AAA: Cirurgia Aberta, EVAR Infrarrenal e Tratamento do Aneurisma Justarrenal
Cirurgia aberta: preservar ≥1 ilíaca interna (I); retroperitoneal em rim ferradura/inflamatório/abdome hostil (IIa). EVAR: preferencial com anatomia favorável (IIa); IFUs mandatórias — 42% fora dos critérios conservadores com mais complicações. RA: jovens/baixo risco (IIa). Justarrenal: RA >5,5 cm jovens (I); FEVAR/REVAR alto risco (IIa). SBACV 2023.
Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295
Resposta direta: EVAR: preferencial com anatomia favorável e equipe treinada (IIa). RA: jovens/baixo risco (IIa). Preservar ≥1 ilíaca interna — obrigatório (I). IFUs mandatórias no EVAR. Acesso percutâneo guiado por US (IIb). Justarrenal: jovens bom risco → RA >5,5 cm em centros com mortalidade <5% (I/IIb); alto risco → FEVAR/REVAR (IIa); frágeis → considerar não tratar (IIa).
O EVAR responde por mais de 70% dos reparos eletivos na Europa — mas o reparo aberto permanece fundamental, especialmente em pacientes jovens. E o aneurisma justarrenal exige um patamar técnico ainda maior em ambas as abordagens.

Cirurgia Aberta (RA) — Aspectos Técnicos (Tabela 6)
Preservar ao menos 1 artéria ilíaca interna — tanto no RA quanto no EVAR (I)
Risco de isquemia cólica aumenta 8× quando ambas as hipogástricas são excluídas. Previne isquemia pélvica, glútea e disfunção erétil.
| Decisão técnica | Indicação | Grau |
|---|---|---|
| Incisão transversa | DPOC — menor restrição respiratória | IIb |
| Incisão retroperitoneal | Rim em ferradura / aneurisma inflamatório / abdome hostil | IIa |
| Reimplante da AIM | Coto reverso <50 mmHg ou risco de isquemia cólica | — |
EVAR Infrarrenal (Tabela 8)
EVAR — Quando preferir (IIa)
- • Equipe treinada + anatomia favorável
- • Menor mortalidade perioperatória vs RA
- • IFUs mandatórias — 42% fora dos critérios com mais complicações
- • Acesso percutâneo guiado por US: reduz tempo, sangramento e dor (IIb)
RA — Quando preferir (IIa)
- • Pacientes jovens + baixo risco clínico-cirúrgico
- • Melhor durabilidade a longo prazo
- • Menor taxa de reintervenções tardias
- • Anatomia desfavorável para EVAR
Aneurisma Justarrenal — Fluxograma de Decisão (Tabelas 7+9)
Jovens + bom risco clínico (I/IIb)
RA a partir de 5,5 cm em centros com mortalidade <5% para justarrenais.
Moderado/alto risco ou sintomáticos (IIa)
Endovascular com FEVAR, REVAR ou stents em paralelo. FEVAR: mortalidade 4,1%, patência de ramos >95% em 1 ano.
Frágeis / altíssimo risco (IIa)
Considerar não tratar — decisão compartilhada com o paciente e família.
PMEGs (próteses modificadas pelo cirurgião): mortalidade 5,5% vs. 0% das próteses customizadas industriais em eletivo — reservar para urgências onde não há CMD disponível.
Olá! Vi o artigo sobre EVAR e cirurgia aberta para aneurisma de aorta (SBACV 2023) e gostaria de agendar uma avaliação vascular especializada.
Dr. Maurício Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular em MaringáCRM-PR 21589 · Atendimento com hora marcada
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Perguntas Frequentes
EVAR ou cirurgia aberta — qual a recomendação da SBACV 2023?
Qual a importância de preservar a artéria ilíaca interna no reparo do AAA?
Como tratar o aneurisma justarrenal — cirurgia aberta ou endovascular?
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