Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
BEST-CLI — S2

BEST-CLI: Coorte 2, Discussão e Implicações para a Prática Clínica em ICTCM

Farber A et al. N Engl J Med 2022 — Coorte 2 (n=396, sem veia safena): HR 0,79 (P=0,12) — sem diferença significativa entre bypass e endovascular. Mecanismo da superioridade cirúrgica na Coorte 1: falha técnica precoce endovascular (15% vs. <2%). Algoritmo: US pré-op da veia safena define a estratégia. Equipe multidisciplinar essencial.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 21 de junho de 20269 min de leitura

Resposta direta: BEST-CLI Coorte 2 (sem veia safena, n=396): bypass e endovascular com resultados similares — HR 0,79 (P=0,12). A avaliação ultrassonográfica da veia safena pré-operatória é mandatória em ICTCM — ela define a estratégia inicial ótima. Com veia safena: bypass. Sem veia safena: individualizar. O BEST-CLI é o maior RCT de ICTCM da história.

Na Coorte 1, a cirurgia venceu. E quando não há veia safena disponível? A Coorte 2 do BEST-CLI responde — e junto com ela vem a implicação clínica mais prática do estudo: o ultrassom pré-operatório da veia safena deve preceder toda decisão de revascularização em ICTCM.

Resultado — Coorte 2 (sem veia safena)

HR 0,79 (IC 95% 0,58–1,06; P=0,12) — NÃO significativo

Cirurgia (bypass alternativo)

42,8%

Endovascular

47,7%

Reintervenção maior: ainda favoreceu cirurgia (HR 0,47; P<0,05). Amputação e morte: sem diferença.

Por Que Cirurgia Foi Superior na Coorte 1?

FatorCirurgiaEndovascular
Falha técnica precoce<2%15%
Primeiras reintervenções maiores em 30 dias42,5% das 233
Reintervenção maior total9,2%23,5%

Causas da falha endovascular: anatomia tibial complexa (66% com envolvimento infrapoplíteo), calcificação arterial difusa (DM + DRC) e variabilidade de técnica entre operadores. Preocupação com dispositivos com paclitaxel durante o trial também reduziu o uso de tecnologias endovasculares potencialmente eficazes.

Algoritmo de Decisão — ICTCM após BEST-CLI

Passo 1: Avaliar veia safena magna por US pré-operatório — OBRIGATÓRIO

✅ Veia safena disponível + risco cirúrgico aceitável:

Bypass cirúrgico como estratégia inicial — HR 0,68; P<0,001 (Coorte 1)

⚠️ Sem veia safena adequada:

Individualizar — bypass com conduto alternativo OU endovascular (HR 0,79; P=0,12 — sem diferença na Coorte 2)

Favorecer endovascular: estenose curta / ausência de DM e DRC / não fumante / preferência do paciente

Comparação com Trials Anteriores

TrialnResultado
BASIL (2005)452Sem diferença em sobrevida livre de amputação; tendência pró-bypass após 2 anos
BEST-CLI Coorte 1 (2022)1434Cirurgia superior: HR 0,68; P<0,001 — com veia safena
BEST-CLI Coorte 2 (2022)396Resultados similares: HR 0,79; P=0,12 — sem veia safena

Referência

Farber A, Menard MT, Conte MS, et al. Surgery or Endovascular Therapy for Chronic Limb-Threatening Ischemia. N Engl J Med. 2022. DOI: 10.1056/NEJMoa2207899. (BEST-CLI Trial; NHLBI)

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Perguntas Frequentes

Se bypass foi superior na Coorte 1, por que não usar bypass em todos os pacientes com ICTCM?
Porque a superioridade do bypass na Coorte 1 foi demonstrada especificamente com veia safena magna de segmento único — o melhor conduto disponível. Na Coorte 2 (sem veia safena), bypass com conduto alternativo não foi superior ao endovascular (HR 0,79; P=0,12). Além disso, bypass exige maior risco cirúrgico, recuperação mais longa e anestesia geral — para pacientes com alta carga de comorbidades, endovascular pode ser a opção mais segura.
O BEST-CLI mostrou que endovascular é inferior? Nunca mais usar endovascular em ICTCM?
Não. O BEST-CLI mostrou que quando há veia safena disponível, bypass tem melhor desfecho a médio prazo. Mas endovascular permanece uma opção importante: para pacientes sem veia safena (Coorte 2 — resultados similares), para pacientes de alto risco cirúrgico, para lesões focais anatomicamente favoráveis, e como ponte para cirurgia. A mensagem é individualização, não eliminação do endovascular.
Como o BEST-CLI mudou minha prática antes de operar um paciente com ICTCM?
O BEST-CLI estabeleceu que a avaliação ultrassonográfica da veia safena magna DEVE ser feita antes de qualquer decisão terapêutica em ICTCM. Se veia safena de segmento único está disponível e o paciente tem risco cirúrgico aceitável: bypass cirúrgico como estratégia inicial. Se não há veia safena: individualizar entre bypass com conduto alternativo e endovascular baseado na anatomia, risco e preferência do paciente.

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Este conteúdo é voltado para profissionais de saúde. Para encaminhamento de paciente, segunda opinião ou discussão de conduta com o Dr. Maurício, entre em contato direto pelo WhatsApp.

Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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