DAOP: Isquemia Crítica — Cirurgia Convencional, Substitutos Arteriais e Estudo BASIL
Bypass com veia autóloga: perviedade primária 70,7% e secundária 77,7% em 5 anos (nível A). Veia safena: padrão-ouro. Sem veia: Dacron ou PTFE na femoropoplítea — resultados similares em 5 anos. BASIL trial: endovascular menos complicações a curto prazo; bypass com HR de amputação 0,37 a médio-longo prazo. Diretriz SBACV 2015.
Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295
Resposta direta: Bypass com veia autóloga: perviedade primária 70,7% e secundária 77,7% em 5 anos (nível A). Veia safena: padrão-ouro. Sem veia: Dacron = PTFE na femoropoplítea (5 anos). PTFE anelado: melhora perviedade transgenicular (nível A). BASIL: endovascular menos complicações a curto prazo; bypass com HR 0,37 para amputação e HR 0,34 para morte a médio-longo prazo.
O bypass cirúrgico com veia autóloga permanece o padrão-ouro para a isquemia crítica de longa duração. Mas quando e por que preferir cirurgia sobre endovascular? O estudo BASIL responde essa pergunta com dados prospectivos e randomizados.

Bypass com Veia Autóloga (Nível A)
Revascularização distal com veia autóloga para isquemia crítica grave
70,7%
Perviedade primária em 5 anos
77,7%
Perviedade secundária em 5 anos
- • Lesões infrapoplíteas TASC A-C: resultados similares entre endovascular e cirurgia
- • Lesões extensas TASC D (2000): cirurgia aberta SUPERIOR em perviedade secundária e salvamento (nível B)
- • Angioplastia: menos complicações e hospitalização imediata
- • Cirurgia: benefício em mortalidade a longo prazo (nível A)
Substitutos Arteriais
| Substituto | Posição | Resultado | Nível |
|---|---|---|---|
| Veia safena magna | Infragenicular | PADRÃO-OURO — melhor opção | A |
| Veias do braço | Infragenicular | Inferiores à safena; superiores aos sintéticos | A |
| Dacron | Femoropoplítea | 49,2% perviedade em 5 anos — similar ao PTFE | B |
| PTFE liso | Femoropoplítea | 38,4% perviedade em 5 anos — similar ao Dacron | B |
| PTFE anelado | Transgenicular | Melhora perviedade primária vs PTFE liso | A |
Ramos inframaleolares e perigeniculares: revascularização com bons resultados de salvamento de membro — não limitar a revascularização às artérias de perna clássicas (nível B).
Estudo BASIL — Bypass vs Endovascular
BASIL (Bypass versus Angioplasty in Severe Ischaemia of the Leg, 2005) — multicêntrico, randomizado, prospectivo
| Período | Endovascular | Bypass |
|---|---|---|
| ≤12 meses | Menos complicações + menores custos | Menos reintervenções para perviedade |
| 36 meses (sobrevida livre de amputação) | 52% | 57% |
| >2 anos (risco acumulado) | Referência | HR amputação 0,37 [0,17-0,77] HR morte 0,34 [0,17-0,71] |
Limitações do BASIL
- • Tecnologia endovascular limitada pelos padrões atuais — não contempla stents farmacológicos
- • Sem dados de perviedade primária e secundária por grupo
- • Sem subanálises por segmento anatômico
Conclusão — Abordagem Individualizada
Endovascular: preferível para redução de complicações imediatas e em pacientes com alta comorbidade. Bypass com veia autóloga: preferível em pacientes com perspectiva de vida longa e sem veia autóloga disponível como alternativa adequada.
Olá! Vi o artigo sobre cirurgia e bypass na isquemia crítica (SBACV 2015) e gostaria de agendar uma avaliação vascular especializada.
Dr. Maurício Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular em MaringáCRM-PR 21589 · Atendimento com hora marcada
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Perguntas Frequentes
Quais são os resultados do bypass com veia autóloga na isquemia crítica?
Quando usar Dacron ou PTFE no bypass para isquemia crítica?
O que o estudo BASIL mostrou sobre endovascular vs cirurgia na isquemia crítica?
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