Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
ESVS 2024 — P7

Seguimento Pós-Reparo e Complicações Vasculares do AAA

ESVS 2024 Recs 86–100: vigilância pós-OSR (US duplex anual 5 anos, depois individualizado); pós-EVAR (TC 30 dias + 1 ano; US duplex como alternativa após 1 ano se saco estável — I/B). Infecção de prótese, fístula aortoentérica, aneurisma peri-anastomótico e disfunção erétil pós-operatória.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 21 de junho de 202610 min de leitura

Resposta direta: O reparo do AAA não termina na sala cirúrgica — o seguimento define o resultado a longo prazo. Pós-OSR: US duplex anual por 5 anos. Pós-EVAR: TC 30 dias + 1 ano; US duplex como alternativa após 1 ano se saco estável (I/B) — grande mudança da ESVS 2024 que reduz exposição cumulativa a radiação. Fístula aortoentérica é emergência cirúrgica. ESVS 2024.

O seguimento estruturado após reparo de AAA — tanto OSR quanto EVAR — é fundamental para detecção precoce de complicações tardias. A grande mudança prática da ESVS 2024 é a validação do US duplex como alternativa à TC no seguimento pós-EVAR após o 1º ano, reduzindo significativamente a exposição cumulativa à radiação ionizante.

Infográfico sobre seguimento pós-reparo e complicações vasculares do AAA — ESVS 2024

Protocolo de Vigilância

Pós-OSR

  • US duplex anual por 5 anos
  • Após 5 anos: individualizado conforme risco
  • TC: somente se complicação suspeita

Pós-EVAR

  • TC com contraste: 30 dias + 1 ano
  • Após 1 ano (saco estável, sem endoleak): US duplex como alternativa (I/B)
  • Critério para retornar à TC: crescimento do saco >5mm, suspeita de novo endoleak

Complicações Tardias

Fístula Aortoentérica — EMERGÊNCIA

Hemorragia digestiva em portador de prótese aórtica = emergência cirúrgica. ATB IV + desbridamento + reconstrução com veia femoral (neo-aorta) ou enxerto impregnado.

Infecção de Prótese Aórtica

Rara (0,5–2%): febre + bacteremia + sintomas locais. Tratamento: ATB IV longa duração + desbridamento cirúrgico + neo-aorta com veia femoral superficial ou prótese impregnada com rifampicina.

Aneurisma Peri-anastomótico (pós-OSR)

Incidência 3–5% em 10 anos. EVAR preferível se anatomia favorável; OSR se não. Vigilância por US duplex anual detecta precocemente.

Disfunção Erétil Pós-op

Prevenção: preservar IIA bilateral; técnica cuidadosa na bifurcação aórtica (plexo hipogástrico). Preservação é mais eficaz que tratamento após instalado.

Referência

Wanhainen A, et al. ESVS 2024 Clinical Practice Guidelines on Management of Abdominal Aorto-Iliac Artery Aneurysms. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2024;67:192–331.

Fiz cirurgia de aorta e tenho dúvidas sobre o seguimento pós-operatório

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Perguntas Frequentes

Por que usar US duplex em vez de TC no seguimento pós-EVAR após o primeiro ano?
A ESVS 2024 (I/B) recomenda US duplex como alternativa à TC no seguimento pós-EVAR após 1 ano, quando o saco aneurismático está estável e não há endoleak visível. Cada TC de abdome equivale a 10–15 mSv de radiação — um paciente com EVAR acumula essa exposição por décadas. O duplex bem executado detecta endoleak com sensibilidade de 81–97% em mãos experientes, sendo uma alternativa segura e sem radiação.
Como suspeitar e diagnosticar infecção de prótese aórtica?
Suspeitar em qualquer portador de prótese aórtica que apresente: febre prolongada sem foco, bacteremia (especialmente Staphylococcus aureus), drenagem na virilha, formação de pseudoaneurisma peri-anastomótico ou dor indefinida. A TC com contraste é o exame de escolha, podendo mostrar coleção perienxerto, gás, ou espessamento de tecidos adjacentes. A PET-CT pode ser útil em casos duvidosos.
Quando suspeitar de fístula aortoentérica após reparo de AAA?
A fístula aortoentérica é uma emergência cirúrgica. Suspeitar em todo paciente com reparo aórtico prévio que apresente hemorragia digestiva — especialmente a tríade: melena/hematoquezia, febre e massa abdominal pulsátil. A endoscopia digestiva alta pode mostrar erosão duodenal sobre o enxerto. A TC angiográfica é o exame de escolha. Mortalidade cirúrgica é alta (>30%), mas sem cirurgia é praticamente 100%.
O que é aneurisma peri-anastomótico e como tratar?
Aneurisma peri-anastomótico é a dilatação que ocorre na interface entre o enxerto aórtico e a artéria nativa, geralmente na anastomose proximal após OSR. Incidência de 3–5% em 10 anos. O EVAR é preferível se a anatomia for favorável — menor invasividade e menor trauma que uma reoperação aberta no mesmo campo. OSR fica para casos com anatomia desfavorável para endovascular.

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Este conteúdo é voltado para profissionais de saúde. Para encaminhamento de paciente, segunda opinião ou discussão de conduta com o Dr. Maurício, entre em contato direto pelo WhatsApp.

Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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