Seguimento Pós-Reparo e Complicações Vasculares do AAA
ESVS 2024 Recs 86–100: vigilância pós-OSR (US duplex anual 5 anos, depois individualizado); pós-EVAR (TC 30 dias + 1 ano; US duplex como alternativa após 1 ano se saco estável — I/B). Infecção de prótese, fístula aortoentérica, aneurisma peri-anastomótico e disfunção erétil pós-operatória.
Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295
Resposta direta: O reparo do AAA não termina na sala cirúrgica — o seguimento define o resultado a longo prazo. Pós-OSR: US duplex anual por 5 anos. Pós-EVAR: TC 30 dias + 1 ano; US duplex como alternativa após 1 ano se saco estável (I/B) — grande mudança da ESVS 2024 que reduz exposição cumulativa a radiação. Fístula aortoentérica é emergência cirúrgica. ESVS 2024.
O seguimento estruturado após reparo de AAA — tanto OSR quanto EVAR — é fundamental para detecção precoce de complicações tardias. A grande mudança prática da ESVS 2024 é a validação do US duplex como alternativa à TC no seguimento pós-EVAR após o 1º ano, reduzindo significativamente a exposição cumulativa à radiação ionizante.

Protocolo de Vigilância
Pós-OSR
- US duplex anual por 5 anos
- Após 5 anos: individualizado conforme risco
- TC: somente se complicação suspeita
Pós-EVAR
- TC com contraste: 30 dias + 1 ano
- Após 1 ano (saco estável, sem endoleak): US duplex como alternativa (I/B)
- Critério para retornar à TC: crescimento do saco >5mm, suspeita de novo endoleak
Complicações Tardias
Fístula Aortoentérica — EMERGÊNCIA
Hemorragia digestiva em portador de prótese aórtica = emergência cirúrgica. ATB IV + desbridamento + reconstrução com veia femoral (neo-aorta) ou enxerto impregnado.
Infecção de Prótese Aórtica
Rara (0,5–2%): febre + bacteremia + sintomas locais. Tratamento: ATB IV longa duração + desbridamento cirúrgico + neo-aorta com veia femoral superficial ou prótese impregnada com rifampicina.
Aneurisma Peri-anastomótico (pós-OSR)
Incidência 3–5% em 10 anos. EVAR preferível se anatomia favorável; OSR se não. Vigilância por US duplex anual detecta precocemente.
Disfunção Erétil Pós-op
Prevenção: preservar IIA bilateral; técnica cuidadosa na bifurcação aórtica (plexo hipogástrico). Preservação é mais eficaz que tratamento após instalado.
Referência
Wanhainen A, et al. ESVS 2024 Clinical Practice Guidelines on Management of Abdominal Aorto-Iliac Artery Aneurysms. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2024;67:192–331.
Fiz cirurgia de aorta e tenho dúvidas sobre o seguimento pós-operatório
Dr. Maurício Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular em MaringáCRM-PR 21589 · Atendimento com hora marcada
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Perguntas Frequentes
Por que usar US duplex em vez de TC no seguimento pós-EVAR após o primeiro ano?
Como suspeitar e diagnosticar infecção de prótese aórtica?
Quando suspeitar de fístula aortoentérica após reparo de AAA?
O que é aneurisma peri-anastomótico e como tratar?
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