Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
Saúde Pública

Espuma para Varizes no SUS vs. Sistema Privado

Como funciona a escleroterapia com espuma pelo SUS, quem tem direito, as diferenças para o tratamento privado e o que esperar do procedimento.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 10 de junho de 2026

O SUS cobre o tratamento de varizes com espuma — mas com objetivos, critérios e limitações bem diferentes do sistema privado. Entender essas diferenças é essencial para saber o que esperar, quem tem direito e como se preparar para o procedimento.

Infográfico: Tratamento de Varizes com Espuma no SUS vs. Sistema Privado — comparação de objetivos, eficácia e limitações

Assista: Espuma para Varizes pelo SUS

1. Como a Espuma Entrou no SUS

A escleroterapia com espuma de polidocanol foi incorporada ao SUS pela Portaria nº 4, de 31 de janeiro de 2017, após avaliação favorável da CONITEC — a comissão responsável por decidir quais tecnologias entram no sistema público de saúde.

📋 O que a CONITEC avaliou:

  • • Eficácia clínica comparável à cirurgia convencional no curto prazo
  • • Recuperação 6x mais rápida (2 dias vs. 13 dias da safenectomia)
  • • Custo operacional menor: R$ 392,62 vs. R$ 581,04 da cirurgia (bilateral, 2017)
  • • Potencial de economia de R$ 20,8 milhões em 3 anos (substituindo 50% das cirurgias)

2. SUS vs. Sistema Privado: Objetivos Diferentes

Esta é a diferença mais importante — e a que mais gera confusão nos pacientes:

🏥

SUS: Foco Funcional

  • ✅ Alívio de dor, peso e inchaço
  • ✅ Prevenção de úlceras venosas
  • ✅ Redução do risco de trombose
  • ✅ Melhora da circulação
  • Não realiza para fins estéticos
  • ❌ Vasinhos finos não são indicados
🌟

Sistema Privado: Foco Abrangente

  • ✅ Todos os objetivos funcionais do SUS
  • ✅ Melhora estética das pernas
  • ✅ Tratamento de vasinhos finos
  • ✅ Múltiplas sessões sem restrição
  • ✅ Agendamento flexível
  • ✅ Meias de compressão orientadas e disponíveis

3. Quem Tem Prioridade no SUS

O tratamento é especialmente indicado para perfis de pacientes onde o acesso à cirurgia é difícil ou o risco cirúrgico é elevado:

👴

Idosos e Doenças Crônicas

Alto risco cirúrgico torna a espuma (sem anestesia geral) a opção mais segura.

🔄

Múltiplas Cirurgias Prévias

Cicatrizes e anatomia alterada tornam novas cirurgias mais complexas e arriscadas.

🩹

Úlceras Varicosas Ativas

Pacientes com feridas abertas por IVC têm prioridade — o tratamento da veia é urgente.

Retorno Rápido ao Trabalho

Trabalhadores manuais que não podem ficar 13 dias afastados para cirurgia.

4. Eficácia: Espuma vs. Cirurgia Convencional

CritérioEspuma (SUS)Cirurgia Convencional
Tempo de recuperaçãoMédia de 2 diasMédia de 13 dias
InternaçãoNão (ambulatorial)Sim
AnestesiaLocalGeral ou regional
Eficácia inicial92,0%Alta
Durabilidade (3–5 anos)Menor (maior recorrência)Maior
Sessões necessáriasMúltiplasGeralmente única

💡 Espuma vs. Líquido (ambas no SUS)

A escleroterapia com espuma tem eficácia de 92% vs. 76% da forma líquida. A espuma é guiada por ultrassom, tem maior poder esclerosante e é indicada para vasos de maior calibre. A forma líquida é reservada para vasos menores e reticulares.

5. Limitações Específicas no SUS

🧦

Meias Elásticas Não Fornecidas

O uso de meias compressivas após a espuma reduz significativamente manchas e risco de trombose — mas o SUS não as fornece por resoluções internas. O paciente que optar por não usar assina um termo de ciência. A recomendação é adquirir as meias antes do procedimento.

📅

Prazos Rígidos de Agendamento

Após a consulta inicial, o paciente tem 30 dias para realizar o procedimento. Faltas sem justificativa médica têm limitações severas para reagendamento — para otimizar a fila de espera do sistema público.

🔄

Maior Taxa de Recorrência

A espuma exige mais sessões e apresenta maior recorrência a longo prazo do que a cirurgia. No SUS, com fila de espera entre as sessões, o controle da doença pode ser mais lento do que no sistema privado.

6. Complicações: O que Esperar

⚠️ Complicações Comuns

  • Manchas escuras ("tipo ferrugem") — até 66,7% dos casos
  • • Tromboflebite superficial (inflamação local)
  • • Cefaleia transitória

No SUS, as manchas são consideradas aceitáveis diante do ganho funcional.

🚨 Complicações Raras (<1%)

  • • Trombose Venosa Profunda (TVP)
  • • Embolia Pulmonar
  • • Necrose cutânea
  • • Reações alérgicas graves

O polidocanol tem perfil de segurança favorável e propriedades anestésicas locais.

7. Por Que o SUS Adotou a Espuma?

A análise econômica foi decisiva. Além da eficácia clínica, a substituição de cirurgias pela espuma gera economia real para o sistema público:

R$ 392
Espuma bilateral (SUS)
R$ 581
Cirurgia bilateral (SUS)
R$ 20,8M
Economia potencial em 3 anos

A estimativa da CONITEC previu economia de R$ 20,8 milhões ao erário em 3 anos ao substituir 50% das cirurgias pela escleroterapia. Se utilizada para ampliar o acesso (mantendo as cirurgias e adicionando a espuma), o impacto seria de aumento de gastos — mas com cobertura de mais pacientes.

O SUS Trata — Mas com Foco na Saúde, Não na Estética

A espuma no SUS é uma conquista real para pacientes com insuficiência venosa grave. É um procedimento seguro, ambulatorial e com recuperação rápida. A limitação mais importante é o foco exclusivamente funcional — quem busca melhora estética precisa do sistema privado.

Se você tem varizes com dor, inchaço ou úlceras, procure uma Unidade de Saúde para avaliação e encaminhamento ao cirurgião vascular. Se busca resultado estético completo ou mais sessões com flexibilidade, agende uma consulta particular.

Perguntas Frequentes

O SUS cobre o tratamento de varizes com espuma?
Sim. A escleroterapia com espuma de polidocanol foi incorporada ao SUS pela Portaria nº 4 de 31 de janeiro de 2017, após aprovação da CONITEC. O procedimento é disponibilizado como alternativa minimamente invasiva à cirurgia convencional para varizes dos membros inferiores com repercussão clínica.
O SUS trata varizes estéticas com espuma?
Não. O SUS realiza a espuma exclusivamente para fins funcionais: alívio de sintomas (dor, peso, inchaço, cãibras) e prevenção de complicações graves como úlceras venosas e trombose. Vasinhos finos e varizes sem repercussão clínica não são indicações no sistema público.
Quem tem prioridade no tratamento pelo SUS?
O tratamento é especialmente indicado para: idosos e portadores de doenças crônicas; pacientes com múltiplas cirurgias prévias de varizes; pacientes com úlceras varicosas ativas; e pacientes que precisam retornar rapidamente ao trabalho. Quanto mais grave a insuficiência venosa, maior a prioridade na fila.
O SUS fornece meias elásticas para usar após a espuma?
Não. Apesar de as meias elásticas reduzirem significativamente o risco de complicações como manchas e trombose, o SUS não as fornece por resoluções internas. O paciente que optar por não usar meias deve assinar um termo de ciência. Recomenda-se adquirir as meias por conta própria antes do procedimento.
A espuma no SUS é tão eficaz quanto a cirurgia?
A eficácia inicial é comparável: a espuma tem 92% de sucesso clínico versus 76% da escleroterapia líquida. A recuperação é 6x mais rápida (2 dias vs. 13 dias da cirurgia). Porém, a cirurgia é mais duradoura: a espuma apresenta maior taxa de recorrência em 3 a 5 anos e pode exigir múltiplas sessões.
Quais são as complicações mais comuns da espuma?
A complicação mais frequente é a pigmentação da pele (manchas escuras 'tipo ferrugem'), que ocorre em até 66,7% dos casos. Tromboflebite superficial e cefaleia transitória também são comuns. Complicações graves como trombose venosa profunda e embolia pulmonar são raras (menos de 1% dos casos).

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Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular em Maringá. Atendimento personalizado, tecnologia de ponta, sem filas.

⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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