Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
BEST-CLI — S1

BEST-CLI: Desenho e Coorte 1 — Bypass é Superior ao Endovascular com Veia Safena Adequada

Farber A et al. N Engl J Med 2022 — BEST-CLI: RCT internacional, 1830 pacientes, 150 centros. Coorte 1 (n=1434, veia safena disponível): bypass reduz 32% o risco de MALE ou morte (HR 0,68; IC 95% 0,59–0,79; P<0,001). Reintervenção maior: 9,2% vs. 23,5% (HR 0,35). Amputação: 10,4% vs. 14,9%. Sucesso técnico: cirurgia 98% vs. endovascular 84,7%.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 21 de junho de 20269 min de leitura

Resposta direta: BEST-CLI Coorte 1 (1434 pacientes, veia safena disponível): bypass cirúrgico reduz 32% o risco de MALE ou morte vs. endovascular — HR 0,68 (P<0,001). Maior diferença: reintervenção maior 9,2% vs. 23,5% (HR 0,35). Sucesso técnico: cirurgia 98% vs. endovascular 84,7%. Mortalidade e MACE: sem diferença entre grupos. A disponibilidade de veia safena define a estratégia inicial ótima em ICTCM.

O BEST-CLI é o maior RCT já realizado em isquemia crítica de membros: 1830 pacientes, 150 centros em 5 países, seguimento de até 7 anos. A questão: quando há veia safena disponível, bypass cirúrgico ou endovascular — qual é melhor? A Coorte 1 responde com clareza.

Desenho do BEST-CLI

Coorte 1Coorte 2
CritérioVeia safena magna de segmento único disponívelSem veia safena adequada
n1434 pacientes396 pacientes
Cirurgia / Endovascular718 / 716197 / 199
Follow-up mediano2,7 anos1,6 anos

Resultado Principal — Coorte 1

HR 0,68 (IC 95% 0,59–0,79; P<0,001) — Bypass reduz 32% o risco de MALE ou morte

Cirurgia

42,6%

Endovascular

57,4%

Desfechos Secundários — Coorte 1

DesfechoCirurgiaEndovascularHR (IC 95%)
Reintervenção MAIOR9,2%23,5%0,35 (0,27–0,47)
Amputação acima do tornozelo10,4%14,9%0,73 (0,54–0,98)
Morte por qualquer causa33,0%37,6%0,98 — NS
IAM10,4%11,9%0,97 — NS
AVC5,4%6,1%0,93 — NS
Sucesso técnico98%84,7%
Internação (mediana)6 dias3 dias

Por que endovascular falhou mais na Coorte 1?

Falha técnica precoce: endovascular 15% vs. cirurgia <2%. Das 233 primeiras reintervenções maiores do grupo endovascular, 99 (42,5%) ocorreram nos primeiros 30 dias. Causas: anatomia tibial complexa (66% com envolvimento infrapoplíteo), calcificação difusa e heterogeneidade de técnica entre operadores.

Referência

Farber A, Menard MT, Conte MS, et al. Surgery or Endovascular Therapy for Chronic Limb-Threatening Ischemia. N Engl J Med. 2022. DOI: 10.1056/NEJMoa2207899. (BEST-CLI Trial; NHLBI)

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Perguntas Frequentes

O que é ICTCM e qual a diferença para claudicação?
ICTCM (Isquemia Crônica que Ameaça o Membro) é a manifestação mais grave da DAOP: inclui dor isquêmica em repouso, úlcera isquêmica que não cicatriza ou gangrena. Diferente da claudicação (dor ao caminhar que melhora com repouso), a ICTCM representa isquemia tecidual persistente — risco real de amputação. Sem revascularização, ~25% dos pacientes sofrem amputação em 1 ano.
Por que o BEST-CLI dividiu os pacientes em duas coortes?
A divisão em coortes foi baseada na disponibilidade de veia safena magna de segmento único para bypass — definida por ultrassom pré-operatório. Coorte 1 (n=1434): veia safena disponível → comparação ideal entre bypass com veia (melhor conduto) vs. endovascular. Coorte 2 (n=396): sem veia safena adequada → bypass com conduto alternativo (veia periférica ou prótese) vs. endovascular. A distinção é clinicamente relevante pois o tipo de conduto determina a durabilidade do bypass.
Qual foi o resultado mais impactante do BEST-CLI Coorte 1?
O desfecho primário: HR 0,68 (IC 95% 0,59–0,79; P<0,001) — bypass reduz 32% o risco de MALE (evento adverso grave no membro) ou morte vs. endovascular. Mas o resultado mais expressivo foi a reintervenção maior: 9,2% (cirurgia) vs. 23,5% (endovascular) — HR 0,35. Isso significa que pacientes do grupo endovascular precisaram de nova cirurgia de grande porte 2,5× mais frequentemente. A diferença foi impulsionada pela falha técnica endovascular precoce: 15% vs. <2% na cirurgia.
A diferença na internação (6 vs. 3 dias) significa que endovascular é melhor?
Não necessariamente. O BEST-CLI mostrou que internação inicial foi menor com endovascular (mediana 3 vs. 6 dias), mas a taxa de reintervenção maior foi 2,5× mais alta com endovascular (23,5% vs. 9,2%). Cada reintervenção gera nova internação e novo risco cirúrgico. O benefício a curto prazo de menor internação com endovascular foi superado pelo maior número de eventos adversos subsequentes na Coorte 1.

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Este conteúdo é voltado para profissionais de saúde. Para encaminhamento de paciente, segunda opinião ou discussão de conduta com o Dr. Maurício, entre em contato direto pelo WhatsApp.

Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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