Doença Carotídea: CEA vs CAS, Técnica de Eversão, Remendo Sintético e Shunt
CEA: padrão-ouro para sintomáticos com estenose ≥70% e risco <6% (nível A). CAS: alternativa selecionada (nível B). Eversão superior à arteriotomia longitudinal (nível A). Remendo Dacron de rotina: menor AVC e reestenose (nível A). Shunt: rotineiro ou seletivo — ambos aceitáveis (nível A). Diretriz SBACV 2015.
Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295
Resposta direta: CEA: padrão-ouro — sintomáticos ≥70% (não-invasivo) ou ≥50% (angiografia), risco <6% (nível A). CAS: alternativa em alto risco cirúrgico (nível B). Idosos >70 anos: CEA tem risco de AVC 50% menor. Eversão superior à arteriotomia longitudinal (nível A). Remendo Dacron de rotina (nível A): menor AVC e reestenose. PTFe: evitar. Shunt: rotineiro ou seletivo — ambos OK.
A decisão mais importante na estenose carotídea: operar ou colocar stent? A SBACV 2015 consolida a evidência de múltiplas metanálises e ECRs para responder com critério baseado em evidência.

Indicações de Revascularização
CEA — Padrão-Ouro (Nível A)
- • Sintomáticos com estenose ≥70% (exames não-invasivos)
- • Sintomáticos com estenose ≥50% (angiografia com cateter)
- • Taxa antecipada de AVC/mortalidade peri-operatória <6%
- • Benéfica para estenose 50-69% em sintomáticos recentes
- • CEA de urgência: aceitável em neurologicamente estáveis (nível A)
CAS — Alternativa (Nível B)
- • Sintomáticos com alto risco cirúrgico ou anatomia desfavorável
- • CAS + proteção antiembólica: similar à CEA em comorbidades graves (nível A)
- • Em >70 anos: risco de AVC com CAS 2× maior que CEA
- • <70 anos: resultados equivalentes entre técnicas
- • Complementar à CEA — não concorrente
CEA vs CAS — Comparação de Resultados
| Desfecho | CEA | CAS |
|---|---|---|
| AVC perioperatório | Menor (especialmente em sintomáticos) | Maior — especialmente em >70 anos |
| IAM perioperatório | Maior | Menor |
| Lesão de nervo craniano | Maior | Menor |
| Longo prazo (AVC + morte) | Superior | Inferior a longo prazo |
| Idosos >70 anos | Preferível (5,9% AVC) | 12% AVC (p=0,0053) |
Técnica Cirúrgica — CEA
Eversão vs Arteriotomia Longitudinal (Nível A)
Eversão é superior a curto prazo (menor AVC, morte, morte por AVC) e longo prazo (menor oclusão tardia e mortalidade). Incidência de reestenose: semelhante entre eversão e remendo.
Anestesia: Local vs Geral (Nível A)
Sem diferença significativa em AVC/morte perioperatória. Escolha por situação clínica e preferência do cirurgião.
Remendo de Rotina — Sintético (Nível A)
Remendo de rotina reduz AVC ipsilateral perioperatório e tardio + oclusão aguda e reestenose. Remendo sintético preferível ao venoso (menor AVC, reestenose e trombose). Dacron: preferido. PTFe: evitar (maior risco AVC e AIT, p=0,03).
Shunt: Rotineiro vs Seletivo (Nível A)
Ambos são aceitáveis. Cada cirurgião deve usar aquele com que se sente mais confortável.
Olá! Vi o artigo sobre CEA vs CAS para doença carotídea (SBACV 2015) e gostaria de agendar uma consulta para discutir as opções de tratamento.
Dr. Maurício Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular em MaringáCRM-PR 21589 · Atendimento com hora marcada
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Perguntas Frequentes
Quando indicar CEA e quando indicar CAS na doença carotídea?
Qual é a melhor técnica cirúrgica para CEA — eversão ou arteriotomia longitudinal?
Remendo de rotina ou fechamento primário na CEA?
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