LMWH + deambulação precoce.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 21 de junho de 202611 min de leitura

Resposta direta: EVAR representa 70–80% dos reparos eletivos na Europa. Mortalidade perioperatória 0,5–1% vs. OSR 2–3%; sobrevida 5–10 anos similar; reintervenções EVAR 3–5× maior. Anestesia local preferível em selecionados (IIa/B). AAS indefinido pós-EVAR; DAPT NÃO de rotina. ESVS 2024: escolha individualizada por anatomia, risco e preferência do paciente.

O EVAR representa 70–80% dos reparos eletivos de AAA na Europa. Com menor mortalidade peri-operatória que o OSR mas maior taxa de reintervenções, a escolha entre as duas técnicas depende de anatomia, risco cirúrgico e preferência do paciente — sendo a decisão compartilhada um componente essencial.

Infográfico sobre EVAR eletivo e manejo perioperatório do AAA — ESVS 2024

EVAR vs. OSR — Comparação dos Principais Desfechos

DesfechoEVAROSR
Mortalidade 30 dias0,5–1%2–3%
Sobrevida global 5–10 anosSimilarSimilar
Reintervenções tardias3–5× maiorMuito baixa
Ruptura tardia sem vigilância~0,5–1%/anoMuito rara
QV a 1 mêsMelhorPior
QV após 3 mesesIdênticaIdêntica

Manejo Perioperatório

✅ Anestesia local/sedação (IIa/B)

Considerar em pacientes selecionados de alto risco — associada a menor mortalidade hospitalar vs. anestesia geral.

✅ AAS indefinido pós-EVAR (I/C)

AAS 100mg por tempo indefinido. DAPT (AAS + clopidogrel) NÃO indicada de rotina.

✅ VTE: LMWH + deambulação precoce

Profilaxia de VTE com LMWH + deambulação precoce em ambas as técnicas (EVAR e OSR).

✅ Antibiótico: dose única pré-incisão

Cefazolina 2g IV em dose única ≤30 min antes da incisão em ambas as técnicas.

Referência

Wanhainen A, et al. ESVS 2024 Clinical Practice Guidelines on Management of Abdominal Aorto-Iliac Artery Aneurysms. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2024;67:192–331.

Tenho aneurisma de aorta e gostaria de discutir o EVAR com cirurgião vascular

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Perguntas Frequentes

EVAR ou cirurgia aberta — qual tem melhor resultado no longo prazo?
A mortalidade perioperatória é significativamente menor com EVAR (0,5–1% vs. 2–3% com OSR). Entretanto, a sobrevida global em 5–10 anos é similar — o benefício precoce do EVAR é anulado por mortalidade não aneurísmica tardia. As reintervenções são 3–5 vezes mais frequentes com EVAR. A qualidade de vida é melhor com EVAR no 1º mês, idêntica após 3 meses. Em termos práticos: EVAR = menor risco imediato + maior custo de vigilância; OSR = maior risco cirúrgico + maior durabilidade.
A dupla antiagregação (AAS + clopidogrel) é indicada após EVAR?
Não rotineiramente. A ESVS 2024 recomenda AAS 100mg indefinidamente após EVAR (I/C), mas a dupla antiagregação (DAPT) NÃO é indicada de rotina. Ensaios clínicos não demonstraram benefício adicional da DAPT vs. AAS isolado no pós-EVAR, e o risco de sangramento é maior com DAPT.
Qual o papel da anestesia local ou sedação no EVAR?
A ESVS 2024 (IIa/B) recomenda considerar anestesia local ou sedação para EVAR em pacientes selecionados — especialmente em pacientes de alto risco cirúrgico, onde a anestesia geral e a intubação aumentam o risco peri-operatório. Estudos demonstram menor mortalidade hospitalar com anestesia local vs. geral em pacientes de alto risco submetidos a EVAR eletivo ou de urgência.
O que fazer se a anatomia aórtica está fora do IFU (Instructions For Use) do dispositivo?
O IFU deve ser usado como referência, mas a ESVS 2024 reconhece que anatomia borderline pode ser tratada off-IFU em centros experientes, com consentimento informado explícito do paciente. Casos fora do IFU devem ser registrados em banco de dados local e seguidos rigorosamente, pois apresentam maior risco de endoleak tipo 1A, migração e reintervenção.

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Este conteúdo é voltado para profissionais de saúde. Para encaminhamento de paciente, segunda opinião ou discussão de conduta com o Dr. Maurício, entre em contato direto pelo WhatsApp.

Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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