Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
SBACV 2023 — W1

AAA: Definição, Epidemiologia, Rastreamento e Fatores de Risco

Definição: AAA ≥3 cm pela borda externa. Epidemiologia: 38.000 mortes no Brasil (2000-2016), prevalência 6× maior em homens. Rastreamento: US para homens ≥65 anos (IIa) e história familiar a partir de 50 anos (IIb). Tabagismo OR 2,97 — fator modificável mais importante. DM NÃO é fator de risco. Diretrizes SBACV 2023.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 23 de junho de 20268 min de leitura

Resposta direta: AAA: dilatação ≥3 cm pela borda externa. 38.000 mortes no Brasil (2000-2016); prevalência 6× maior em homens. Rastreamento: homens ≥65 anos com US (IIa); história familiar → partir dos 50 anos (IIb). Vigilância: 3-3,9 cm/3 anos; 4-4,9 cm/anual; ≥5 cm/3-6 meses. Fatores de risco: tabagismo OR 2,97, HAS OR 1,55, história familiar OR 9,64. DM: NÃO é fator de risco (OR 1,18, IC cruzando a nulidade).

As Diretrizes SBACV 2023 (Mulatti GC et al.) consolidam 50 recomendações sobre o aneurisma de aorta abdominal — da definição e rastreamento às técnicas endovasculares avançadas. Este primeiro post aborda a base: quem tem AAA, quem deve ser rastreado e quais fatores de risco importam.

Infográfico SBACV 2023 — AAA: Definição, Epidemiologia, Rastreamento e Fatores de Risco

Definição e Epidemiologia

Definição: AAA = dilatação ≥3 cm (borda externa)

  • • Medida anteroposterior e/ou transversal por US ou angioTC
  • ≈38.000 mortes por AAA no Brasil entre 2000 e 2016
  • • Prevalência 6× maior em homens (razão H:M de 5,93)
  • • Queda da mortalidade associada à redução do tabagismo nas últimas décadas

Rastreamento (Tabela 1 — SBACV 2023)

IndicaçãoExameGrau
Homens ≥65 anosUltrassonografia de abdomeIIa
História familiar positiva — ambos os sexosUS a partir dos 50 anosIIb
Diâmetro aórtico >3 cm — acompanhamentoUS com intervalo por diâmetroI

Intervalos de Vigilância por Diâmetro

3,0 – 3,9 cm

A cada 3 anos

4,0 – 4,9 cm

Anualmente

≥ 5,0 cm

A cada 3–6 meses

Fatores de Risco (Tabela 2 — Nível IIa)

Fator de RiscoORStatus
TabagismoOR 2,97Principal fator modificável
História familiar positivaOR 9,64Maior OR individual
Doença arterial coronarianaOR 2,29Fator de risco
Hipertensão arterialOR 1,55Fator de risco
Idade >65 anos / Sexo masculinoFatores não modificáveis
Diabetes mellitusOR 1,18 (IC 0,99–1,41)NÃO é fator de risco (possível protetor)

Olá! Vi o artigo sobre rastreamento de aneurisma de aorta abdominal (SBACV 2023) e gostaria de agendar uma avaliação vascular.

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Perguntas Frequentes

Como é definido o aneurisma de aorta abdominal pela SBACV 2023?
A Diretriz SBACV 2023 define AAA como dilatação ≥3 cm medida pela borda externa da aorta (≥2 desvios-padrão ou ≥50% acima do esperado para a constituição do indivíduo), avaliada por ultrassom ou angiotomografia nas medidas anteroposterior e/ou transversal. O colo hostil é definido por: diâmetro >28 mm, angulação <60°, comprimento <1,5 cm, trombo >50% da circunferência, ou colo cônico/boccelado — critérios que interferem diretamente na seleção para EVAR.
Quem deve ser rastreado para AAA com ultrassom?
As Diretrizes SBACV 2023 recomendam: (IIa) rastreamento com US do abdome para homens ≥65 anos; (IIb) rastreamento a partir dos 50 anos para homens E mulheres com história familiar positiva de AAA; (I) US para acompanhamento de aórticos com diâmetro >3 cm, com intervalo conforme o diâmetro: 3,0-3,9 cm a cada 3 anos; 4,0-4,9 cm anualmente; ≥5 cm a cada 3-6 meses. O rastreamento é baseado em meta-análise Cochrane de 4 grandes ECRs que demonstrou redução de 0,60 na razão de riscos de mortalidade por AAA.
O diabetes mellitus é fator de risco para AAA?
Não. Ao contrário do que se poderia esperar, o diabetes mellitus NÃO é fator de risco para AAA — a diretriz apresenta OR de 1,18 com IC95% de 0,99-1,41, cruzando a linha da nulidade. Estudos sugerem que o DM pode até ter efeito protetor (inibição de metaloproteinases pela insulina). Os fatores de risco confirmados (IIa) são: idade >65 anos, sexo masculino, tabagismo (OR 2,97), hipertensão arterial (OR 1,55), história familiar positiva (OR 9,64) e doença arterial coronariana (OR 2,29).

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Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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