Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
ESVS 2025 — J4

Isquemia Mesentérica Aguda: Tratamento — ESVS 2025 (Recs 34–41)

Endovascular como 1ª linha (Rec 37, Classe IIa LoE B), revascularização antes da ressecção (Rec 35), ROMS com 90% de sucesso técnico, verde de indocianina para viabilidade intestinal e antibióticos em TODOS os pacientes com AMI (Rec 41, Classe I — nova em 2025).

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 19 de junho de 202612 min de leitura

Resposta direta: AMI: endovascular como 1ª linha em oclusão tromboembólica da AMS (Rec 37, Classe IIa LoE B). Mortalidade endovascular 15–39% vs cirurgia aberta 33–50% (RR 0,68; IC 0,59–0,79). ROMS quando percutâneo impossível: sucesso técnico ~90%, sobrevida 1 ano 70,1% (Rec 38). Antibióticos em TODOS os pacientes com AMI — Rec 41, Classe I (Changed de IIa para I em 2025). Revascularização ANTES da ressecção intestinal (Rec 35, Classe IIa).

O tratamento da isquemia mesentérica aguda (AMI) exige a integração de revascularização precoce, avaliação da viabilidade intestinal e suporte intensivo — idealmente em sala híbrida 24/7. As Recomendações 34–41 da ESVS 2025 consolidam o endovascular como estratégia preferida (quando tecnicamente possível), estabelecem o papel do ROMS e — numa mudança significativa — elevam os antibióticos de IIa para Classe I em todos os pacientes com AMI.

Infográfico: Tratamento da Isquemia Mesentérica Aguda ESVS 2025. Fluxograma endovascular vs cirurgia aberta, ROMS, viabilidade intestinal com ICGFI, antibióticos em todos. Recs 34-41.
Fluxograma de tratamento da AMI — ESVS 2025 (Recs 34–41). Endovascular first com inspeção intestinal simultânea em sala híbrida.

Assista: AMI Tratamento — ESVS 2025 (J4)

Recomendações 34–41 — Tabela Completa

RecClasseLoERecomendação
34ICTratar AMI em centros 24/7 com expertise endovascular E cirurgia aberta (New)
35IIaCRevascularização deve preceder a ressecção intestinal quando tecnicamente possível (Changed)
36IIaCControle de conclusão com angiografia, DUS ou Doppler intraoperatório após revascularização cirúrgica aberta
37IIaBRevascularização endovascular como 1ª linha na oclusão tromboembólica da AMS (Unchanged)
38IIbCROMS (stenting mesentérico aberto retrógrado) quando stenting percutâneo não é possível (Changed)
39IIbCVerde de indocianina com fluorescência (ICGFI) para avaliação objetiva de viabilidade intestinal (New)
40IIaCRessecção sem anastomose primária em segmentos de viabilidade duvidosa + laparotomia de segundo olhar (24–48h) (Changed)
41ICAntibioticoterapia de amplo espectro recomendada em TODOS os pacientes com AMI (Changed — de Classe IIa para Classe I)

Resultados Comparativos: Endovascular vs Cirurgia Aberta

DesfechoEndovascularCirurgia AbertaRR (IC 95%)
Mortalidade 30 dias15–39%33–50%0,68 (0,59–0,79)
Ressecção intestinal14–28%33–63%0,64 (0,45–0,91)
Sucesso técnico ROMS~90%N/ASérie multicêntrica

5 Princípios do Tratamento da AMI — ESVS 2025

  1. Centro especializado 24/7 com sala híbrida (Rec 34, Classe I — New)
  2. Revascularizar antes de ressecar — a reperfusão pode salvar intestino borderline (Rec 35)
  3. Endovascular first em oclusão tromboembólica (Rec 37, Classe IIa LoE B)
  4. Damage control em instabilidade — ressecção sem anastomose + second-look 24–48h (Rec 40)
  5. Antibióticos em TODOS os pacientes com AMI — Classe I (Rec 41, Changed de IIa)

Ref: Koelemay MJ et al. ESVS 2025 Clinical Practice Guidelines on the Management of Diseases of the Mesenteric and Renal Arteries and Veins. EJVES 2025;70:153–218. DOI: 10.1016/j.ejvs.2025.06.010.

Ref: Koelemay MJ et al. ESVS 2025 Clinical Practice Guidelines on the Management of Diseases of the Mesenteric and Renal Arteries and Veins. EJVES 2025;70:153–218.

Perguntas Frequentes

Qual é a estratégia de revascularização preferida na isquemia mesentérica aguda?
A revascularização endovascular é a 1ª linha para oclusão tromboembólica da AMS — Recomendação 37 (Classe IIa, Nível B — ESVS 2025), corroborada pelo estudo AMESI (231 pacientes com AMI arterial). A mortalidade a 30 dias com endovascular é 15–39% vs 33–50% com cirurgia aberta (RR 0,68; IC 0,59–0,79), com menor taxa de ressecção intestinal (RR 0,64; IC 0,45–0,91). A Recomendação 34 (Classe I — Nova em 2025) exige que o tratamento seja feito em centros 24/7 com capacidade endovascular E cirúrgica aberta. A Recomendação 35 (Classe IIa) estabelece que a revascularização deve preceder a ressecção intestinal quando tecnicamente possível — a reperfusão pode salvar segmentos intestinais que pareciam não-viáveis antes do fluxo ser restaurado. Em casos com peritonite franca e necessidade de laparotomia urgente, o acesso à sala híbrida ou abordagem cirúrgica aberta torna-se obrigatório.
O que é o stenting mesentérico aberto retrógrado (ROMS) e quando ele é utilizado?
ROMS (Retrograde Open Mesenteric Stenting) é uma técnica híbrida indicada quando o stenting percutâneo anterógrado não é possível — Recomendação 38 (Classe IIb, Changed em 2025). Na técnica: laparotomia para exposição da AMS distal + punção direta da AMS + fio-guia retrógrado passado até a aorta + stenting da lesão ostial da AMS de forma retrógrada, sem necessidade de clampeamento aórtico. Séries multicêntricas mostram sucesso técnico de aproximadamente 90%, sobrevida em 1 ano de 70,1% e patência assistida primária de 84,5%. A vantagem do ROMS é combinar a inspeção direta do intestino (necessária mesmo quando a revascularização é endovascular) com a revascularização minimamente invasiva, evitando a morbimortalidade do bypass mesentérico em contexto de emergência.
Como é feita a avaliação da viabilidade intestinal durante cirurgia por isquemia mesentérica aguda?
A avaliação de viabilidade intestinal após revascularização pode ser feita por avaliação visual macroscópica (cor, peristaltismo, turgor — método mais usado, disponível em todos os centros), Doppler intraoperatório ou pelo verde de indocianina com fluorescência (ICGFI). A ESVS 2025 incluiu o ICGFI como opção (Rec 39, Classe IIb — Nova): o corante é injetado IV e captado pelo tecido viable, gerando fluorescência verde detectável por câmera específica. Permite avaliação quantitativa e objetiva da microcirculação intestinal, com sensibilidade maior que a avaliação visual. Atualmente utilizado em apenas 7% dos centros por limitação de acesso ao equipamento. A Recomendação 40 (Classe IIa) orienta que segmentos de viabilidade incerta não sejam anastomosados primariamente — estratégia damage control com ressecção + bolsas de Hartmann + laparotomia de segundo olhar (second-look) em 24–48h, quando o quadro hemodinâmico for reavaliado e a reperfusão puder reverter isquemia borderline.

Quer uma segunda opinião?

Este conteúdo é voltado para profissionais de saúde. Para encaminhamento de paciente, segunda opinião ou discussão de conduta com o Dr. Maurício, entre em contato direto pelo WhatsApp.

Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

Leia também

Tem dúvidas? Agende uma avaliação vascular

Agendar pelo WhatsApp