Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
AVF 2026 — O1

Classificação, Epidemiologia e Modelos Preditivos da TVP de Membros Superiores

Diretriz AVF 2026 — Guidelines 1.1–3.4: classificação etiológica da UEDVT em vTOS (Paget-Schroetter), cateter-associada (CA-UEDVT) e não-cateter (NCA-UEDVT). Escore de Constans supera Wells modificado. D-dímero: útil apenas em NCA-UEDVT de baixa probabilidade sem câncer.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 21 de junho de 202612 min de leitura

Resposta direta: A TVP de membros superiores representa 5–10% de todos os casos de TVP e exige classificação etiológica — vTOS, cateter-associada (CA) ou não-cateter (NCA) — pois cada subtipo tem fisiopatologia e tratamento distintos. O escore de Constans supera o Wells modificado na estratificação do risco clínico. O D-dímero tem valor preditivo negativo apenas em NCA-UEDVT de baixa probabilidade em pacientes sem câncer — NÃO deve ser usado para exclusão em portadores de cateter ou neoplasia ativa.

A TVP de membros superiores (Upper Extremity DVT — UEDVT) é uma entidade clinicamente distinta da TVP de membros inferiores. A diretriz do American Venous Forum 2026 é a primeira a propor uma classificação etiológica formal que orienta diretamente o algoritmo diagnóstico e terapêutico — substituindo a abordagem genérica anterior.

Classificação Etiológica da UEDVT — Guideline 1.2 (GRADE 1; LOE-B)

SubtipoPerfil do PacienteMecanismoLocalização Típica
vTOS (Paget-Schroetter)Jovem, atlético, sem comorbidadesCompressão costoclavicular → lesão repetitivaVeia subclávia / axilar
CA-UEDVTHospitalizado, idoso, com comorbidadesCVC, PICC, marca-passo, ECMO → lesão endotelial + estaseVariável (cateter-dependente)
NCA-UEDVTPerfil intermediárioNeoplasia, trombofilias, imobilização, traumaVariável

Epidemiologia — Guidelines 2.1–2.3

  • TVP de MMSS = 5–10% de todos os casos de TVP
  • Prevalência hospitalar: 30–36% de todas as TVPs em ambiente hospitalar
  • vTOS: incidência estimada 2–6/100.000 habitantes/ano
  • CA-UEDVT: 0,10–9,5/1.000 cateteres-dia
  • Embolia pulmonar concomitante ao diagnóstico: 8–14%
  • Síndrome pós-trombótica de MMSS: 8–28% em 2 anos
  • Recorrência de TEV em 1 ano: 3,5–5%

Escore de Constans — Guideline 3.1 (GRADE 2; LOE-B)

Preferir o escore de Constans (ou Constans Estendido) ao Wells modificado para estimar a probabilidade pré-teste de UEDVT:

CritérioPontos
CVC ou marca-passo+1
Dor localizada+1
Edema unilateral+1
Outro diagnóstico pelo menos tão plausível−1
≥2 pontosUEDVT PROVÁVEL → duplex imediato
≤1 pontoUEDVT IMPROVÁVEL → considerar D-dímero

D-Dímero: Uso Diferenciado por Subtipo — Guidelines 3.2–3.4

⛔ vTOS

D-dímero NÃO validado para exclusão de vTOS.

⛔ CA-UEDVT com câncer

NÃO usar D-dímero — especificidade muito baixa em neoplasia ativa. (G 3.3, GRADE 2; LOE-B)

✅ NCA-UEDVT sem câncer

D-dímero <500 µg/L + baixa probabilidade → EXCLUI UEDVT (G 3.4, GRADE 1; LOE-B)

Referência

Malgor RD, Etkin Y, Mouawad NJ, et al. The American Venous Forum clinical practice guideline on the care of patients with upper extremity deep venous thrombosis. J Vasc Surg Venous Lymphat Disord. 2026;14:102461. DOI: 10.1016/j.jvsv.2026.102461

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Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre TVP vTOS e TVP por cateter nos membros superiores?
A vTOS-associada (Síndrome de Paget-Schroetter) ocorre em pacientes jovens, atléticos, sem comorbidades, por compressão costoclavicular com lesão repetitiva da veia subclávia/axilar. A CA-UEDVT acomete pacientes hospitalizados, mais idosos e com comorbidades — causada por CVC, PICC, marca-passo ou ECMO. Cada subtipo tem fisiopatologia distinta e, portanto, tratamento diferente: vTOS requer ressecção da 1ª costela; CA-UEDVT exige decisão sobre manter ou retirar o cateter.
O escore de Constans substitui o duplex ultrassom no diagnóstico da TVP de braço?
Não — o Constans estratifica a probabilidade pré-teste para orientar o uso do duplex, não o substitui. Com Constans ≥2 (TVP provável): realizar duplex imediatamente. Com Constans ≤1 (TVP improvável) em NCA-UEDVT sem câncer: D-dímero pode ser usado para excluir (ponto de corte 500 µg/L). O escore de Constans é superior ao Wells modificado para UEDVT pela inclusão do item "CVC ou marca-passo" como fator positivo.
Posso usar D-dímero para descartar TVP de braço em paciente com PICC e câncer?
Não. A Guideline 3.3 (Grade 2; LOE-B) da AVF 2026 recomenda que o D-dímero NÃO seja usado para excluir CA-UEDVT em pacientes com neoplasia ativa. Nessa população, o D-dímero tem especificidade muito baixa — está elevado pela própria neoplasia e pelo cateter — tornando o resultado positivo não informativo e o negativo pouco confiável. O duplex é obrigatório nesses casos.
Qual é a incidência de embolia pulmonar na TVP de membros superiores?
Embolia pulmonar concomitante ao diagnóstico ocorre em 8–14% dos casos de UEDVT. A TVP de MMSS representa 5–10% de todos os casos de TVP, mas a EP associada é menos frequentemente fatal que na TVP de MMII. A síndrome pós-trombótica de MMSS ocorre em 8–28% em 2 anos, causando dor, edema e limitação funcional do membro afetado.

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Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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