Reparo Eletivo do AAA: Cirurgia Aberta (OSR)
ESVS 2024 Recs 41–55: acesso retroperitoneal preferível em obesidade/ostomia/rim em ferradura; clampeamento infrarrenal preferível; enxerto tubular se ilíacas normais; anastomose próxima às renais; AIM reimplantar se coto reverso <50mmHg; preservar ≥1 IIA; fechar retroperitônio obrigatório.
Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295
Resposta direta: OSR no AAA: acesso retroperitoneal preferível em anatomia hostil; clampeamento infrarrenal sempre que possível; enxerto tubular reto se ilíacas normais; anastomose proximal próxima às renais; reimplantar AIM se coto reverso <50mmHg; preservar ≥1 IIA; fechar retroperitônio sobre o enxerto (previne fístula aortoentérica); heparina + cell saver rotineiros. ESVS 2024.
O reparo cirúrgico aberto (OSR) continua sendo a técnica de maior durabilidade para o AAA — com menor taxa de reintervenção a longo prazo que o EVAR. Sua indicação preferencial é em pacientes jovens e aptos, com anatomia desfavorável para endoprótese. A ESVS 2024 detalha os princípios técnicos que determinam o resultado cirúrgico.

Acesso Cirúrgico
Transperitoneal (padrão)
- Boa exposição da bifurcação aórtica e ilíacas distais
- Acesso mais familiar para a maioria dos cirurgiões
- Maior íleo pós-operatório
Retroperitoneal esquerdo (preferível em)
- Obesidade mórbida
- Ostomia prévia
- Rim em ferradura
- Reoperação abdominal
- Exposição de aorta L2–L4 (AAA justarrenal)
Princípios Técnicos — Checklist ESVS 2024
| Etapa | Recomendação | Classe/Nível |
|---|---|---|
| Clampeamento | Infrarrenal preferível; suprarrenal aceitável por <30 min | Consenso |
| Enxerto | Tubular reto se ilíacas normais; bifurcado aorto-bi-ilíaco se doença oclusiva ilíaca | Consenso |
| Anastomose proximal | Tão próxima quanto possível das artérias renais (minimiza colo residual) | Consenso |
| AIM | Reimplantar se coto reverso <50 mmHg ou cólon isquêmico no campo | Consenso |
| IIA | Preservar ao menos uma — previne isquemia pélvica, glútea e medular | I/C |
| Fechamento | Retroperitônio sobre o enxerto obrigatório (previne fístula aortoentérica) | Consenso |
| Heparina | 100 U/kg antes do clampeamento aórtico | Consenso |
| Cell saver | Uso rotineiro — reduz necessidade de transfusão homóloga | Consenso |
| Antibiótico | Dose única pré-incisão (cefazolina 2g IV) | I/A |
| Volume mínimo | ≥10 operações aórticas abertas/ano + mortalidade ≤5% | IIa/C |
Referência
Wanhainen A, et al. ESVS 2024 Clinical Practice Guidelines on Management of Abdominal Aorto-Iliac Artery Aneurysms. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2024;67:192–331.
Tenho aneurisma de aorta e gostaria de discutir a cirurgia aberta com cirurgião vascular
Dr. Maurício Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular em MaringáCRM-PR 21589 · Atendimento com hora marcada
Agendar pelo WhatsAppOu ligue: (44) 99129-7111
Perguntas Frequentes
Quando preferir acesso retroperitoneal versus transperitoneal no OSR do AAA?
Por que preservar pelo menos uma artéria ilíaca interna no OSR?
Quando reimplantar a artéria mesentérica inferior no OSR?
Por que o fechamento do retroperitônio sobre o enxerto aórtico é obrigatório?
Quer uma segunda opinião?
Este conteúdo é voltado para profissionais de saúde. Para encaminhamento de paciente, segunda opinião ou discussão de conduta com o Dr. Maurício, entre em contato direto pelo WhatsApp.
Leia também
Tem dúvidas? Agende uma avaliação vascular
Agendar pelo WhatsApp