DAOP: Isquemia Crítica — Terapia Endovascular por Segmento e Dispositivos Farmacológicos
Objetivo: melhora da dor, cicatrização de úlceras, prevenção da amputação. Endovascular superior à cirurgia em 6-12 meses (Jones 2014 — nível A). Aortoilíaco TASC C-D: stent primário (nível A). Femoropoplíteo: paclitaxel 83,1% vs 32,8% perviedade. Infrapoplíteo: salvamento 82,4% em 36 meses. Diretriz SBACV 2015.
Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295
Resposta direta: Isquemia crítica: endovascular superior à cirurgia em 6-12 meses em mortalidade e amputação (Jones 2014 — nível A). >12 meses: sem diferença. Aortoilíaco TASC C-D: stent primário (nível A). Femoropoplíteo: paclitaxel 83,1% vs 32,8% perviedade (12 meses). Infrapoplíteo: salvamento 82,4% em 36 meses. Angioplastia subintimal: 80-90% sucesso técnico.
A isquemia crítica tem prioridades claras: salvar o membro, cicatrizar úlceras, aliviar a dor e melhorar a sobrevida. A terapia endovascular mostrou vantagens a curto prazo — mas os resultados variam dramaticamente por segmento e dispositivo.

Endovascular vs Cirurgia na Isquemia Crítica
Revisão Sistemática Jones 2014 (22 estudos + 1 ECR — 12.779 pacientes) — Nível A
| Período | Endovascular | Cirurgia |
|---|---|---|
| 6-12 meses | Superior em mortalidade, amputação e sobrevida livre de amputação | Mais reintervenções para perviedade |
| >12 meses | Sem diferença significativa | Sem diferença significativa |
Antiagregantes pós-bypass infrainguinal com aspirina: contribui para perviedade (nível A).
Segmento Aortoilíaco (Nível A)
Lesões TASC C e D: angioplastia percutânea com stent primário
Desfechos aceitáveis a curto e longo prazo (metanálise 2011 — nível A). Stent primário preferível ao balão em anatomia complexa.
Segmento Femoropoplíteo — Stents Farmacológicos
| Dispositivo | Perviedade 12m | Perviedade 24m | Nível |
|---|---|---|---|
| Stent com PACLITAXEL | 83,1% | 74,8% | B |
| Angioplastia + stent eventual | 32,8% | 26,5% | B |
| Sirolimus (SIROCCO I e II) | Sem diferença | Sem diferença | — |
| Everolimus (STRIDES) | Sem diferença | Sem diferença | — |
Balão farmacológico com paclitaxel: menor reintervenção (6,6% vs 33,3% em 6 meses — Werk e cols.). Metanálise Cassese (4 ECRs): reintervenção 12,2% vs 27,7% (P<0,0001).
Segmento Infrapoplíteo (Nível B)
Metanálise Romiti — 30 estudos de angioplastia infrapoplítea
- • Perviedade secundária: 62,9 ± 11,0%
- • Salvamento de membro: 82,4 ± 3,4% em 36 meses (nível B)
Angioplastia Subintimal
- • 3 revisões sistemáticas: sucesso técnico 80-90% (lesões femorais)
- • Perviedade primária 12 meses: 50-70%
- • BASIL subanálise: sem diferenças vs endoluminal (nível B)
Olá! Vi o artigo sobre tratamento endovascular da isquemia crítica (SBACV 2015) e gostaria de agendar uma avaliação vascular especializada.
Dr. Maurício Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular em MaringáCRM-PR 21589 · Atendimento com hora marcada
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Perguntas Frequentes
Endovascular ou cirurgia para isquemia crítica de membros inferiores?
Qual a vantagem dos stents com paclitaxel no segmento femoropoplíteo?
Qual é o resultado da angioplastia infrapoplítea na isquemia crítica?
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