Diagnóstico da TVP de Membros Superiores: Duplex, Ressonância, Venografia e IVUS
Diretriz AVF 2026 — Guidelines 4.1–4.8: DUS como primeiro exame (sensibilidade 78–96%), limitações em veias centrais, RMV preferida quando DUS negativo, venografia cateter para planejamento endovascular, IVUS superior à venografia no guia intraoperatório.
Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295
Resposta direta: O duplex ultrassom é o exame de primeira linha para UEDVT, mas sua sensibilidade cai para a subclávia proximal e veias centrais. Quando negativo com alta suspeita clínica — especialmente na suspeita de vTOS — avançar para RMV (preferida) ou CTV. A venografia cateter e o IVUS ficam reservados para casos onde intervenção endovascular está planejada: o IVUS supera a venografia na quantificação da estenose residual e no guia intraoperatório.
O diagnóstico da TVP de membros superiores exige um algoritmo sequencial que respeite as limitações técnicas de cada modalidade. O duplex ultrassom inicia a investigação, mas pode falhar nas veias centrais. A AVF 2026 define claramente quando avançar para RMV, venografia cateter e IVUS — especialmente em candidatos à intervenção endovascular.
Algoritmo Diagnóstico por Imagem
| Modalidade | Guideline | Indicação Principal | Acurácia / Limitações |
|---|---|---|---|
| Duplex US (DUS) | 4.1 — GRADE 1; LOE-B | Primeiro exame em TODOS com suspeita clínica | Sensib. 78–96%, espec. 82–100%. Limitado em subclávia proximal e veias centrais. |
| RMV (Ressonância magnética venosa) | 4.5 — GRADE 2; LOE-B | 2ª modalidade quando DUS negativo com alta suspeita | Sensib. 93–100% para veias centrais e VCS. Método preferido quando disponível. |
| Venografia cateter | 4.6–4.7 — GRADE 1-2; LOE-B | Intervenção endovascular planejada; pós-trombectomia | Invasiva. Documenta extensão do trombo e estenose residual após trombectomia. |
| IVUS | 4.8 — GRADE 1; LOE-B | Guia de intervenção endovascular e avaliação pós-procedimento | Superior à venografia na quantificação de estenose. Detecta compressão extrínseca. |
Duplex Ultrassom — Guideline 4.1 (GRADE 1; LOE-B)
O DUS de membro superior deve ser o primeiro exame de imagem em pacientes com suspeita clínica de UEDVT. Sensibilidade geral de 78–96% e especificidade de 82–100%.
Guideline 4.2 (GRADE 1; LOE-B) — Limitações em Veias Centrais
Se suspeita de UEDVT proximal envolvendo veias centrais, o DUS pode ter sensibilidade e especificidade reduzidas. Considerar exames complementares — especialmente para subclávia proximal (sombreamento pela clavícula) e jugular interna próxima ao crânio (efeito janela acústica).
Rastreamento de CA-UEDVT — Guideline 4.3 (GRADE 1; LOE-B; CONSENSO)
Rastreamento guiado por políticas institucionais
NÃO realizar rastreamento rotineiro em pacientes assintomáticos com cateter. O rastreamento deve ser guiado por política institucional baseada em risco, iniciando com DUS quando indicado.
Quando o DUS Negativo Não Encerra o Diagnóstico
Guideline 4.4 (GRADE 1; LOE-B)
DUS negativo + alta suspeita persistente → investigação adicional com RMV ou (se RM contraindicada) CTV. Especialmente na suspeita de vTOS ou subclávia proximal.
Guideline 4.5 (GRADE 2; LOE-B)
RMV é a modalidade preferida quando disponível. RMV não-contraste: sensibilidade 93–100% para veias centrais e VCS — superior ao DUS nesse território.
Venografia Cateter — Guidelines 4.6–4.7
| Indicação | Guideline | Classe |
|---|---|---|
| Estudos não invasivos inconclusivos + intervenção endovascular planejada | 4.6 | GRADE 2; LOE-B; CONSENSO |
| Pós-trombectomia + sintomas persistentes + intenção de tratar lesão residual | 4.7 | GRADE 1; LOE-B; CONSENSO |
IVUS — Guideline 4.8 (GRADE 1; LOE-B)
IVUS supera a venografia na avaliação do grau de estenose
- Guiar intervenções endovasculares para UEDVT
- Avaliar estenose residual ao término do procedimento
- Descartar compressão extrínseca residual — especialmente no vTOS
Referência
Malgor RD, Etkin Y, Mouawad NJ, et al. The American Venous Forum clinical practice guideline on the care of patients with upper extremity deep venous thrombosis. J Vasc Surg Venous Lymphat Disord. 2026;14:102461.
Tenho suspeita de TVP no braço e gostaria de uma consulta para avaliação diagnóstica
Dr. Maurício Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular em MaringáCRM-PR 21589 · Atendimento com hora marcada
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Perguntas Frequentes
Por que o duplex pode ser negativo mesmo com TVP na veia subclávia?
Em que situação solicitar ressonância em vez de apenas o duplex?
Quando está indicada a venografia com cateter na TVP de braço?
O IVUS é necessário em toda trombectomia de membro superior?
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