Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
NEJM 2026 — R2

Prevenção Cardiovascular na DAOP: Estatinas, Rivaroxabana, GLP-1 e SGLT2

McDermott MM. N Engl J Med 2026;394:486 — Risco CV 2–3× maior na DAOP (mortalidade CV 10 anos: homens 18,7% vs. 4,4%). Estatinas de alta intensidade (↓LDL ≥50%). Rivaroxabana 2,5mg + aspirina (COMPASS: CV 5% vs. 7%). PA <130/80mmHg (SPRINT). Semaglutida GLP-1 (SELECT: ↓CV 6,5% vs. 8,0%). Empagliflozina SGLT2i (EMPA-REG). Cessação tabágica (mortalidade 14% vs. 31%).

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 21 de junho de 202610 min de leitura

Resposta direta: DAOP não é só doença das pernas — risco CV 2–3× maior. Estatinas alta intensidade (↓LDL ≥50%). Rivaroxabana 2,5mg + AAS (COMPASS: ↓CV de 7% para 5%; ↑sangramento 3% vs. 2%). PA <130/80mmHg (SPRINT). Semaglutida (SELECT: ↓CV 6,5% vs. 8,0% — sem DM necessário). Empagliflozina (cautela: preferir a canagliflozina em DAOP). Cessação tabágica: mortalidade 14% vs. 31%.

A DAOP não é apenas uma doença das pernas — é um marcador de risco cardiovascular sistêmico. A mortalidade cardiovascular em 10 anos em homens com DAOP é de 18,7% vs. 4,4% sem DAOP. Tratamento medicamentoso rigoroso é mandatório além do exercício e revascularização.

Risco Cardiovascular na DAOP

Mortalidade CV em 10 anos

Homens com DAOP: 18,7% vs. 4,4% sem DAOP

Mulheres com DAOP: 12,6% vs. 4,1% sem DAOP

→ Risco 2–3× maior de eventos CV e morte

Entre 13.885 com DAOP sintomática

10,7% tiveram IAM, AVC ou morte CV em mediana de 30 meses

Intervenções para Prevenção Cardiovascular

Estatinas de alta intensidade: atorvastatina ou rosuvastatina → ↓LDL ≥50%

Heart Protection Study: simvastatina 40mg → ↓mortalidade 12,9% vs. 14,7% (P<0,001).

Rivaroxabana 2,5mg 2×/dia + aspirina (COMPASS): CV 5% vs. 7% (P=0,005)

7.470 pacientes com DAOP. Eventos de membro: 1% vs. 2% (P=0,004). Sangramento maior: 3% vs. 2%. VOYAGER PAD: benefício confirmado pós-revascularização.

PA <130/80 mmHg (SPRINT trial)

Sistólica <120 mmHg → CV 1,77%/ano vs. 2,40%/ano com <140 mmHg.

Semaglutida GLP-1 — SELECT (sem DM necessário): ↓CV 6,5% vs. 8,0% (P<0,001)

17.604 pts com DCV + IMC ≥27 kg/m². SOUL (com DM): ↓CV 12,0% vs. 13,8% (P=0,006).

Empagliflozina SGLT2i (EMPA-REG): ↓CV 10,5% vs. 12,1% (P=0,04) em diabéticos

Preferir empagliflozina ou dapagliflozina sobre canagliflozina em DAOP (sinal de amputação no CANVAS).

Cessação tabágica: mortalidade 14% (parou) vs. 31% (continuou)

204 pacientes com DAOP + claudicação ou isquemia crítica. Sobrevida livre de amputação: 81% vs. 60%.

Referência

McDermott MM. Peripheral Artery Disease in the Legs. N Engl J Med. 2026;394:486–96. DOI: 10.1056/NEJMcp2501200.

Tenho doença arterial nas pernas e gostaria de discutir prevenção cardiovascular com cirurgião vascular

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Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre aspirina isolada e rivaroxabana + aspirina na DAOP?
O trial COMPASS (7470 pacientes com DAOP): rivaroxabana 2,5mg 2×/dia + aspirina 100mg vs. aspirina isolada. Resultado: eventos CV 5% vs. 7% (P=0,005); eventos graves de membro 1% vs. 2% (P=0,004). Sangramento maior: 3% vs. 2%. A combinação reduz eventos isquêmicos mas aumenta sangramentos. Indicada em pacientes de alto risco CV com DAOP sintomática sem alto risco de sangramento. O VOYAGER PAD confirmou o benefício pós-revascularização.
GLP-1 (semaglutida) reduz eventos cardiovasculares mesmo sem diabetes?
Sim. O trial SELECT (17.604 pacientes com DCV + IMC ≥27 kg/m², sem necessidade de DM): semaglutida vs. placebo — eventos CV 6,5% vs. 8,0% (P<0,001) em 39,8 meses. Isso significa que semaglutida pode ser prescrita para prevenção CV em pacientes com DAOP e sobrepeso/obesidade, mesmo sem diabetes. O trial SOUL confirmou o benefício em diabéticos (12,0% vs. 13,8%). Bônus: semaglutida também melhora a distância de marcha (STRIDE trial, ver R1).
Qual inibidor de SGLT2 é preferível em pacientes com DAOP?
Preferir empagliflozina (EMPA-REG: ↓CV 10,5% vs. 12,1%) ou dapagliflozina (DECLARE-TIMI 58: sem sinal de amputação). Cautela com canagliflozina: o trial CANVAS mostrou sinal de amputação em alguns subgrupos (6,3 vs. 3,4/1000 pacientes-anos), embora não confirmado no CREDENCE. Nas diretrizes atuais: em pacientes com DAOP e DM2 que necessitam de SGLT2i, preferir empagliflozina ou dapagliflozina.

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Este conteúdo é voltado para profissionais de saúde. Para encaminhamento de paciente, segunda opinião ou discussão de conduta com o Dr. Maurício, entre em contato direto pelo WhatsApp.

Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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