Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
AVF 2026 — O3

Profilaxia e Tratamento da TVP de Membros Superiores: DOACs, Ressecção da 1ª Costela e Filtro de VCS

Diretriz AVF 2026 — Guidelines 5.1–6.8: profilaxia anticoagulante NÃO de rotina com CVC (individualizar pelo risco), DOACs (Fator Xa) por ≥3 meses, trombectomia precoce para reduzir SPT, ressecção da 1ª costela na vTOS e filtro temporário de VCS apenas como último recurso.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 21 de junho de 202614 min de leitura

Resposta direta: A profilaxia anticoagulante de rotina com CVC não é recomendada — a decisão deve ser individualizada pelo risco de TEV. O pilar do tratamento é DOAC (inibidor do Fator Xa) por ≥3 meses independente do subtipo. Na TVP vTOS, a ressecção da 1ª costela é o tratamento definitivo. A trombectomia precoce (<21 dias) reduz a síndrome pós-trombótica em casos extensos e sintomáticos. O filtro de VCS é exceção rara, temporária e de último recurso.

O tratamento da TVP de membros superiores tem como pilar os anticoagulantes orais diretos (DOACs) por ≥3 meses — mas o subtipo etiológico determina condutas adicionais: a vTOS requer ressecção da 1ª costela, a CA-UEDVT exige decisão sobre o cateter, e casos extensos e sintomáticos se beneficiam de trombectomia precoce para reduzir a síndrome pós-trombótica.

Profilaxia — Guidelines 5.1–5.5

⛔ NÃO Recomendado (Guidelines 5.1–5.4)

  • Compressão mecânica isolada para UEDVT (G 5.1, GRADE 1; LOE-A)
  • Profilaxia farmacomecânica pós-vTOS confirmada (G 5.2, GRADE 1; LOE-B)
  • Compressão pneumática para CA-UEDVT (G 5.3, GRADE 1; LOE-B)
  • Anticoagulação profilática de rotina com CVCs (G 5.4, GRADE 1; LOE-A)

✅ Profilaxia Individualizada (G 5.5, GRADE 1; LOE-B)

Anticoagulação profilática para CA-UEDVT em pacientes com risco moderado a alto de TEV e CVCs de longa permanência. Análise risco-benefício (TEV vs. sangramento).

AVERT trial: apixabana 2,5mg 2×/dia vs. placebo em oncológicos com quimio: HR 0,26; P<0,0001; sangramento maior 1,6% vs. 2,2%.

Tratamento — Guidelines 6.1–6.8

Anticoagulação — G 6.1 (GRADE 1; LOE-B; CONSENSO)

Inibidores orais do Fator Xa (DOACs) por ≥3 meses

Preferidos aos antagonistas da vitamina K em pacientes com baixo risco de sangramento — melhor conveniência, sem necessidade de monitoração rotineira.

Investigação de Causas Subjacentes — G 6.2 (GRADE 1; LOE-B; CONSENSO)

Neoplasia e trombofilias devem ser consideradas e investigadas em pacientes com primeiro episódio não provocado de NCA-UEDVT secundária.

Trombectomia Precoce — G 6.3 (GRADE 2; LOE-B)

UEDVT aguda extensa (<21 dias) + paciente altamente sintomático + expectativa de vida >1 ano

Estratégias de remoção precoce do trombo (CDT, trombectomia mecânica) para reduzir síndrome pós-trombótica (SPT). SPT de MMSS: dor, edema e limitação funcional — incidência 8–28% sem intervenção.

vTOS: Ressecção da 1ª Costela — G 6.4 (GRADE 1; LOE-B)

Ressecção da 1ª costela como tratamento operatório inicial

Para UEDVT vTOS-associada com achados de imagem compatíveis. Elimina a compressão costoclavicular mecânica — principal causa de trombose recorrente. Resolução sintomática >85% em séries cirúrgicas. A anticoagulação isolada não resolve a causa anatômica.

CA-UEDVT: Cateter e Anticoagulação — G 6.5 (GRADE 1; LOE-B; CONSENSO)

Cateter desnecessário / acesso alternativo

Remover o cateter + anticoagulação.

Cateter ainda necessário

Manter in situ + anticoagulação contínua. Com câncer ativo: anticoagulação estendida enquanto a malignidade persistir.

NCA-UEDVT sem câncer — G 6.6 (GRADE 1; LOE-B; CONSENSO)

Anticoagulação por ≥3 meses em pacientes com risco de sangramento aceitavelmente baixo.

Filtro de VCS — G 6.8 (GRADE 2; LOE-C; CONSENSO)

⚠️ Filtro temporário de VCS: Último Recurso

Apenas em pacientes com contraindicação absoluta à anticoagulação e alto risco de EP fatal.

Riscos: migração do filtro, tamponamento cardíaco, síndrome de VCS por trombose. Usar apenas como última opção em cenário agudo.

Referência

Malgor RD, Etkin Y, Mouawad NJ, et al. The American Venous Forum clinical practice guideline on the care of patients with upper extremity deep venous thrombosis. J Vasc Surg Venous Lymphat Disord. 2026;14:102461. DOI: 10.1016/j.jvsv.2026.102461

Fui diagnosticado com TVP no braço e gostaria de discutir opções de tratamento com cirurgião vascular

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Perguntas Frequentes

Qual DOAC é preferido no tratamento da TVP de membro superior?
A Guideline 6.1 (GRADE 1; LOE-B; CONSENSO) recomenda inibidores orais do Fator Xa (rivaroxabana ou apixabana) como tratamento de escolha para UEDVT, em preferência aos antagonistas da vitamina K, por ≥3 meses em pacientes com baixo risco de sangramento. O dabigatrana (inibidor direto da trombina) não foi especificamente estudado na UEDVT. A mesma evidência que embasa os DOACs para TVP de MMII é extrapolada para MMSS, com maior conveniência posológica e menor necessidade de monitoração.
Devo remover o PICC quando confirmo TVP associada ao cateter?
A Guideline 6.5 (GRADE 1; LOE-B; CONSENSO) recomenda: se o cateter não é mais necessário ou acesso alternativo é viável, deve ser removido + anticoagulação. Se o cateter ainda é necessário, pode permanecer in situ com anticoagulação contínua. Em CA-UEDVT com câncer ativo, a anticoagulação deve ser estendida enquanto a malignidade persistir.
Qual a indicação de ressecção da 1ª costela na Síndrome de Paget-Schroetter?
A Guideline 6.4 (GRADE 1; LOE-B) recomenda a ressecção da 1ª costela como tratamento operatório inicial para UEDVT vTOS-associada com achados de imagem compatíveis (compressão costoclavicular). A ressecção elimina o mecanismo de compressão mecânica — principal causa de trombose recorrente — com resolução sintomática >85% em séries cirúrgicas. A anticoagulação sozinha não resolve o componente compressivo anatômico.
Quando considerar trombólise cateter-dirigida na TVP de braço?
A Guideline 6.3 (GRADE 2; LOE-B) sugere remoção precoce do trombo (trombólise cateter-dirigida ou trombectomia mecânica) para UEDVT aguda extensa (<21 dias) em pacientes altamente sintomáticos com expectativa de vida >1 ano, para reduzir a incidência de síndrome pós-trombótica (SPT). A SPT de MMSS ocorre em 8–28% sem intervenção e causa dor, edema e limitação funcional.
O filtro de veia cava superior tem indicação na TVP de membro superior?
Apenas em situações excepcionais. A Guideline 6.8 (GRADE 2; LOE-C; CONSENSO) sugere que o filtro temporário de VCS pode ser considerado apenas em pacientes altamente selecionados com contraindicação absoluta à anticoagulação E alto risco de EP fatal. Os riscos são significativos: migração do filtro, tamponamento cardíaco e síndrome de VCS por trombose do filtro. Deve ser usado apenas como última opção em cenário agudo.

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Este conteúdo é voltado para profissionais de saúde. Para encaminhamento de paciente, segunda opinião ou discussão de conduta com o Dr. Maurício, entre em contato direto pelo WhatsApp.

Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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