Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
SVS 2026 — F1

BTAI: Classificação Graus I-IV, Epidemiologia e Algoritmo SVS CPG 2.0

BTAI: complicação potencialmente fatal de trauma maior. Classificação SVS: Grau I (lesão intimal), Grau II (hematoma intramural), Grau III (pseudoaneurisma), Grau IV (ruptura). Algoritmo SVS CPG 2.0: MAI → NOM; Grau III estável → TEVAR >24h; Grau III instável → urgente <24h; Grau IV → emergência. SVS Focused Update 2026.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 23 de junho de 20268 min de leitura

Resposta direta: BTAI: desaceleração por trauma maior — 30-50% com TCE ou lesão de órgão sólido. Graus I-II (MAI): NOM definitivo. Grau III estável: TEVAR diferido >24h (mudança de 2011). Grau III instável: TEVAR urgente <24h. Grau IV: emergência. GRADE 1A-2C. Revisão sistemática até abril de 2024; 7 PICOs; 13 recomendações.

O BTAI (Blunt Thoracic Aortic Injury) é uma complicação potencialmente fatal do trauma maior. O SVS Focused Update 2026 responde 7 questões PICO com 13 recomendações GRADE, atualizando a diretriz de 2011 com evidências até abril de 2024.

Infográfico SVS 2026 — BTAI: Classificação Graus I-IV, Epidemiologia e Algoritmo SVS CPG 2.0

Epidemiologia e Mecanismo

  • • Mecanismo: desaceleração rápida — acidente de veículo motor, queda de altura, atropelamento
  • • BTAI isolado: extremamente raro — a regra é a presença de lesões associadas
  • 30-50% têm TCE ou lesão de órgão sólido (SOI) concomitante
  • • 28% têm TCE simultâneo (Trauma Quality Improvement Program)
  • • Equipe colaborativa: trauma + cirurgia vascular + neurocirurgia = obrigatória

Classificação SVS em 4 Graus

GrauLesãoAchado AnatômicoGrupo
ILesão IntimalRuptura da íntima — contorno externo preservadoMAI
IIHematoma IntramuralSangramento na média — sem extravasamento externoMAI
IIIPseudoaneurismaDilatação contida pelo adventício — contorno externo anormal
IVRupturaExtravasamento de contraste — emergência absoluta

Algoritmo SVS CPG 2.0

GRAU I

NOM Definitivo (1C)

Sem imagem de seguimento de rotina (2C). >93% resolvem espontaneamente.

GRAU II

NOM + CTA em 1-3 meses (2C)

Ao menos uma CTA de seguimento para assegurar resolução.

GRAU III estável

TEVAR Diferido >24h (2C)

Tempo para manejo de lesões associadas. TEVAR precoce <24h associado a maior mortalidade global.

GRAU III instável

TEVAR Urgente <24h (1B)

Quando BTAI é a causa específica da instabilidade hemodinâmica.

GRAU IV

TEVAR Emergência (1C)

Reparo emergente mesmo na presença de lesões concomitantes.

SVS Focused Update 2026 — Referência

DuBose JJ, Kundi R, Curi MA, Eagleton M et al. J Vasc Surg 2026;83:1281–90. 7 questões PICO, 13 recomendações GRADE, revisão sistemática até abril de 2024.

Olá! Vi o artigo sobre classificação e algoritmo do trauma aórtico torácico contuso (SVS 2026) e gostaria de discutir um caso com cirurgião vascular.

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Perguntas Frequentes

O que diferencia os 4 graus do BTAI na classificação SVS?
A classificação SVS do BTAI tem 4 graus baseados na extensão anatômica da lesão aórtica: Grau I (Lesão Intimal) — ruptura apenas da íntima, sem alteração do contorno externo aórtico; Grau II (Hematoma Intramural) — sangramento dentro da média sem extravasamento; os Graus I e II são denominados MAI (Minimal Aortic Injuries). Grau III (Pseudoaneurisma) — dilatação contida pelo adventício, com contorno externo anormal. Grau IV (Ruptura) — extravasamento de contraste, emergência absoluta. Cada grau tem manejo distinto no algoritmo SVS CPG 2.0.
Qual o algoritmo SVS 2026 para manejo do BTAI?
O Algoritmo SVS CPG 2.0 estratifica por grau: Grau I → NOM definitivo, sem imagem de seguimento de rotina. Grau II → NOM + CTA de seguimento em 1-3 meses. Grau III estável hemodinamicamente → TEVAR diferido (>24h) para manejo de lesões associadas. Grau III instável, com BTAI como causa da instabilidade → TEVAR urgente (<24h). Grau IV → TEVAR emergência. A principal mudança do focused update 2026 em relação à diretriz 2011 é a recomendação de TEVAR diferido (e não urgente) para o Grau III estável.
Quais lesões associadas são mais frequentes no BTAI?
30-50% dos pacientes com BTAI apresentam traumatismo cranioencefálico (TCE) ou lesão de órgão sólido (SOI) concomitantes. Dados do Trauma Quality Improvement Program mostram TCE simultâneo em 28% dos casos. A combinação BTAI + TCE implica maior mortalidade, mais choque grave e piores escores neurológicos. Outras lesões associadas incluem fratura pélvica. O manejo ideal exige equipe colaborativa composta por trauma, cirurgia vascular e neurocirurgia, pois o tratamento ótimo de uma lesão pode conflitar com o da outra.

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Este conteúdo é voltado para profissionais de saúde. Para encaminhamento de paciente, segunda opinião ou discussão de conduta com o Dr. Maurício, entre em contato direto pelo WhatsApp.

Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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