Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
ESVS 2024 — P6

AAA Roto e Sintomático: Manejo de Emergência

ESVS 2024 Recs 70–85: EVAR de urgência 1ª opção em anatomia favorável (I/B; mortalidade ~25% vs. ~30% OSR), hipotensão permissiva PAS 50–70mmHg (IIa/C), protocolo hemostático 1:1:1, REBOA zona I como ponte no instável extremo (IIb/C), AAA sintomático não roto: reparo urgente em <24h.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 21 de junho de 202610 min de leitura

Resposta direta: AAA roto: 50% morrem antes do hospital; 30–40% morrem com tratamento. EVAR de urgência 1ª opção se anatomia favorável (I/B). Hipotensão permissiva PAS 50–70mmHg (IIa/C); protocolo 1:1:1 (hemácias:plasma:plaquetas); evitar cristaloides. REBOA zona I: ponte no instável extremo (IIb/C). AAA sintomático não roto: reparo urgente em <24h. ESVS 2024.

O AAA roto é uma das emergências cirúrgicas de maior mortalidade: ~50% dos pacientes morrem antes de chegar ao hospital e 30–40% morrem mesmo com tratamento imediato. A ESVS 2024 consolida o protocolo de ressuscitação hemostática e posiciona o EVAR de urgência como primeira linha — com mortalidade significativamente menor que a cirurgia aberta.

Infográfico sobre manejo de emergência do AAA roto e sintomático — ESVS 2024

Diagnóstico em Emergência

🚨 Instável → Sala Cirúrgica Imediata

PAS <60 mmHg sem resposta → não aguardar TC. US FAST: confirma AAA em <2 min.

✅ Estável → TC sem contraste

Suficiente para confirmar ruptura retroperitoneal. TC com contraste para planejamento do EVAR.

Ressuscitação Hemostática

Hipotensão permissiva — PAS 50–70 mmHg até controle cirúrgico (IIa/C)

Evitar cristaloides em excesso → hemodiluição + coagulopatia. Protocolo 1:1:1 (hemácias:plasma:plaquetas).

Acesso venoso: dois periféricos calibrosos + linha arterial radial para monitoramento contínuo.

EVAR de Urgência vs. OSR

DesfechoEVAR RotoOSR Roto
Mortalidade 30 dias~20–25%~30–35%

EVAR de urgência como primeira opção em anatomia favorável (I/B). Exige sala híbrida disponível 24/7. REBOA zona I pode ser usado como ponte no instável extremo antes de EVAR/OSR (IIb/C).

AAA Sintomático Não Roto

Dor lombar nova em portador de AAA = ruptura iminente

Reparo urgente em <24h mesmo sem hematoma retroperitoneal na TC (I/C). Mortalidade ~5–10% vs. 30–40% do roto confirmado.

Referência

Wanhainen A, et al. ESVS 2024 Clinical Practice Guidelines on Management of Abdominal Aorto-Iliac Artery Aneurysms. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2024;67:192–331.

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Perguntas Frequentes

Por que a hipotensão permissiva é recomendada no AAA roto?
O hematoma retroperitoneal contenido atua como tamponamento natural. Normalizar a pressão arterial pode romper esse tamponamento, desencadeando hemorragia maciça intraperitoneal antes do controle cirúrgico. A ESVS 2024 (IIa/C) recomenda manter PAS 50–70 mmHg até o controle cirúrgico. Exceção: instabilidade extrema (PAS <60 mmHg sem resposta) → sala cirúrgica imediata sem aguardar TC.
EVAR de urgência ou cirurgia aberta para o AAA roto?
A ESVS 2024 (I/B) recomenda EVAR de urgência como primeira opção quando a anatomia é favorável. A mortalidade com EVAR roto é de ~20–25% vs. ~30–35% com OSR (meta-análises e registros europeus). O EVAR também pode ser feito sob anestesia local, evitando a hipotensão da indução. Requer sala híbrida com disponibilidade 24/7.
O que é o REBOA e quando está indicado no AAA roto?
REBOA (Resuscitative Endovascular Balloon Occlusion of the Aorta) é um balão de oclusão aórtica inflado na zona I (aorta torácica descendente) via acesso femoral para controle temporário do sangramento. A ESVS 2024 (IIb/C) considera seu uso como ponte no paciente instável extremo antes de EVAR ou OSR. Dados de RCTs no trauma sugerem que não reduz mortalidade quando usado rotineiramente — deve ser reservado para instabilidade hemodinâmica extrema.
AAA sintomático sem ruptura confirmada deve ser operado?
Sim, com urgência. A ESVS 2024 (I/C) recomenda reparo urgente em <24h em todo portador de AAA com dor lombar ou abdominal nova atribuível ao aneurisma — mesmo sem hematoma retroperitoneal visível na TC. Esse quadro representa ruptura iminente ("sentinela") com mortalidade operatória de ~5–10% — muito menor que o roto confirmado (30–40%).

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Este conteúdo é voltado para profissionais de saúde. Para encaminhamento de paciente, segunda opinião ou discussão de conduta com o Dr. Maurício, entre em contato direto pelo WhatsApp.

Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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