Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
ESVS 2024 — P9

AAA Complexo: fEVAR, bEVAR e Cirurgia Aberta Pararrenal

ESVS 2024 Recs 116–133: AAA complexo (sem colo infrarrenal adequado). fEVAR: customizado 4–6 semanas, mortalidade 2–4%, patência vasos-alvo >95%/1 ano. bEVAR: oclusão tardia 5–10%/5 anos. Chimney: reservar urgências (IIb/C). Drenagem liquórica: resgate > profilática (IIb/C). OSR: técnica de referência 3–5% mortalidade eletiva.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 21 de junho de 202611 min de leitura

Resposta direta: AAA complexo (~15–20% dos AAAs) não tem colo infrarrenal para EVAR padrão. fEVAR: fenestras por vaso-alvo, mortalidade 2–4%, patência >95%/1 ano. bEVAR: ramos, oclusão tardia 5–10%/5 anos. Chimney/snorkel: guttering 5–10%, reservar para urgências (IIb/C). OSR: técnica de referência, 3–5% mortalidade eletiva. Drenagem liquórica de resgate preferível à profilática. Centralização é imperativa. ESVS 2024.

Cerca de 15–20% dos AAAs são complexos — sem colo infrarrenal adequado para EVAR padrão. A ESVS 2024 consolida fEVAR e bEVAR como alternativas endovasculares com resultados equivalentes ao OSR a curto e médio prazo em centros experientes, e define critérios claros para a escolha entre as técnicas.

Infográfico sobre AAA complexo: fEVAR, bEVAR e cirurgia pararrenal — ESVS 2024

Classificação do AAA Complexo

TipoDefinição
JustarrenalColo <10mm abaixo das artérias renais — clampeamento suprarrenal necessário
PararrenalEnvolvimento de ao menos uma artéria renal — reconstrução renal obrigatória
SupramesentéricoExtensão acima da artéria mesentérica superior
Toracoabdominal Tipo IVDesde T9 até acima das artérias renais — risco de isquemia medular

Comparação das Técnicas

TécnicaMortalidade EletivaPreparoLimitação PrincipalRecomendação ESVS
OSR3–5%ImediatoToracotomia/laparotomiaTécnica de referência
fEVAR2–4%4–6 semanas (custom) ou off-the-shelfAnatomia favorável vasos-alvo necessáriaIIa/C
bEVAR2–4%4–6 semanas (custom)Oclusão tardia de ramo 5–10%/5 anosIIa/C
Chimney/Snorkel3–6%ImediatoGuttering 5–10% → endoleak tipo 1AIIb/C — reservar urgências

Drenagem Liquórica e Preservação Renal

Drenagem Liquórica (IIb/C)

Resgate (sintomática) preferível à profilática — risco de hemorragia intracraniana 1–2% com drenagem. Manter PAM >80 mmHg: igualmente importante para perfusão medular.

Preservação Renal Intraoperatória

Perfusão seletiva com solução fria (4°C) durante clampeamento suprarrenal. Isquemia quente <30 min: baixo risco; >60 min: risco elevado de IRA definitiva.

Referência

Wanhainen A, et al. ESVS 2024 Clinical Practice Guidelines on Management of Abdominal Aorto-Iliac Artery Aneurysms. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2024;67:192–331.

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Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre fEVAR e bEVAR no tratamento do AAA complexo?
No fEVAR, fenestras na parede do corpo da endoprótese se alinham com o óstio dos vasos-alvo (artérias renais, AMS, tronco celíaco). No bEVAR, ramos endoluminais saem do corpo da endoprótese e conectam aos vasos-alvo por extensões cobertas. O fEVAR requer alinhamento preciso da fenestra com o óstio; o bEVAR é mais tolerante a variações anatômicas dos vasos-alvo. Ambos requerem fabricação customizada (4–6 semanas) ou dispositivos off-the-shelf para configurações padrão.
Por que os enxertos paralelos (chimney/snorkel) são reservados para urgências?
Os enxertos paralelos (stents em paralelo ao corpo da endoprótese principal) apresentam o fenômeno de "guttering" — um canal entre a endoprótese e o stent paralelo que pode causar endoleak tipo 1A em 5–10% dos casos. A ESVS 2024 (IIb/C) os reserva para urgências ou quando fEVAR/bEVAR não está disponível, pois a durabilidade a longo prazo é mais limitada que as alternativas fenestradas e ramificadas.
Quando a drenagem liquórica é indicada no AAA complexo?
A ESVS 2024 prefere a drenagem liquórica de resgate (sintomática) à profilática (IIb/C). A drenagem profilática tem risco de hemorragia intracraniana de 1–2% — risco que pode superar o benefício em casos de baixo risco de isquemia medular. Manter PAM >80 mmHg é igualmente ou mais importante que a drenagem para prevenir síndrome de isquemia medular (SCI). A drenagem profilática fica para casos de cobertura aórtica extensa (>200mm).
O OSR ainda tem papel no AAA complexo na era do fEVAR?
Sim — o OSR é a técnica de referência com dados de sobrevida a 10–20 anos. A mortalidade eletiva em centros especializados é de 3–5%, comparável ao fEVAR. O OSR fica indicado quando: anatomia desfavorável para fEVAR/bEVAR (vasos-alvo com calibre inadequado, angulação extrema), urgência sem tempo para fabricação de dispositivo customizado, ou quando o centro não tem expertise endovascular para casos complexos.

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Este conteúdo é voltado para profissionais de saúde. Para encaminhamento de paciente, segunda opinião ou discussão de conduta com o Dr. Maurício, entre em contato direto pelo WhatsApp.

Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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