Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
AVF 2026 — O2

Diagnóstico da TVP de Membros Superiores: Duplex, Ressonância, Venografia e IVUS

Diretriz AVF 2026 — Guidelines 4.1–4.8: DUS como primeiro exame (sensibilidade 78–96%), limitações em veias centrais, RMV preferida quando DUS negativo, venografia cateter para planejamento endovascular, IVUS superior à venografia no guia intraoperatório.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 21 de junho de 202610 min de leitura

Resposta direta: O duplex ultrassom é o exame de primeira linha para UEDVT, mas sua sensibilidade cai para a subclávia proximal e veias centrais. Quando negativo com alta suspeita clínica — especialmente na suspeita de vTOS — avançar para RMV (preferida) ou CTV. A venografia cateter e o IVUS ficam reservados para casos onde intervenção endovascular está planejada: o IVUS supera a venografia na quantificação da estenose residual e no guia intraoperatório.

O diagnóstico da TVP de membros superiores exige um algoritmo sequencial que respeite as limitações técnicas de cada modalidade. O duplex ultrassom inicia a investigação, mas pode falhar nas veias centrais. A AVF 2026 define claramente quando avançar para RMV, venografia cateter e IVUS — especialmente em candidatos à intervenção endovascular.

Algoritmo Diagnóstico por Imagem

ModalidadeGuidelineIndicação PrincipalAcurácia / Limitações
Duplex US (DUS)4.1 — GRADE 1; LOE-BPrimeiro exame em TODOS com suspeita clínicaSensib. 78–96%, espec. 82–100%. Limitado em subclávia proximal e veias centrais.
RMV (Ressonância magnética venosa)4.5 — GRADE 2; LOE-B2ª modalidade quando DUS negativo com alta suspeitaSensib. 93–100% para veias centrais e VCS. Método preferido quando disponível.
Venografia cateter4.6–4.7 — GRADE 1-2; LOE-BIntervenção endovascular planejada; pós-trombectomiaInvasiva. Documenta extensão do trombo e estenose residual após trombectomia.
IVUS4.8 — GRADE 1; LOE-BGuia de intervenção endovascular e avaliação pós-procedimentoSuperior à venografia na quantificação de estenose. Detecta compressão extrínseca.

Duplex Ultrassom — Guideline 4.1 (GRADE 1; LOE-B)

O DUS de membro superior deve ser o primeiro exame de imagem em pacientes com suspeita clínica de UEDVT. Sensibilidade geral de 78–96% e especificidade de 82–100%.

Guideline 4.2 (GRADE 1; LOE-B) — Limitações em Veias Centrais

Se suspeita de UEDVT proximal envolvendo veias centrais, o DUS pode ter sensibilidade e especificidade reduzidas. Considerar exames complementares — especialmente para subclávia proximal (sombreamento pela clavícula) e jugular interna próxima ao crânio (efeito janela acústica).

Rastreamento de CA-UEDVT — Guideline 4.3 (GRADE 1; LOE-B; CONSENSO)

Rastreamento guiado por políticas institucionais

NÃO realizar rastreamento rotineiro em pacientes assintomáticos com cateter. O rastreamento deve ser guiado por política institucional baseada em risco, iniciando com DUS quando indicado.

Quando o DUS Negativo Não Encerra o Diagnóstico

Guideline 4.4 (GRADE 1; LOE-B)

DUS negativo + alta suspeita persistente → investigação adicional com RMV ou (se RM contraindicada) CTV. Especialmente na suspeita de vTOS ou subclávia proximal.

Guideline 4.5 (GRADE 2; LOE-B)

RMV é a modalidade preferida quando disponível. RMV não-contraste: sensibilidade 93–100% para veias centrais e VCS — superior ao DUS nesse território.

Venografia Cateter — Guidelines 4.6–4.7

IndicaçãoGuidelineClasse
Estudos não invasivos inconclusivos + intervenção endovascular planejada4.6GRADE 2; LOE-B; CONSENSO
Pós-trombectomia + sintomas persistentes + intenção de tratar lesão residual4.7GRADE 1; LOE-B; CONSENSO

IVUS — Guideline 4.8 (GRADE 1; LOE-B)

IVUS supera a venografia na avaliação do grau de estenose

  • Guiar intervenções endovasculares para UEDVT
  • Avaliar estenose residual ao término do procedimento
  • Descartar compressão extrínseca residual — especialmente no vTOS

Referência

Malgor RD, Etkin Y, Mouawad NJ, et al. The American Venous Forum clinical practice guideline on the care of patients with upper extremity deep venous thrombosis. J Vasc Surg Venous Lymphat Disord. 2026;14:102461.

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Perguntas Frequentes

Por que o duplex pode ser negativo mesmo com TVP na veia subclávia?
A sensibilidade do duplex cai significativamente para a subclávia proximal e veias centrais (jugular interna próxima ao crânio, veia braquiocefálica, VCS) devido ao sombreamento pela clavícula e ao efeito janela acústica. A Guideline 4.2 (GRADE 1; LOE-B) reconhece esse limite e recomenda exames complementares quando há suspeita de UEDVT proximal com DUS negativo ou inconclusivo.
Em que situação solicitar ressonância em vez de apenas o duplex?
A ressonância magnética venosa (RMV) é recomendada quando: (1) o duplex é negativo mas a suspeita clínica persiste (Guideline 4.4, GRADE 1; LOE-B); (2) há suspeita de vTOS com possível comprometimento da subclávia proximal; (3) a RM não é contraindicada. A RMV sem contraste tem sensibilidade de 93–100% para veias centrais e VCS — significativamente superior ao duplex nesse território. Se RM contraindicada, usar CTV (angiotomografia venosa).
Quando está indicada a venografia com cateter na TVP de braço?
A venografia cateter está indicada em duas situações principais: (1) quando os estudos não invasivos são inconclusivos e uma intervenção endovascular está planejada — para diagnosticar e documentar a extensão do trombo (Guideline 4.6, GRADE 2; LOE-B; CONSENSO); e (2) após trombectomia para reavaliar o grau de estenose ou compressão residual quando sintomas persistem (Guideline 4.7, GRADE 1; LOE-B; CONSENSO).
O IVUS é necessário em toda trombectomia de membro superior?
A Guideline 4.8 (GRADE 1; LOE-B) recomenda que o IVUS seja utilizado quando possível por superar a venografia na avaliação do grau de estenose. O IVUS permite quantificar a área luminal residual, detectar compressão extrínseca (especialmente na vTOS) e guiar com precisão o posicionamento de stents. Não é obrigatório em todos os casos, mas é o padrão ideal quando disponível em intervenções por UEDVT.

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Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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