Prevenção Cardiovascular na DAOP: Estatinas, Rivaroxabana, GLP-1 e SGLT2
McDermott MM. N Engl J Med 2026;394:486 — Risco CV 2–3× maior na DAOP (mortalidade CV 10 anos: homens 18,7% vs. 4,4%). Estatinas de alta intensidade (↓LDL ≥50%). Rivaroxabana 2,5mg + aspirina (COMPASS: CV 5% vs. 7%). PA <130/80mmHg (SPRINT). Semaglutida GLP-1 (SELECT: ↓CV 6,5% vs. 8,0%). Empagliflozina SGLT2i (EMPA-REG). Cessação tabágica (mortalidade 14% vs. 31%).
Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295
Resposta direta: DAOP não é só doença das pernas — risco CV 2–3× maior. Estatinas alta intensidade (↓LDL ≥50%). Rivaroxabana 2,5mg + AAS (COMPASS: ↓CV de 7% para 5%; ↑sangramento 3% vs. 2%). PA <130/80mmHg (SPRINT). Semaglutida (SELECT: ↓CV 6,5% vs. 8,0% — sem DM necessário). Empagliflozina (cautela: preferir a canagliflozina em DAOP). Cessação tabágica: mortalidade 14% vs. 31%.
A DAOP não é apenas uma doença das pernas — é um marcador de risco cardiovascular sistêmico. A mortalidade cardiovascular em 10 anos em homens com DAOP é de 18,7% vs. 4,4% sem DAOP. Tratamento medicamentoso rigoroso é mandatório além do exercício e revascularização.
Risco Cardiovascular na DAOP
Mortalidade CV em 10 anos
Homens com DAOP: 18,7% vs. 4,4% sem DAOP
Mulheres com DAOP: 12,6% vs. 4,1% sem DAOP
→ Risco 2–3× maior de eventos CV e morte
Entre 13.885 com DAOP sintomática
10,7% tiveram IAM, AVC ou morte CV em mediana de 30 meses
Intervenções para Prevenção Cardiovascular
Estatinas de alta intensidade: atorvastatina ou rosuvastatina → ↓LDL ≥50%
Heart Protection Study: simvastatina 40mg → ↓mortalidade 12,9% vs. 14,7% (P<0,001).
Rivaroxabana 2,5mg 2×/dia + aspirina (COMPASS): CV 5% vs. 7% (P=0,005)
7.470 pacientes com DAOP. Eventos de membro: 1% vs. 2% (P=0,004). Sangramento maior: 3% vs. 2%. VOYAGER PAD: benefício confirmado pós-revascularização.
PA <130/80 mmHg (SPRINT trial)
Sistólica <120 mmHg → CV 1,77%/ano vs. 2,40%/ano com <140 mmHg.
Semaglutida GLP-1 — SELECT (sem DM necessário): ↓CV 6,5% vs. 8,0% (P<0,001)
17.604 pts com DCV + IMC ≥27 kg/m². SOUL (com DM): ↓CV 12,0% vs. 13,8% (P=0,006).
Empagliflozina SGLT2i (EMPA-REG): ↓CV 10,5% vs. 12,1% (P=0,04) em diabéticos
Preferir empagliflozina ou dapagliflozina sobre canagliflozina em DAOP (sinal de amputação no CANVAS).
Cessação tabágica: mortalidade 14% (parou) vs. 31% (continuou)
204 pacientes com DAOP + claudicação ou isquemia crítica. Sobrevida livre de amputação: 81% vs. 60%.
Referência
McDermott MM. Peripheral Artery Disease in the Legs. N Engl J Med. 2026;394:486–96. DOI: 10.1056/NEJMcp2501200.
Tenho doença arterial nas pernas e gostaria de discutir prevenção cardiovascular com cirurgião vascular
Dr. Maurício Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular em MaringáCRM-PR 21589 · Atendimento com hora marcada
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Perguntas Frequentes
Qual a diferença entre aspirina isolada e rivaroxabana + aspirina na DAOP?
GLP-1 (semaglutida) reduz eventos cardiovasculares mesmo sem diabetes?
Qual inibidor de SGLT2 é preferível em pacientes com DAOP?
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