Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
Tratamentos

Tratamento de Varizes: Cirurgia Convencional vs. Técnicas Modernas

Da remoção física da veia ao fechamento por calor e espuma. Compare as opções e entenda qual é a mais indicada para o seu caso.

Existem hoje três grandes caminhos para tratar varizes: a cirurgia tradicional, a termoablação (laser e radiofrequência) e a escleroterapia com espuma. Cada técnica tem indicações, vantagens e limitações. Este guia compara todas de forma honesta para que você entenda as opções junto ao seu médico vascular.

Infográfico comparativo das técnicas de tratamento de varizes: cirurgia tradicional, laser, radiofrequência e espuma

Assista: Tratamento de Varizes Explicado

1. Cirurgia Tradicional (Safenectomia)

A cirurgia convencional é, historicamente, a técnica mais utilizada no Brasil. Baseia-se na remoção física da veia safena doente.

O procedimento em 3 etapas:

1.
Ligadura da Junção

Desconexão da veia safena na virilha (safena magna) ou atrás do joelho (safena parva).

2.
Fleboextração (Stripping)

Um dispositivo chamado fleboextrator é inserido para remover fisicamente a veia do corpo.

3.
Miniflebectomias

Veias colaterais menores são removidas através de pequenas incisões com ganchos.

Vantagens

  • • Técnica estabelecida e bem estudada
  • • Amplamente disponível no Brasil
  • • Coberta pelos planos de saúde
  • • Eficácia comprovada a longo prazo

Limitações

  • • Mais invasiva que métodos modernos
  • • Anestesia geral ou raquianestesia
  • • Hematomas e dor pós-operatória
  • • Recuperação mais lenta (2-4 semanas)
  • • Risco de lesão nervosa sensitiva

2. Termoablação: Laser e Radiofrequência

As diretrizes internacionais apontam a termoablação como primeira opção para o tratamento da insuficiência das veias safenas. A veia não é removida — é fechada internamente pelo calor.

🔴 Laser (EVLA)

Uma fibra óptica libera energia térmica dentro da veia.

  • • Lasers modernos (diodo 1.470 nm) com afinidade pela água
  • • Menos dor no pós-operatório
  • • Menor taxa de recanalização que a cirurgia

🟠 Radiofrequência (RF)

Um cateter promove aquecimento segmentar controlado.

  • • Temperatura controlada automaticamente
  • • Recuperação em 24-48 horas
  • • Anestesia tumescente (local)

Por que a termoablação é a primeira escolha?

  • Menos dor — anestesia local tumescente, sem anestesia geral
  • Menos hematomas — a veia não é arrancada, é fechada por dentro
  • Recuperação rápida — retorno às atividades em 24-48h
  • Alta precoce — procedimento ambulatorial em muitos casos
  • Menor recanalização — evidências mostram menor taxa de reabertura que a cirurgia

3. Escleroterapia com Espuma Ecoguiada

A espuma consiste na injeção de um agente esclerosante (Polidocanol) misturado ao ar, que desloca o sangue e fecha a veia quimicamente. O procedimento é feito em consultório, sem anestesia e sem cortes.

Ideal Para

Pacientes idosos, alto risco cirúrgico, úlceras venosas ativas, quem precisa voltar rápido ao trabalho, e no sistema público de saúde pelo baixo custo e execução ambulatorial.

Resultados

Taxas de cicatrização de úlceras comparáveis à cirurgia (~91%). A recanalização a longo prazo pode ser maior, mas o procedimento é facilmente repetível sem grandes riscos.

⚠️ Efeitos Colaterais

Hiperpigmentação (manchas escuras) no trajeto da veia em ~28% dos casos e tromboflebite superficial em ~18%. As manchas são geralmente temporárias.

4. Comparativo: Qual Técnica Escolher?

CaracterísticaCirurgiaLaser / RFEspuma
MecanismoRemoção físicaFechamento por calorFechamento químico
InvasividadeAltaMínimaMínima
AnestesiaGeral / RaquiTumescente / LocalLocal ou nenhuma
Recuperação2-4 semanas24-48 horasImediata
InternaçãoNecessáriaCurta / AmbulatorialNão necessária
CustoModeradoElevadoBaixo
Principais RiscosHematomas, dor, lesão nervosaParestesia transitóriaManchas na pele, flebite

5. Pilares do Tratamento Conservador

Independentemente da técnica cirúrgica escolhida, o controle da doença venosa depende de medidas que todo paciente deve seguir:

🧦 Meias Elásticas

Padrão-ouro para reduzir a hipertensão venosa, melhorar o retorno do sangue e acelerar a cicatrização de úlceras.

💊 Flebotônicos

Diosmina, Hesperidina e extrato de castanha-da-índia auxiliam na redução do edema, dor e peso nas pernas.

🏃 Atividade Física

Exercícios para a panturrilha, controle de peso e evitar longos períodos em pé ou sentado.

🤰 Gestantes

Priorizar meias elásticas, repouso com pernas elevadas e drenagem linfática. Tratamento cirúrgico apenas após a gestação.

A Escolha Certa é Individual

Não existe "melhor técnica" universal. A escolha depende da classificação CEAP do paciente, do mapeamento por ultrassom Doppler, dos objetivos (estéticos ou funcionais) e das condições clínicas individuais. A cirurgia tradicional continua segura e eficaz; as técnicas modernas oferecem alternativas com menor trauma e recuperação acelerada. O papel do cirurgião vascular é orientar a melhor decisão para cada caso.

Perguntas Frequentes

A cirurgia de varizes é perigosa?
A cirurgia convencional de varizes é um procedimento seguro e estabelecido há décadas. Como todo procedimento cirúrgico, possui riscos como hematomas, dor e, raramente, lesão nervosa sensitiva (formigamentos). As técnicas modernas (laser, radiofrequência e espuma) são ainda menos invasivas e apresentam menor taxa de complicações.
Qual a diferença entre cirurgia convencional e laser?
Na cirurgia convencional, a veia safena é fisicamente removida do corpo (fleboextração). No laser e na radiofrequência, a veia não é retirada: ela é fechada internamente pelo calor e reabsorvida pelo organismo. As técnicas a laser causam menos dor, menos hematomas e permitem recuperação muito mais rápida.
Quanto tempo leva a recuperação da cirurgia de varizes?
Na cirurgia convencional, a recuperação completa pode levar de 2 a 4 semanas, com restrição de atividades físicas intensas. Na termoablação (laser/radiofrequência), o retorno às atividades leves é em 24 a 48 horas. Na espuma, a recuperação é imediata, pois é feita em consultório sem anestesia.
A espuma substitui a cirurgia?
Em muitos casos, sim. A espuma é especialmente indicada para pacientes idosos, com alto risco cirúrgico, úlceras venosas ativas ou que não podem se afastar do trabalho. Porém, a taxa de recanalização (reabertura da veia) pode ser maior que na cirurgia ou laser a longo prazo. O procedimento pode ser repetido facilmente.
O plano de saúde cobre cirurgia de varizes?
A cirurgia convencional de varizes é coberta pelos planos de saúde quando há indicação médica documentada (classificação CEAP, ultrassom Doppler com refluxo). A cobertura de técnicas como laser e radiofrequência varia conforme o plano. A escleroterapia com espuma geralmente não é coberta por ser classificada como procedimento ambulatorial.
Varizes podem voltar após a cirurgia?
Sim, novas varizes podem surgir ao longo dos anos porque a doença venosa crônica tem caráter progressivo. Isso acontece independentemente da técnica utilizada. O acompanhamento vascular regular, uso de meias elásticas e atividade física ajudam a retardar o aparecimento de novas varizes.

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