Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
ESVS 2025 — J5

NOMI e Trombose Venosa Mesentérica — ESVS 2025 (Recs 42–56)

NOMI: mortalidade 58,4%, laparotomia descompressiva urgente na síndrome compartimental (Rec 44, Classe I). MVT: JAK2 V617F em 32,7% dos casos; HBPM como 1ª linha; DOACs como alternativa (nova Rec 53); anticoagulação indefinida em MVT idiopática (Rec 56, Classe I).

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 19 de junho de 202613 min de leitura

Resposta direta: NOMI: 13,2% dos AMI; mortalidade 58,4%; laparotomia descompressiva urgente na SCA (Rec 44, Classe I). MVT: JAK2 V617F em 32,7% — investigar em todos (Rec 46, Classe I LoE B). HBPM 1ª linha (Rec 50, Classe I LoE B) → VKA 3–6 meses (Rec 52) ou DOAC alternativa (Rec 53, Classe IIb — New). Anticoagulação indefinida em MVT idiopática ou com fatores permanentes (Rec 56, Classe I).

O Capítulo 6 (NOMI, Recs 42–45) e o Capítulo 7 (MVT, Recs 46–56) da ESVS 2025 abordam as formas mais raras de isquemia intestinal — mas não menos letais. A NOMI tem mortalidade de 58,4% e a MVT, embora mais benigna, tem alta taxa de recorrência e de neoplasia subjacente. A principal novidade das diretrizes 2025 para a MVT é a inclusão dos DOACs como alternativa ao VKA — uma mudança aguardada há anos pela comunidade vascular.

Infográfico: NOMI e Trombose Venosa Mesentérica — ESVS 2025. Causas NOMI, laparotomia descompressiva, JAK2 em 32,7% MVT, algoritmo anticoagulação, DOACs como alternativa. Recs 42-56.
NOMI e MVT — ESVS 2025 (Recs 42–56). Destaque: JAK2 V617F em 32,7% dos casos de MVT e DOACs como nova alternativa ao VKA.

Assista: NOMI e MVT — ESVS 2025 (J5)

Parte 1 — NOMI: Isquemia Mesentérica Não-Oclusiva (Recs 42–45)

RecClasseLoERecomendação NOMI
42IIIbCBiomarcador único NÃO recomendado para excluir NOMI (Changed)
43IIaCSuspeitar NOMI se CTA bifásica ≤1mm mostrar sinais intestinais de isquemia sem oclusão vascular na AMS (New)
44ICLaparotomia descompressiva urgente na NOMI com síndrome compartimental abdominal (SCA) (Changed)
45IIbCVasodilatadores intra-arteriais (papaverina 30–60mg/h ou prostaglandina E1) na AMS, sob heparinização sistêmica, em NOMI sem SCA (New)

Parte 2 — MVT: Trombose Venosa Mesentérica (Recs 46–56)

Investigação Etiológica Obrigatória na MVT (Rec 46, Classe I LoE B)

JAK2 V617F
32,7% dos casos
Neoplasia oculta
27,8% dos casos
Cirrose
28,8% dos casos
DPI / Pancreatite
15–20%
CMV / SARS-CoV-2
Investigar em jovens
SAF
Em recorrente + perda fetal (Rec 47)
RecClasseLoERecomendação MVT
49ICCTA bifásica com fase portal (± não-contrastada) na suspeita de MVT (Changed)
50IBHBPM ou HNF como 1ª linha na MVT aguda sem peritonite (Unchanged)
51IIbCTrombólise endovenosa + trombectomia mecânica em deterioração clínica sob anticoagulação adequada (New)
52IBVKA por 3–6 meses após anticoagulação parenteral inicial na MVT (Unchanged)
53IIbCDOAC como alternativa ao VKA na MVT (New — primeira vez nas diretrizes europeias)
54IIaCVKA por mais de 6 meses em MVT com fatores de risco transitórios (New)
55IIbCDOAC por mais de 6 meses como alternativa em MVT com fatores transitórios (New)
56ICAnticoagulação indefinida em MVT idiopática ou com fatores de risco permanentes (Unchanged)

Algoritmo Simplificado de MVT — ESVS 2025

  1. Peritonite? Sim → laparotomia + ressecção + HBPM; Não → seguir algoritmo médico
  2. HBPM ou HNF imediata (Rec 50, Classe I LoE B)
  3. Investigar etiologia: JAK2 V617F, neoplasia, cirrose, SAF (Rec 46)
  4. Melhora clínica? Sim → transicionar para VKA (Rec 52) ou DOAC (Rec 53, New); Não → trombólise/trombectomia endovascular (Rec 51)
  5. Duração: fator transitório = > 6 meses (Rec 54); idiopática ou permanente = indefinida (Rec 56)

Ref: Koelemay MJ et al. ESVS 2025 Clinical Practice Guidelines on the Management of Diseases of the Mesenteric and Renal Arteries and Veins. EJVES 2025;70:153–218.

Ref: Koelemay MJ et al. ESVS 2025 Clinical Practice Guidelines on the Management of Diseases of the Mesenteric and Renal Arteries and Veins. EJVES 2025;70:153–218.

Perguntas Frequentes

O que é isquemia mesentérica não-oclusiva (NOMI) e como ela difere da forma arterial?
NOMI é a hipoperfusão intestinal sem oclusão vascular identificável — representa 13,2% de todos os casos de AMI. A etiologia é o vasoespasmo mesentérico e a redistribuição de fluxo em estados de baixo débito cardíaco ou hipovolemia grave. Causas principais: choque cardiogênico (pós-IAM ou cirurgia cardíaca), hipovolemia grave, uso de vasopressores em altas doses, balão intra-aórtico (IABP), sepse, insuficiência renal grave e uso de cocaína. Mortalidade de 58,4% (IC 48,6–67,7%) — ainda maior que a AMI arterial (49,4%) por ocorrer em pacientes já gravemente comprometidos. O diagnóstico é feito por exclusão: CTA bifásica sem oclusão vascular mesentérica + sinais de isquemia intestinal (espessamento mural segmentar, pneumatose, ausência de realce de parede). A Rec 42 (Classe IIIb) contraindicou o uso de biomarcadores únicos para exclusão de NOMI, pela mesma lógica da AMI arterial. O tratamento da NOMI é tratar a causa: corrigir o estado hemodinâmico, reduzir vasopressores quando possível e, em casos selecionados, infundir vasodilatadores intra-arteriais na AMS.
Como deve ser feita a anticoagulação na trombose venosa mesentérica aguda?
O algoritmo ESVS 2025 para MVT aguda é: (1) CTA bifásica com fase portal para diagnóstico (Rec 49, Classe I — Changed); (2) se sem peritonite: HBPM ou HNF imediata (Rec 50, Classe I, Nível B — Unchanged), seguida de VKA por 3–6 meses (Rec 52, Classe I, Nível B) ou DOAC como alternativa (Rec 53, Classe IIb — New em 2025); (3) fatores transitórios presentes: VKA por mais de 6 meses (Rec 54, Classe IIa, New); (4) fatores de risco permanentes ou MVT idiopática: anticoagulação indefinida (Rec 56, Classe I). A investigação do fator etiológico é obrigatória (Rec 46, Classe I, Nível B): JAK2 V617F (presente em 32,7% dos casos — a maior causa em séries recentes), neoplasia oculta (27,8%), cirrose (28,8%), doenças inflamatórias pélvicas, CMV e SARS-CoV-2. Recanalização com anticoagulação: 40–80% dos pacientes no seguimento a médio prazo.
Os anticoagulantes orais diretos (DOACs) podem ser usados na trombose venosa mesentérica?
Sim — como alternativa ao VKA, pela primeira vez reconhecida pelas diretrizes europeias em 2025. A Recomendação 53 (Classe IIb — Nova em 2025) permite o DOAC como alternativa ao VKA na MVT aguda após anticoagulação parenteral inicial. Metanálise incluída nas diretrizes comparando rivaroxabana ou apixabana vs VKA em MVT mostrou eficácia similar em desfechos de recanalização e mortalidade, com perfil de sangramento GI semelhante. A Recomendação 55 (Classe IIb — Nova) também permite DOAC por mais de 6 meses como alternativa ao VKA em MVT com fatores transitórios. As ressalvas: DOACs NÃO foram validados em pacientes com cirrose (concentrações variáveis pelo metabolismo hepático), trombose extensa com envolvimento portal massivo ou SAF triplo-positivo — nesses grupos, VKA ou HBPM permanecem preferíveis.

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Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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