Isquemia Mesentérica Aguda: Tratamento — ESVS 2025 (Recs 34–41)
Endovascular como 1ª linha (Rec 37, Classe IIa LoE B), revascularização antes da ressecção (Rec 35), ROMS com 90% de sucesso técnico, verde de indocianina para viabilidade intestinal e antibióticos em TODOS os pacientes com AMI (Rec 41, Classe I — nova em 2025).
Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295
Resposta direta: AMI: endovascular como 1ª linha em oclusão tromboembólica da AMS (Rec 37, Classe IIa LoE B). Mortalidade endovascular 15–39% vs cirurgia aberta 33–50% (RR 0,68; IC 0,59–0,79). ROMS quando percutâneo impossível: sucesso técnico ~90%, sobrevida 1 ano 70,1% (Rec 38). Antibióticos em TODOS os pacientes com AMI — Rec 41, Classe I (Changed de IIa para I em 2025). Revascularização ANTES da ressecção intestinal (Rec 35, Classe IIa).
O tratamento da isquemia mesentérica aguda (AMI) exige a integração de revascularização precoce, avaliação da viabilidade intestinal e suporte intensivo — idealmente em sala híbrida 24/7. As Recomendações 34–41 da ESVS 2025 consolidam o endovascular como estratégia preferida (quando tecnicamente possível), estabelecem o papel do ROMS e — numa mudança significativa — elevam os antibióticos de IIa para Classe I em todos os pacientes com AMI.

Assista: AMI Tratamento — ESVS 2025 (J4)
Recomendações 34–41 — Tabela Completa
| Rec | Classe | LoE | Recomendação |
|---|---|---|---|
| 34 | I | C | Tratar AMI em centros 24/7 com expertise endovascular E cirurgia aberta (New) |
| 35 | IIa | C | Revascularização deve preceder a ressecção intestinal quando tecnicamente possível (Changed) |
| 36 | IIa | C | Controle de conclusão com angiografia, DUS ou Doppler intraoperatório após revascularização cirúrgica aberta |
| 37 | IIa | B | Revascularização endovascular como 1ª linha na oclusão tromboembólica da AMS (Unchanged) |
| 38 | IIb | C | ROMS (stenting mesentérico aberto retrógrado) quando stenting percutâneo não é possível (Changed) |
| 39 | IIb | C | Verde de indocianina com fluorescência (ICGFI) para avaliação objetiva de viabilidade intestinal (New) |
| 40 | IIa | C | Ressecção sem anastomose primária em segmentos de viabilidade duvidosa + laparotomia de segundo olhar (24–48h) (Changed) |
| 41 | I | C | Antibioticoterapia de amplo espectro recomendada em TODOS os pacientes com AMI (Changed — de Classe IIa para Classe I) |
Resultados Comparativos: Endovascular vs Cirurgia Aberta
| Desfecho | Endovascular | Cirurgia Aberta | RR (IC 95%) |
|---|---|---|---|
| Mortalidade 30 dias | 15–39% | 33–50% | 0,68 (0,59–0,79) |
| Ressecção intestinal | 14–28% | 33–63% | 0,64 (0,45–0,91) |
| Sucesso técnico ROMS | ~90% | N/A | Série multicêntrica |
5 Princípios do Tratamento da AMI — ESVS 2025
- Centro especializado 24/7 com sala híbrida (Rec 34, Classe I — New)
- Revascularizar antes de ressecar — a reperfusão pode salvar intestino borderline (Rec 35)
- Endovascular first em oclusão tromboembólica (Rec 37, Classe IIa LoE B)
- Damage control em instabilidade — ressecção sem anastomose + second-look 24–48h (Rec 40)
- Antibióticos em TODOS os pacientes com AMI — Classe I (Rec 41, Changed de IIa)
Ref: Koelemay MJ et al. ESVS 2025 Clinical Practice Guidelines on the Management of Diseases of the Mesenteric and Renal Arteries and Veins. EJVES 2025;70:153–218. DOI: 10.1016/j.ejvs.2025.06.010.
Ref: Koelemay MJ et al. ESVS 2025 Clinical Practice Guidelines on the Management of Diseases of the Mesenteric and Renal Arteries and Veins. EJVES 2025;70:153–218.
Perguntas Frequentes
Qual é a estratégia de revascularização preferida na isquemia mesentérica aguda?
O que é o stenting mesentérico aberto retrógrado (ROMS) e quando ele é utilizado?
Como é feita a avaliação da viabilidade intestinal durante cirurgia por isquemia mesentérica aguda?
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