BTAI: Lesões Mínimas Aórticas (MAI, Graus I-II) e Timing do TEVAR no Grau III
PICO 1: MAI (Graus I-II) — NOM definitivo (1C). ATF Registry: maior mortalidade aórtica com TEVAR nos MAIs. Grau I: >93% resolvem, sem CTA de rotina. Grau II: CTA em 1-3 meses. PICO 2: Grau III estável → TEVAR diferido >24h (2C); instável → urgente <24h (1B). SVS Focused Update 2026.
Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295
Resposta direta: MAI (Graus I-II): NOM definitivo (1C) — ATF Registry: maior mortalidade aórtica com TEVAR nos MAIs. Grau I: sem CTA de rotina. Grau II: CTA 1-3 meses. Grau III estável: TEVAR diferido >24h (2C) — precoce associado a maior mortalidade global. Grau III instável (BTAI como causa): TEVAR urgente <24h (1B). Alto risco: hemotórax, lactato >4, ratio >1,4.
Duas perguntas fundamentais do SVS 2026: os Graus I e II realmente não precisam de TEVAR? E quando operar o Grau III — antes ou depois de 24 horas? A evidência do ATF Registry muda o paradigma.

PICO 1 — MAI (Graus I e II): NOM Definitivo (1C)
Grau I — Lesão Intimal
- • NOM definitivo recomendado (1C)
- • Sem imagem de seguimento de rotina (2C)
- • >93% resolvem espontaneamente
- • Mediana de resolução: 39 dias (Sandhu)
- • 85% dos que pioram inicialmente ainda resolvem
Grau II — Hematoma Intramural
- • NOM definitivo recomendado (1C)
- • CTA de seguimento em 1-3 meses (2C)
- • 43% resolvem na primeira CTA (mediana 2 dias)
- • 64% resolvidos na mediana de 28 dias
- • 69% resolvidos à CTA final (mediana 261 dias)
ATF Registry 2016-2021 — Dado crítico
Sem diferença de mortalidade aórtica entre NOM e TEVAR nos MAIs. Maior mortalidade aórtica encontrada com TEVAR nos MAIs — evidência que sustenta o NOM definitivo.
PICO 2 — Timing do TEVAR no Grau III (Pseudoaneurisma)
Grau III ESTÁVEL — TEVAR Diferido >24h (2C)
- • TEVAR precoce (<24h) associado a maior mortalidade GLOBAL em Grau III
- • Sem diferença em mortalidade AÓRTICA entre early e late TEVAR
- • Tempo adicional: manejo de lesões associadas ameaçadoras à vida
- • Anti-impulse (PAS <120 mmHg) como medida estabilizadora enquanto aguarda
Grau III INSTÁVEL — TEVAR Urgente <24h (1B)
- • Quando BTAI é a causa ESPECÍFICA da instabilidade hemodinâmica
- • TEVAR emergente se instabilidade extrema
Características de Alto Risco no Grau III (Possível Intervenção Precoce)
- • Hemotórax ou hematoma mediastinal
- • Coarctação aórtica associada
- • Razão diâmetro da lesão/diâmetro aórtico normal >1,4
- • Lactato de admissão >4 mMol/L
Olá! Vi o artigo sobre lesões mínimas aórticas e timing do TEVAR no BTAI (SVS 2026) e gostaria de discutir um caso com cirurgião vascular.
Dr. Maurício Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular em MaringáCRM-PR 21589 · Atendimento com hora marcada
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Perguntas Frequentes
Por que as lesões mínimas aórticas (MAI, Graus I-II) não precisam de TEVAR?
Por que o TEVAR diferido (>24h) é preferível ao urgente no Grau III estável?
Quais características de alto risco podem justificar TEVAR mais precoce no Grau III?
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