Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
SBACV/SBAIT 2023 — X3

Trauma Vascular Torácico: Toracotomia, Imagem, Endovascular e Acessos Cirúrgicos

Toracotomia de emergência: instabilidade hemodinâmica + hemorragia >1.200 mL pelo dreno OU drenagem persistente ≥200 mL/h (1C). AngioTC: padrão-ouro para pacientes estáveis (1C). Conduta expectante: lesões mínimas da subclávia + aorta Grau I-II com betabloqueadores. TEVAR: graus III e IV da aorta contusa (1C). Subclávia/axilar: stent revestido como opção definitiva (1C). Ligadura da artéria pulmonar: emergência extrema — exige pneumonectomia. Diretriz SBACV/SBAIT 2023.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 24 de junho de 202610 min de leitura

Resposta direta: Toracotomia de emergência: instabilidade + hemorragia >1.200 mL ou drenagem ≥200 mL/h (1C). Estáveis: AngioTC (1C). Instáveis: e-FAST + Rx. Expectante: subclávia com lesões mínimas + perfusão compensada (2C); aorta I-II com betabloqueador (1C). TEVAR: aorta Grau III-IV (1C). Subclávia/axilar: stent revestido (1C). Veias torácicas: ligadura aceitável (exceto VCS e VCI intrapericárdica). Aorta, inominada, carótidas: reconstrução obrigatória (1C). Clam shell: instável sem topografia definida (1C).

O trauma torácico vascular tem a maior mortalidade pré-hospitalar. A última década trouxe mudanças fundamentais: da angiografia para a angiotomografia como padrão diagnóstico, do reparo aberto para o TEVAR nos grandes vasos, e protocolos mais individualizados para toracotomia de emergência.

Infográfico SBACV/SBAIT 2023 — Trauma Vascular Torácico: Toracotomia, TEVAR e Acessos Cirúrgicos

Toracotomia de Emergência e Diagnóstico por Imagem

Toracotomia SEM imagem (1C)

  • • Instabilidade hemodinâmica persistente
  • • + Hemorragia >1.200 mL pelo dreno pleural
  • • OU drenagem persistente ≥200 mL/h

Investigar ANTES da cirurgia

  • • Estável: AngioTC de tórax — padrão-ouro (1C)
  • • Instável: e-FAST + Rx na sala de emergência (1C)
  • • Glasgow <12 / TCE grave: investigar mesmo assintomático (1C)
  • • Ferimento penetrante transfixante no mediastino (1C)

Conduta Expectante e Tratamento Endovascular

LesãoCondutaGrau
Subclávia com lesões mínimas + perfusão compensadaExpectante (acompanhamento clínico/radiológico)2C
Aorta contusa Grau I-II (estável)Expectante + betabloqueadores + controle pressórico1C
Aorta contusa Grau III (pseudoaneurisma)TEVAR — tratamento preferencial1C
Aorta contusa Grau IV (ruptura)TEVAR — tratamento preferencial1C
Subclávia e axilar (penetrante ou contuso)Stent revestido definitivo ou endoclampe + cirurgia1C

Ligaduras, Reconstrução e Vias de Acesso

Podem Ser Ligadas

  • • Quase todas as veias torácicas (2C)
  • • Artéria subclávia proximal à vertebral (1C) — membro mantido pelo "roubo da subclávia"
  • • Artéria pulmonar: emergency only — requer pneumonectomia (2C)

Reconstrução Obrigatória (1C)

  • • Veia cava superior
  • • Segmento intrapericárdico da VCI
  • • Ao menos 1 jugular interna bilateral
  • • Aorta, inominada, carótidas comuns intratorácicas

Vias de Acesso por Topografia (paciente instável — via pela apresentação clínica)

  • Toracotomia anterolateral esquerda 4°/5° espaço: toracotomia de reanimação
  • Esternotomia mediana: coração, aorta ascendente, arco aórtico, troncos braquiocefálicos
  • Toracotomia posterolateral esquerda 4°/5°: aorta descendente, hilo pulmonar esquerdo
  • Clam shell (bitoracotomia): acesso ao mediastino e ambas as cavidades — instável sem topografia definida (1C)

Olá! Vi o artigo sobre trauma vascular torácico (SBACV 2023) e gostaria de discutir um caso com cirurgião vascular.

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Perguntas Frequentes

Quando indicar toracotomia de emergência sem investigação com imagem no trauma torácico?
A toracotomia de emergência sem investigação com imagem é indicada em vítimas de traumatismo torácico que apresentem instabilidade hemodinâmica persistente após as medidas de atendimento inicial (inclusive tratamento do pneumotórax hipertensivo) combinada com: hemorragia importante pelo dreno pleural maior que 1.200 mL ou drenagem persistente igual ou superior a 200 mL/h (1C). Pacientes politraumatizados instáveis não têm tempo para exames de imagem e a via de acesso deve ser definida com base na apresentação clínica.
Qual é o papel do TEVAR no trauma vascular torácico?
O tratamento endovascular (TEVAR) é preferível para traumatismos contusos da aorta Grau III (pseudoaneurisma) e Grau IV (ruptura) — recomendação forte (1C). O tratamento endovascular pode ser empregado como primeira escolha em traumatismos contusos e penetrantes das artérias subclávia e axilar, mesmo em pacientes instáveis, desde que os recursos necessários estejam disponíveis e não haja outra indicação prioritária de toracotomia (1C). O controle proximal durante a dissecção cirúrgica pode ser obtido pela insuflação de cateteres de balão inseridos por técnicas endovasculares (endoclampe) (1C).
Quais lesões vasculares torácicas podem ter conduta expectante?
A conduta expectante (tratamento não operatório) é indicada em: (1) Lesões mínimas da artéria subclávia — pequenas dissecções/pseudoaneurismas — desde que não haja hard signs e a perfusão do membro esteja compensada, com acompanhamento clínico e radiológico (2C); (2) Traumatismos contusos da aorta Graus I e II podem ser passíveis de tratamento não operatório com betabloqueadores e controle pressórico rigoroso em pacientes hemodinamicamente estáveis (1C).

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Este conteúdo é voltado para profissionais de saúde. Para encaminhamento de paciente, segunda opinião ou discussão de conduta com o Dr. Maurício, entre em contato direto pelo WhatsApp.

Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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