Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
Alerta Médico

Trombose e Câncer: Qual a Relação?

A trombose é a segunda maior causa de complicações em pacientes oncológicos. Entenda por que isso acontece e quais os sinais de alerta.

Você sabia que, em muitos casos, uma trombose pode ser o primeiro "aviso" de que existe um tumor no organismo? O tromboembolismo venoso (TEV) é uma complicação séria e frequente no paciente oncológico.

Assista ao vídeo para entender a conexão entre essas doenças

Por que o Câncer causa Trombose?

O câncer tem a capacidade de "sequestrar" o sistema de coagulação do sangue. As células do tumor liberam substâncias (como o Fator Tecidual e mucinas) que tornam o sangue mais "grosso" e propenso a coagular.

Além disso, a própria inflamação causada pela doença e a compressão dos vasos pelo tumor contribuem para o risco. Estima-se que 20% dos pacientes com câncer terão algum evento de trombose durante o tratamento.

A Trombose como "Sinal de Alerta"

Quando uma pessoa tem uma trombose sem motivo aparente (chamada de idiopática) — ou seja, não fez cirurgia recente, não bateu a perna e não ficou imobilizada —, o risco de ela ser diagnosticada com câncer no ano seguinte é de 3 a 4 vezes maior.

Sinais de Alerta (Red Flags)

Devemos investigar a possibilidade de uma neoplasia oculta quando a trombose apresenta características atípicas:

  • Idade: Pacientes com mais de 50 anos.
  • Local Estranho: Trombose nos braços, pescoço ou barriga (veias viscerais).
  • Bilateralidade: Trombose nas duas pernas ao mesmo tempo.
  • Recorrência: A trombose volta mesmo tomando o remédio corretamente.
  • Tromboflebite Migratória: Veias superficiais que inflamam e "mudam de lugar" no corpo.

Quais tipos de câncer mais causam trombose?

Embora qualquer tumor possa aumentar o risco, alguns são estatisticamente mais perigosos nesse sentido:

Pâncreas
Cérebro
Pulmão
Estômago

Prevenção e Tratamento

A boa notícia é que existem protocolos eficazes. Médicos utilizam ferramentas (como o Escore de Khorana) para calcular o risco de cada paciente antes de iniciar a quimioterapia.

Como é feito o tratamento?

O tratamento da trombose associada ao câncer é mais delicado, pois esses pacientes têm maior risco tanto de formar novos trombos quanto de ter sangramentos.

Hoje, evitamos a "Varfarina" antiga. A preferência é por:

  • Injeções (HBPM): Heparinas modernas, ideais para pacientes com tumores de estômago ou intestino.
  • DOACs (Orais Modernos): Comprimidos como Rivaroxabana e Apixabana, que são seguros para a maioria dos casos.

*Este texto tem caráter informativo. O manejo da trombose em oncologia é complexo e deve ser individualizado pelo Cirurgião Vascular em conjunto com o Oncologista.

Perguntas Frequentes

A trombose pode ser o primeiro sinal de câncer?
Sim. Quando uma trombose surge sem causa aparente (sem cirurgia, imobilização ou trauma), o risco de diagnóstico de câncer no ano seguinte é 3 a 4 vezes maior. Por isso, tromboses sem motivo claro devem ser investigadas.
Quais tipos de câncer mais causam trombose?
Os tumores com maior risco trombótico são pâncreas, cérebro, pulmão e estômago. Porém, qualquer tipo de câncer pode aumentar o risco de trombose, especialmente durante quimioterapia.
Pacientes com câncer podem tomar anticoagulantes?
Sim, e frequentemente precisam. O tratamento é mais delicado pois há risco aumentado tanto de novos trombos quanto de sangramentos. Hoje se usa preferencialmente heparinas de baixo peso molecular ou anticoagulantes orais modernos (DOACs), individualizados pelo cirurgião vascular e oncologista.

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