Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
SBACV 2023 — W6

AAA Roto, Aneurisma Inflamatório e AAA em Mulheres

AAA roto: EVAR de escolha (I), mortalidade de 50% → 20-30%. Hipotensão permissiva PAS 70-90 mmHg (I). Sem EVAR → transferir (IIa). Aneurisma inflamatório: EVAR preferencial — evita dissecção perigosa das aderências. Mulheres: risco de ruptura 4× maior; vigilância semestral ≥4 cm (IIa); reparo ≥5 cm (IIa). SBACV 2023.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 23 de junho de 20269 min de leitura

Resposta direta: AAA roto: EVAR de escolha (I) — mortalidade 20-30% vs 50% histórico. Hipotensão permissiva PAS 70-90 mmHg (I). Aneurisma inflamatório: EVAR preferencial. Mulheres: risco de ruptura 4× maior; vigilância semestral ≥4 cm (IIa); reparo ≥5 cm (IIa); apenas 40% com anatomia compatível com IFUs padrão. Mortalidade RA: mulheres 5-8% vs homens 2,8-4%.

Três cenários que impõem desafios distintos ao cirurgião vascular: a urgência máxima do AAA roto, as peculiaridades do aneurisma inflamatório e o padrão desfavorável de apresentação do AAA em mulheres.

Infográfico SBACV 2023 — AAA Roto, Aneurisma Inflamatório e AAA em Mulheres

AAA Roto — Protocolo de Emergência (Tabela 12)

🚨 EVAR: tratamento de escolha para AAA roto (Grau I)

Mortalidade caiu de ~50% (RA histórico) para 20-30% com EVAR de urgência.

Hipotensão permissiva: PAS 70–90 mmHg, paciente consciente

I

AngioTC toracoabdominal para planejamento (se hemodinâmica permitir)

IIb

Preferência pela endoprótese bifurcada

IIb

Sem EVAR disponível → transferir para centro especializado

IIa

Aneurisma Inflamatório

5–18% dos AAAs — perfil: homem fumante, dor lombar, febre, emagrecimento

  • • Imagem: espessamento periaórtico na angioTC; PET-TC revela atividade inflamatória periprotética
  • EVAR: técnica preferencial — evita dissecção das aderências ao ureter, veia cava e alças intestinais
  • • RA: acesso retroperitoneal recomendado; risco de enterotomias e lesão ureteral
  • • Corticosteroide: indicado em casos sintomáticos antes do tratamento definitivo

AAA em Mulheres — Limiares Específicos (Tabela 13)

Risco de ruptura 4× maior que em homens com o mesmo diâmetro

Apenas 40% das mulheres têm anatomia compatível com IFUs padrão (vs. 70% dos homens).

DecisãoMulheresHomensGrau
Vigilância frequenteA partir de 4 cm (semestral)A partir de 5 cm (3-6 meses)IIa
Reparo eletivo≥5 cm≥5,5 cmIIa
Mortalidade EVAR2,3%1,4%
Mortalidade RA5–8%2,8–4%

Dispositivos de baixo perfil para anatomia feminina (IIb)

Incraft®, Ovation®, Altura® — endopróteses compatíveis com ilíacas de menor calibre e colos mais angulados.

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Perguntas Frequentes

Qual é o tratamento do AAA roto segundo a SBACV 2023?
O EVAR é o tratamento de escolha para o AAA roto (grau I) — reduziu a mortalidade de 50% (histórica com RA) para 20-30%. O protocolo inclui: hipotensão permissiva com PAS 70-90 mmHg no paciente consciente (I); angioTC toracoabdominal para planejamento se a hemodinâmica permitir (IIb); preferência pela endoprótese bifurcada (IIb). Quando EVAR não está disponível no hospital → transferir para centro especializado se a condição hemodinâmica permitir (IIa). No instável extremo: clampeamento supracelíaco por laparotomia ou por via endovascular com balão de oclusão na zona I.
Por que o aneurisma inflamatório é tratado preferencialmente por EVAR?
O aneurisma inflamatório (5-18% dos AAAs) tem parede espessa, fibrose periaórtica intensa e aderências ao ureter, veia cava e alças intestinais. A dissecção cirúrgica durante o reparo aberto tem alto risco de lesão dessas estruturas (incluindo enterotomias e lesão ureteral). O EVAR evita a dissecção perigosa das aderências, sendo a técnica preferencial. Quando o RA é necessário, o acesso retroperitoneal é recomendado. Em casos sintomáticos, corticosteroide pode ser indicado antes do tratamento definitivo.
Por que as mulheres têm limiares de tratamento diferentes para AAA?
Mulheres com AAA têm risco de ruptura 4× maior que homens com o mesmo diâmetro. Além disso, apresentam morfologia aórtica desfavorável: colos curtos e angulados, ilíacas de menor calibre — apenas 40% das mulheres têm anatomia compatível com IFUs padrão (vs. 70% dos homens). A mortalidade operatória também é maior: EVAR 2,3% vs. 1,4% em homens; RA 5-8% vs. 2,8-4% em homens. Por isso, a SBACV 2023 estabelece limiares menores: vigilância semestral a partir de 4 cm (IIa) e reparo eletivo a partir de 5 cm (IIa), versus 5,5 cm para homens.

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Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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