Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
SVS 2017 — T1

Aneurisma da Aorta Torácica: Epidemiologia, História Natural e Rastreamento

Série baseada em Alsawas et al. (J Vasc Surg 2017): incidência 10,4/100.000 pessoas-ano, distribuição anatômica (descendente 35%/ascendente 40%/arco 15%), maioria assintomática, crescimento 1–3 mm/ano, risco de ruptura exponencial >6 cm, associações e indicações de rastreamento em populações de alto risco.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 21 de junho de 20269 min de leitura

Resposta direta: TAA: incidência 10,4/100.000 pessoas-ano. Ascendente 40% / descendente 35% / arco 15%. Maioria assintomática — descoberta incidental. Crescimento médio 1–3 mm/ano. Ruptura: exponencialmente crescente acima de 6 cm (média 6,1 cm). Fatores de risco: tabagismo, HAS, síndromes genéticas. Rastreamento: indicado para síndrome genética, válvula bicúspide e história familiar — não para população geral.

O aneurisma da aorta torácica (TAA) é uma das 20 principais causas de morte nos EUA — e a maioria dos pacientes não sabe que tem. A meta-análise de Alsawas et al. (J Vasc Surg 2017), com 27 estudos e 22.702 pacientes, fornece o contexto epidemiológico para comparar o TEVAR à cirurgia aberta. Esta primeira parte apresenta a epidemiologia, história natural e indicações de rastreamento.

Epidemiologia

DadoValor
Incidência10,4/100.000 pessoas-ano (em ascensão com envelhecimento)
Segmento mais frequenteAscendente 40% / Descendente 35% / Arco 15% / Toracoabdominal 10%
ApresentaçãoMaioria assintomática — descoberta incidental em TC/RM por outro motivo
Crescimento médio1–3 mm/ano (maior em rotos e sintomáticos)
Diâmetro médio de ruptura6,1 cm (toracoabdominais)
Associação com aneurisma poplíteo10–15% dos casos
Associação com AAA20–25% dos casos

Fatores de Risco

Fatores modificáveis

  • 🚬 Tabagismo — principal fator de risco
  • Hipertensão arterial sistêmica
  • Aterosclerose

Fatores não modificáveis

  • Síndrome de Marfan (FBN1)
  • Síndrome de Loeys-Dietz (TGFBR1/2)
  • Ehlers-Danlos vascular (COL3A1)
  • Válvula aórtica bicúspide
  • História familiar de 1º grau

Rastreamento — Quem se Beneficia?

Ao contrário do AAA, não existe programa de rastreamento populacional estabelecido para o TAA. Rastreamento indicado em:

  • Síndromes genéticas: Marfan, Loeys-Dietz, Ehlers-Danlos vascular → angiotomografia com 18 anos ou ao diagnóstico
  • Válvula aórtica bicúspide com raiz ≥40 mm → vigilância anual
  • História familiar de 1º grau de TAA ou dissecção aórtica → TC entre 65–75 anos
  • Tabagistas hipertensos acima de 60 anos → considerar rastreamento individualizado

Por que o TAA descendente é o foco do TEVAR?

A aorta descendente (35% dos TAAs) é o segmento ideal para o TEVAR: não envolve o arco aórtico com seus vasos cerebrais, tem acesso femoral seguro e anatomia geralmente favorável para endoprótese. A meta-análise de Alsawas et al. 2017 focou especificamente nesse segmento.

Referência

Alsawas M, Zaiem F, Larrea-Mantilla L, et al. Effectiveness of surgical interventions for thoracic aortic aneurysms: A systematic review and meta-analysis. J Vasc Surg. 2017;66(4):1258–1268.

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Perguntas Frequentes

Qual é a incidência do aneurisma de aorta torácica (TAA)?
A incidência do TAA é de aproximadamente 10,4/100.000 pessoas-ano, em ascensão com o envelhecimento populacional. A maioria dos pacientes é assintomática no diagnóstico — descoberta incidental em tomografia ou ressonância realizada por outro motivo. Distribuição anatômica: aorta ascendente 40%, descendente 35%, arco 15%, toracoabdominal 10%.
A partir de qual diâmetro existe risco significativo de ruptura do TAA?
O risco de ruptura aumenta de forma exponencial acima de 6 cm. O diâmetro médio de ruptura dos TAAs toracoabdominais é de 6,1 cm. A taxa de crescimento médio é de 1–3 mm/ano, sendo maior em aneurismas rotos e sintomáticos. Por isso, o limiar clássico para reparo eletivo é ≥5,5–6 cm para aneurismas degenerativos.
Quais pacientes merecem rastreamento para TAA?
Ao contrário do AAA, não há programa de rastreamento populacional estabelecido para o TAA. O rastreamento é indicado para: portadores de síndromes genéticas (Marfan, Loeys-Dietz, Ehlers-Danlos vascular), válvula aórtica bicúspide com raiz ≥40 mm, história familiar de 1º grau de TAA ou dissecção aórtica, e tabagistas com HAS acima de 60 anos. A angiotomografia é o padrão de vigilância.
Quais são as associações mais importantes do TAA?
O TAA está associado a: aneurisma poplíteo concomitante em 10–15% dos casos; aneurisma da aorta abdominal (AAA) em 20–25%; tabagismo (principal fator de risco modificável); hipertensão arterial sistêmica; aterosclerose. Em pacientes jovens (<60 anos), as síndromes genéticas (Marfan, Loeys-Dietz, vEDS) e a válvula aórtica bicúspide são as causas mais frequentes.

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Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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