Padrões de Serviço, Imagem e Avaliação de Risco na DTA/TAAA
ESVS 2026 Recs 1–19: redes hub-and-spoke (I/C), volume mínimo ≥20 reparos DTA/ano (I/C), fast track eletivo ≤8 semanas (I/C), registros de qualidade obrigatórios (I/C). Imagem: angioTC multifásica padrão-ouro (I/C), RM em jovens (IIa/C), PET/CT para aortite (IIa/C), fusão intraoperatória (IIa/C). Risco: fragilidade obrigatória (IIa/C), decisão compartilhada (I/C). NÃO operar paciente inelegível após SDM (IIIb/C).
Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295
Resposta direta: ESVS 2026 DTA/TAAA: 129 recomendações, 83 novas. Redes hub-and-spoke, volume ≥20/ano, fast track ≤8 semanas. AngioTC multifásica (dos supra-aórticos às femorais): padrão-ouro. RM para jovens; PET/CT para aortite. Fragilidade: avaliação obrigatória. Decisão compartilhada: documentada. NÃO operar quando inelegível ou recusa após SDM.
A diretriz ESVS 2026 para doenças da aorta torácica descendente e toracoabdominal (DTA/TAAA) traz 129 recomendações — 83 inteiramente novas. O primeiro bloco (Recs 1–19) define os alicerces organizacionais: como os serviços devem se estruturar, como imagear corretamente e como avaliar o risco antes de qualquer intervenção.
Padrões de Serviço — Recs 1–7
| Recomendação | Classe/Nível |
|---|---|
| Redes de referência organizadas — modelo hub-and-spoke | I/C |
| DTA aguda: transferência rápida para centro especializado | IIa/C |
| Volume mínimo: ≥20 reparos DTA/ano | I/C |
| Fast track eletivo: ≤8 semanas para casos que atingem critério de tamanho | I/C |
| Registros prospectivos de qualidade: obrigatório | I/C |
Imagem — Recs 8–13
| Modalidade | Indicação | Classe/Nível |
|---|---|---|
| AngioTC multifásica de corte fino | Diagnóstico, vigilância, planejamento e seguimento. Cobertura: vasos supra-aórticos → femorais comuns | I/C |
| RM / AngioRM | Alternativa para reduzir radiação — especialmente em jovens | IIa/C |
| PET/CT com 18F-FDG | Avaliação de aortite infecciosa e não infecciosa | IIa/C |
| Fusão de imagem intraoperatória | Reduz contraste, fluoroscopia e tempo de procedimento | IIa/C |
| ETE intraoperatório | Adjunto em cirurgia aberta e endovascular | IIb/C |
| IVUS intraoperatório | Adjunto para guiar TEVAR | IIb/C |
Avaliação de Risco — Recs 14–19
Avaliação cardíaca, pulmonar e renal: obrigatória antes de qualquer reparo eletivo (I/C)
Fragilidade formal (mFI-11, DASI, NT-proBNP): candidatos eletivos (IIa/C)
Otimização de risco cardiovascular + cessação tabágica: antes do reparo eletivo (I/C)
Decisão compartilhada: discutir todas as opções (clínico, TEVAR, OSR) + riscos curto e longo prazo, documentar (I/C)
⛔ NÃO operar paciente não elegível ou que recuse após decisão compartilhada (IIIb/C)
Referência
Wanhainen A et al. ESVS 2026 Clinical Practice Guidelines on the Management of Descending Thoracic and Thoraco-Abdominal Aortic Diseases. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2026;71:172–270. DOI: 10.1016/j.ejvs.2025.12.050
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Perguntas Frequentes
Por que a ESVS 2026 recomenda centralização em redes hub-and-spoke para doenças da aorta torácica?
Por que a angiotomografia multifásica deve cobrir dos vasos supra-aórticos até as femorais comuns?
O que é a avaliação de fragilidade e por que é obrigatória antes do reparo eletivo?
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