Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
NEJM 2026 — R1

Diagnóstico e Tratamento da Incapacidade de Marcha na DAOP

McDermott MM. N Engl J Med 2026;394:486 — DAOP afeta ~236 milhões no mundo; 60% assintomáticos; ITB <0,90 (sensibilidade 69–79%). Comprometimento funcional: 52% com DAOP grave não completam TC6M. Exercício supervisionado (+180m na esteira) é mais eficaz para marcha. Semaglutida (STRIDE trial) e cilostazol: +40m cada. Revascularização: após falha do exercício.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 21 de junho de 20269 min de leitura

Resposta direta: DAOP: ~12,5M nos EUA, ~236M no mundo. ITB <0,90 = diagnóstico (sensibilidade 69–79%). 60% assintomáticos; 52% com DAOP grave não completam TC6M. Exercício supervisionado: +180m (esteira) / +31,8m (TC6M). Domiciliar estruturado: +55,6m (TC6M) — superior no TC6M. Cilostazol e semaglutida: +40m cada (mas contraindicações diferentes). Revascularização após falha do exercício: aortoilíaca +202m.

A DAOP afeta ~12,5 milhões nos EUA e ~236 milhões no mundo. A maioria dos pacientes não tem claudicação clássica — o que contribui para o subdiagnóstico. O ITB é o teste inicial recomendado, e o exercício é a intervenção mais eficaz para melhorar a capacidade de marcha.

Diagnóstico — ITB

ITBInterpretaçãoComprometimento TC6M
1,10–1,40Normal3,3% não completam
0,70–0,90DAOP leve18,1% não completam
<0,50DAOP grave52% não completam
≥1,40Artéria incompressível → usar TBI (hálux)

ITB <0,90: sensibilidade 69–79%, especificidade 83–99%. Usar o ITB mais alto da artéria pediosa ou tibial posterior. 60% dos pacientes com DAOP são assintomáticos.

Comparação de Eficácia — Melhora na Distância de Caminhada

TerapiaDistância máxima (esteira)TC6M
Cilostazol+40 m
Semaglutida (STRIDE trial)+39,9 m
Exercício domiciliar estruturado+53,7 m+55,6 m
Revascularização femoropoplítea endovascular+69–110 m
Exercício supervisionado+180–186 m+31,8 m
Revascularização aortoilíaca endovascular+202 m

⚠️ Cilostazol: contraindicado em qualquer grau de ICC

Iniciar com 50mg 2×/dia → ajustar para 100mg 2×/dia. Descontinuar se sem melhora após 12 semanas. Outros inibidores da fosfodiesterase 3 estão associados a aumento de mortalidade na ICC.

Referência

McDermott MM. Peripheral Artery Disease in the Legs. N Engl J Med. 2026;394:486–96. DOI: 10.1056/NEJMcp2501200.

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Perguntas Frequentes

Por que 60% dos pacientes com DAOP não têm claudicação clássica?
A maioria dos pacientes com DAOP tem sintomas atípicos (dor no quadril ou lombares durante a caminhada) ou são completamente assintomáticos. Isso acontece porque: pacientes sedentários não atingem o limiar de isquemia pelo baixo nível de atividade; sintomas atípicos não são reconhecidos como claudicação; e o processo de adaptação vascular reduz parcialmente os sintomas. Essa ausência de claudicação clássica é a principal causa de subdiagnóstico da DAOP.
Qual a diferença entre exercício supervisionado e exercício domiciliar estruturado?
Exercício supervisionado: realizado em centro de saúde 3×/semana em esteira com fisioterapeuta ou enfermeiro, induzindo isquemia máxima em panturrilha; melhora +180m na distância máxima de esteira e +31,8m no TC6M. É coberto pelo Medicare (36 sessões). Exercício domiciliar estruturado: caminhada 3–5×/semana em casa com coaching por telefone; melhora +53,7m na esteira e +55,6m no TC6M — superior ao supervisionado no TC6M. O benefício persiste 6 meses após término, ao contrário do supervisionado que perde o ganho mais rapidamente.
Cilostazol ou semaglutida — qual escolher para melhorar a marcha?
Ambos oferecem ganhos similares (+40m na distância máxima de esteira). Cilostazol: único medicamento com indicação AHA/ACC para claudicação; dose 50mg→100mg 2×/dia; contraindicado em qualquer grau de ICC; descontinuar se sem melhora em 12 semanas. Semaglutida: evidência do trial STRIDE (792 pacientes com DAOP + DM2, 52 semanas); efeito similar ao cilostazol mas com bônus de redução cardiovascular (SELECT/SOUL). Na prática: cilostazol para claudicação sem ICC e sem DM2; semaglutida quando há DM2 associado.
Quando indicar revascularização na DAOP?
Revascularização deve ser reservada para pacientes que continuam com sintomas isquêmicos limitantes APÓS tratamento com exercício. Na comparação, a revascularização aortoilíaca endovascular oferece +202m na distância máxima — similar ao exercício supervisionado (+186m). Femoropoplítea endovascular oferece +69–110m. Cirurgia de bypass oferece resultados superiores na ICTCM (BEST-CLI). Para claudicação estável respondendo ao exercício, a revascularização não adiciona benefício sobre o tratamento conservador.

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Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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