Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
SBACV 2015 — E4

Doença Carotídea: CEA vs CAS, Técnica de Eversão, Remendo Sintético e Shunt

CEA: padrão-ouro para sintomáticos com estenose ≥70% e risco <6% (nível A). CAS: alternativa selecionada (nível B). Eversão superior à arteriotomia longitudinal (nível A). Remendo Dacron de rotina: menor AVC e reestenose (nível A). Shunt: rotineiro ou seletivo — ambos aceitáveis (nível A). Diretriz SBACV 2015.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 23 de junho de 202610 min de leitura

Resposta direta: CEA: padrão-ouro — sintomáticos ≥70% (não-invasivo) ou ≥50% (angiografia), risco <6% (nível A). CAS: alternativa em alto risco cirúrgico (nível B). Idosos >70 anos: CEA tem risco de AVC 50% menor. Eversão superior à arteriotomia longitudinal (nível A). Remendo Dacron de rotina (nível A): menor AVC e reestenose. PTFe: evitar. Shunt: rotineiro ou seletivo — ambos OK.

A decisão mais importante na estenose carotídea: operar ou colocar stent? A SBACV 2015 consolida a evidência de múltiplas metanálises e ECRs para responder com critério baseado em evidência.

Infográfico SBACV 2015 — Doença Carotídea: CEA vs CAS, Técnica, Remendo e Shunt

Indicações de Revascularização

CEA — Padrão-Ouro (Nível A)

  • • Sintomáticos com estenose ≥70% (exames não-invasivos)
  • • Sintomáticos com estenose ≥50% (angiografia com cateter)
  • • Taxa antecipada de AVC/mortalidade peri-operatória <6%
  • • Benéfica para estenose 50-69% em sintomáticos recentes
  • • CEA de urgência: aceitável em neurologicamente estáveis (nível A)

CAS — Alternativa (Nível B)

  • • Sintomáticos com alto risco cirúrgico ou anatomia desfavorável
  • • CAS + proteção antiembólica: similar à CEA em comorbidades graves (nível A)
  • • Em >70 anos: risco de AVC com CAS 2× maior que CEA
  • • <70 anos: resultados equivalentes entre técnicas
  • • Complementar à CEA — não concorrente

CEA vs CAS — Comparação de Resultados

DesfechoCEACAS
AVC perioperatórioMenor (especialmente em sintomáticos)Maior — especialmente em >70 anos
IAM perioperatórioMaiorMenor
Lesão de nervo cranianoMaiorMenor
Longo prazo (AVC + morte)SuperiorInferior a longo prazo
Idosos >70 anosPreferível (5,9% AVC)12% AVC (p=0,0053)

Técnica Cirúrgica — CEA

Eversão vs Arteriotomia Longitudinal (Nível A)

Eversão é superior a curto prazo (menor AVC, morte, morte por AVC) e longo prazo (menor oclusão tardia e mortalidade). Incidência de reestenose: semelhante entre eversão e remendo.

Anestesia: Local vs Geral (Nível A)

Sem diferença significativa em AVC/morte perioperatória. Escolha por situação clínica e preferência do cirurgião.

Remendo de Rotina — Sintético (Nível A)

Remendo de rotina reduz AVC ipsilateral perioperatório e tardio + oclusão aguda e reestenose. Remendo sintético preferível ao venoso (menor AVC, reestenose e trombose). Dacron: preferido. PTFe: evitar (maior risco AVC e AIT, p=0,03).

Shunt: Rotineiro vs Seletivo (Nível A)

Ambos são aceitáveis. Cada cirurgião deve usar aquele com que se sente mais confortável.

Olá! Vi o artigo sobre CEA vs CAS para doença carotídea (SBACV 2015) e gostaria de agendar uma consulta para discutir as opções de tratamento.

Dr. Maurício Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular em MaringáCRM-PR 21589 · Atendimento com hora marcada

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Perguntas Frequentes

Quando indicar CEA e quando indicar CAS na doença carotídea?
CEA (Endarterectomia Carotídea) é o padrão-ouro para pacientes sintomáticos (AVC não incapacitante ou AIT) com estenose ≥70% por exames não invasivos ou ≥50% por angiografia com cateter, e risco cirúrgico <6% (nível A). CAS (Angioplastia com Stent) é a alternativa em pacientes com alto risco cirúrgico ou anatomia desfavorável (nível B). CAS com dispositivo de proteção antiembólica tem resultados similares à CEA em pacientes com comorbidades graves (nível A). São procedimentos complementares, não concorrentes. Em >70 anos: CEA tem risco de AVC 50% menor que CAS.
Qual é a melhor técnica cirúrgica para CEA — eversão ou arteriotomia longitudinal?
A técnica de eversão é superior à arteriotomia longitudinal convencional tanto a curto quanto a longo prazo (nível A). A curto prazo: menor AVC perioperatório, morte e morte relacionada a AVC. A longo prazo: menor oclusão carotídea tardia e mortalidade tardia. A incidência de reestenose é semelhante entre eversão e remendo. Quanto à anestesia, local vs geral não apresenta diferença significativa em AVC/morte perioperatória — a escolha fica por situação clínica e preferência do cirurgião (nível A).
Remendo de rotina ou fechamento primário na CEA?
O remendo de rotina é recomendado (nível A): reduz AVC ipsilateral perioperatório e tardio, além de reduzir o risco de oclusão aguda e reestenose. O remendo sintético é preferível ao venoso (nível A): menor risco de AVC, reestenose e trombose perioperatória. Entre os sintéticos: Dacron é preferido ao PTFe (que tem maior risco de AVC e AIT, p=0,03). Quanto ao shunt, tanto o uso rotineiro quanto o seletivo são aceitáveis — cada cirurgião deve usar aquele com que se sente mais confortável (nível A).

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Este conteúdo é voltado para profissionais de saúde. Para encaminhamento de paciente, segunda opinião ou discussão de conduta com o Dr. Maurício, entre em contato direto pelo WhatsApp.

Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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