Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
SBACV 2015 — G5

DAOP: Isquemia Crítica — Cirurgia Convencional, Substitutos Arteriais e Estudo BASIL

Bypass com veia autóloga: perviedade primária 70,7% e secundária 77,7% em 5 anos (nível A). Veia safena: padrão-ouro. Sem veia: Dacron ou PTFE na femoropoplítea — resultados similares em 5 anos. BASIL trial: endovascular menos complicações a curto prazo; bypass com HR de amputação 0,37 a médio-longo prazo. Diretriz SBACV 2015.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 23 de junho de 202610 min de leitura

Resposta direta: Bypass com veia autóloga: perviedade primária 70,7% e secundária 77,7% em 5 anos (nível A). Veia safena: padrão-ouro. Sem veia: Dacron = PTFE na femoropoplítea (5 anos). PTFE anelado: melhora perviedade transgenicular (nível A). BASIL: endovascular menos complicações a curto prazo; bypass com HR 0,37 para amputação e HR 0,34 para morte a médio-longo prazo.

O bypass cirúrgico com veia autóloga permanece o padrão-ouro para a isquemia crítica de longa duração. Mas quando e por que preferir cirurgia sobre endovascular? O estudo BASIL responde essa pergunta com dados prospectivos e randomizados.

Infográfico SBACV 2015 — DAOP: Isquemia Crítica — Cirurgia, Substitutos e BASIL

Bypass com Veia Autóloga (Nível A)

Revascularização distal com veia autóloga para isquemia crítica grave

70,7%

Perviedade primária em 5 anos

77,7%

Perviedade secundária em 5 anos

  • • Lesões infrapoplíteas TASC A-C: resultados similares entre endovascular e cirurgia
  • • Lesões extensas TASC D (2000): cirurgia aberta SUPERIOR em perviedade secundária e salvamento (nível B)
  • • Angioplastia: menos complicações e hospitalização imediata
  • • Cirurgia: benefício em mortalidade a longo prazo (nível A)

Substitutos Arteriais

SubstitutoPosiçãoResultadoNível
Veia safena magnaInfragenicularPADRÃO-OURO — melhor opçãoA
Veias do braçoInfragenicularInferiores à safena; superiores aos sintéticosA
DacronFemoropoplítea49,2% perviedade em 5 anos — similar ao PTFEB
PTFE lisoFemoropoplítea38,4% perviedade em 5 anos — similar ao DacronB
PTFE aneladoTransgenicularMelhora perviedade primária vs PTFE lisoA

Ramos inframaleolares e perigeniculares: revascularização com bons resultados de salvamento de membro — não limitar a revascularização às artérias de perna clássicas (nível B).

Estudo BASIL — Bypass vs Endovascular

BASIL (Bypass versus Angioplasty in Severe Ischaemia of the Leg, 2005) — multicêntrico, randomizado, prospectivo

PeríodoEndovascularBypass
≤12 mesesMenos complicações + menores custosMenos reintervenções para perviedade
36 meses (sobrevida livre de amputação)52%57%
>2 anos (risco acumulado)ReferênciaHR amputação 0,37 [0,17-0,77]
HR morte 0,34 [0,17-0,71]

Limitações do BASIL

  • • Tecnologia endovascular limitada pelos padrões atuais — não contempla stents farmacológicos
  • • Sem dados de perviedade primária e secundária por grupo
  • • Sem subanálises por segmento anatômico

Conclusão — Abordagem Individualizada

Endovascular: preferível para redução de complicações imediatas e em pacientes com alta comorbidade. Bypass com veia autóloga: preferível em pacientes com perspectiva de vida longa e sem veia autóloga disponível como alternativa adequada.

Olá! Vi o artigo sobre cirurgia e bypass na isquemia crítica (SBACV 2015) e gostaria de agendar uma avaliação vascular especializada.

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Perguntas Frequentes

Quais são os resultados do bypass com veia autóloga na isquemia crítica?
A revascularização distal com veia autóloga para isquemia crítica grave apresenta: perviedade primária de 70,7% e perviedade secundária de 77,7% em 5 anos (nível A). Lesões infrapoplíteas: angioplastia percutânea e cirurgia aberta têm resultados similares, EXCETO nas lesões extensas TASC D (2000), onde a cirurgia aberta é superior em perviedade secundária e salvamento de membro (nível B). A veia safena magna é o padrão-ouro para revascularizações infrageniculares.
Quando usar Dacron ou PTFE no bypass para isquemia crítica?
Quando a veia autóloga não está disponível: na posição femoropoplítea, Dacron e PTFE têm resultados similares em perviedade em 5 anos (49,2% vs 38,4% — nível B). Acima do joelho: Dacron tem pequeno benefício sobre PTFE em perviedade primária a longo prazo. Derivações que cruzam a linha genicular: PTFE com arcabouço externo anelado melhora perviedade primária versus PTFE sem arcabouço (nível A). Veias do braço: inferiores à safena mas superiores aos sintéticos nas revascularizações infrageniculares (nível A).
O que o estudo BASIL mostrou sobre endovascular vs cirurgia na isquemia crítica?
O BASIL (Bypass versus Angioplasty in Severe Ischaemia of the Leg, 2005) — multicêntrico, randomizado, prospectivo — demonstrou: A curto prazo (≤12 meses): endovascular com menos complicações e menores custos; cirurgia com menos reintervenções para perviedade. Sobrevida livre de amputação em 36 meses: 57% (cirurgia) vs 52% (endovascular) — semelhantes. A médio-longo prazo (>2 anos): cirurgia com MENOR risco acumulado de amputação (HR 0,37 [0,17-0,77]) e morte (HR 0,34 [0,17-0,71]) — favorece bypass. Limitação: tecnologia endovascular defasada pelos padrões atuais.

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Este conteúdo é voltado para profissionais de saúde. Para encaminhamento de paciente, segunda opinião ou discussão de conduta com o Dr. Maurício, entre em contato direto pelo WhatsApp.

Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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