Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
CVIR 2020 — V2

Malformações Venosas e Linfáticas em Crianças: Escleroterapia e Agentes Pediátricos

Gibson CR, Barnacle AM. CVIR Endovascular 2020. MV: coagulopatia (HBPM baixa dose), classificação de Puig, agentes esclerosantes com doses pediátricas (STS 0,5mL/kg; etanol 0,5mL/kg; bleomicina 15.000UI/sessão; polidocanol). ML macrocística: doxiciclina 1ª linha. ML microcística: bleomicina (dose vitalícia rigorosa; NUNCA O2 suplementar). BRBNS. Sirolimus para doença extensa.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 21 de junho de 202610 min de leitura

Resposta direta: MVs extensas causam coagulopatia (fibrinogênio baixo + D-dímeros altos) tratada com HBPM em baixa dose diária. Classificação de Puig: tipo I/II melhor resposta à escleroterapia. Bleomicina: próximo a nervos — NUNCA O2 suplementar de rotina. ML macrocística: doxiciclina 1ª linha (doses por idade). ML microcística: bleomicina (dose máxima vitalícia rigorosa). ML cervicofacial ao nascimento: parto EXIT + escleroterapia seriada.

As malformações vasculares de baixo fluxo — venosas e linfáticas — são as mais comuns na prática de radiologia intervencionista pediátrica. O tratamento não visa cura, mas controle de sintomas. As doses dos agentes esclerosantes em crianças têm limites críticos distintos dos adultos.

Malformações Venosas (MVs) — Coagulopatia e Classificação

⚠️ Coagulopatia em MVs Extensas

  • Fibrinogênio <1,0 g/dL + Fator XIII baixo + D-dímeros muito elevados
  • HBPM baixa dose diária: melhora paradoxalmente (↓microcoágulos)
  • Aspirina: sem efeito
  • Informar cirurgiões antes de qualquer procedimento!

Classificação de Puig

  • Tipo I/II (pouca drenagem): melhor resposta à escleroterapia
  • Tipo III/IV (drenagem rápida): obstruir trato de saída durante o procedimento
  • MV intra-articular (joelho): intervir precocemente mesmo assintomática → evitar artropatia destrutiva

Agentes Esclerosantes em MVs Pediátricas

AgenteDose máxima pediátricaIndicação preferencialPrecaução crítica
STS0,5 mL/kg, máx ~20 mL (3%)Lesões extensas esponjiformesHemoglobinúria → hidratação IV + cateterismo
Etanol0,5 mL/kg/sessãoMVs sólidas/difusas — em declínioDepressão respiratória, arritmia, rabdomiólise, morte
Bleomicina15.000 UI/sessão · vitalícia: 2.000–3.000 UI/kg (máx 80.000–100.000 UI)Próximo a nervos, superficial, sólidoNUNCA O₂ suplementar de rotina → fibrose pulmonar
PolidocanolSimilar ao STSLesões menores; perfil mais brandoMenor potência que STS

Malformações Linfáticas (MLs)

ML Macrocística — Doxiciclina 1ª Linha

Drenar cisto até quase-seco ANTES da instilação. Doses: 100–200 mg (bebê) / 300–500 mg (criança) / até 1.200 mg (adolescente). Técnica duplo-agente quando falha isolada.

ML Microcística — Bleomicina (Difícil Tratamento)

Banhar toda a área da lesão. Dose máxima vitalícia rigorosa (2.000–3.000 UI/kg). Sirolimus para doença extensa ou refratária (PIK3CA/mTOR).

ML Cervicofacial Complexa ao Nascimento

Parto EXIT para comprometimento de via aérea. Escleroterapia seriada para desbulking (focar na doença PROFUNDA, não superficial). Cirurgia eletiva após ganho de peso.

Referência

Gibson CR, Barnacle AM. Vascular anomalies: special considerations in children. CVIR Endovascular. 2020;3:60. DOI: 10.1186/s42155-020-00153-y.

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Perguntas Frequentes

Por que HBPM melhora a coagulopatia das malformações venosas extensas?
Malformações venosas extensas causam depleção contínua de fibrinogênio e fator XIII pelo fluxo lento que forma microcoágulos permanentemente dentro do saco venoso. A HBPM em baixa dose diária quebra esse ciclo ao evitar a formação de novos microcoágulos — paradoxalmente melhorando os níveis de fibrinogênio ao reduzir seu consumo. Aspirina não tem efeito nessa coagulopatia pois o mecanismo não é plaquetário. É fundamental informar cirurgiões sobre essa coagulopatia antes de qualquer procedimento.
Por que não usar oxigênio suplementar de rotina durante escleroterapia com bleomicina?
A bleomicina pode causar fibrose pulmonar — e o oxigênio suplementar aumenta significativamente esse risco. Estudos de oncologia demonstram que mesmo oxigênio a 28–30% pode desencadear toxicidade pulmonar em pacientes que receberam bleomicina. O protocolo correto é: monitorar a saturação, usar suporte apenas se clinicamente necessário, e preferir ar ambiente sempre que possível. A dose máxima vitalícia deve ser rigorosamente monitorada (2.000–3.000 UI/kg, máx 80.000–100.000 UI).
Qual é a diferença prática entre ML macrocística e microcística?
ML macrocística: cistos ≥2cm com paredes finas claramente visíveis ao US — são mais fáceis de tratar com escleroterapia percutânea. Primeira linha: doxiciclina (drenar o cisto até quase-seco antes da instilação). ML microcística: cistos <2cm confluentes formando uma massa sólida — notoriamente difíceis de tratar. Bleomicina é o melhor agente disponível, banhar toda a lesão visando o estroma sólido. Muitos pacientes requerem série de procedimentos e resposta parcial é comum.

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Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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