Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
KDOQI 2019 — A15

CRBSI: Prevenção e Tratamento da Infecção Relacionada ao Cateter de HD

Guidelines 23, 24 e 25: definições CRBSI, infecção de sítio e túnel, bundle de 5 medidas preventivas, locks antimicrobianos (gentamicina+citrato, taurolidina, caps antissépticos), meta <1 CRBSI/1.000 cateter-dias, ATB empírico e indicações de retirada do cateter.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 21 de junho de 202610 min de leitura

Resposta direta: CRBSI: bacteremia com cateter como fonte provável. Bundle de 5 medidas: higiene, barreira máxima, clorexidina, sítio seguro, reavaliação diária. Locks antimicrobianos: gentamicina+citrato com melhor evidência (Tabela 24.1). Meta KDOQI: <1 CRBSI/1.000 cateter-dias. S. aureus bacteremia = retirar cateter (recomendação FORTE). ATB mínimo: 4-6 semanas.

Os Guidelines 23 a 25 abordam a complicação mais temida do cateter: a bacteremia. O cateter de hemodiálise é a porta de entrada mais comum para bacteremia fatal em pacientes renais.

Guideline 23 — Definições

DiagnósticoDefiniçãoImplicação
CRBSIBacteremia/fungemia com cateter como fonte — sem outro focoRetirar cateter na maioria dos casos
Infecção do sítio de saídaEritema/secreção ao redor do cuff externo, sem bacteremiaATB tópico/oral; monitorar progressão
Infecção do túnelSinais inflamatórios ao longo do trajeto subcutâneoATB sistêmico + retirada do cateter
ColonizaçãoCrescimento bacteriano na ponta do cateter sem sinais clínicosNão tratar isoladamente; monitorar

Guideline 24 — Prevenção de CRBSI

1

Higiene de mãos com álcool-gel ou lavagem antes de qualquer manipulação

2

Barreira máxima estéril na inserção: gorro + máscara + avental + campo + luvas estéreis

3

Antissepsia com clorexidina alcoólica 2% — aguardar secar completamente

4

Sítio de inserção de menor risco: JI direita, evitar femoral e subclávia

5

Reavaliação diária da necessidade: retirar o cateter quando não mais necessário

Locks Antimicrobianos — Evidências (Tabela 24.1)

LockEvidênciaKDOQI
Gentamicina + CitratoMúltiplos RCTs — redução significativa de CRBSIMelhor evidência disponível
TaurolidinaRCTs favoráveis — evidência emergenteAlternativa válida
Caps com clorexidina/povidonaRCTs mostram redução adicional de CRBSIComplemento ao lock

Guideline 25 — Tratamento da CRBSI

⚠️ S. aureus bacteremia = RETIRAR O CATETER (recomendação FORTE)

ATB empírico: vancomicina + cobertura gram-negativo (piperacilina-tazobactam ou cefepime). Duração: 2 semanas (bacteremia simples) | 4-6 semanas (endocardite, osteomielite, abscesso). Ecocardiograma transesofágico obrigatório em bacteremia por S. aureus.

Meta KDOQI 2019 (Target 3):

CRBSI <1,0 por 1.000 cateter-dias

Monitorar mensalmente. Centros com CRBSI >1/1.000: auditar práticas de inserção e manutenção, implementar bundle completo.

Referência

Lok CE et al. KDOQI Clinical Practice Guideline for Vascular Access: 2019 Update. Am J Kidney Dis. 2020;75(4)(suppl 2):S120–S128. DOI: 10.1053/j.ajkd.2019.12.001

Tenho febre e suspeita de infecção relacionada ao cateter de hemodiálise e preciso de avaliação urgente

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Perguntas Frequentes

Como definir CRBSI em paciente com cateter de hemodiálise?
CRBSI (Catheter-Related Bloodstream Infection): bacteremia ou fungemia com o cateter como fonte mais provável, na ausência de outro foco identificável. Requer: (1) hemocultura positiva em sangue periférico; (2) ausência de outro foco infeccioso que explique a bacteremia; (3) resolução da bacteremia após retirada do cateter ou ATB dirigido. Infecção de sítio de saída: eritema/secreção ao redor do cuff externo sem bacteremia. Infecção de túnel: sinais inflamatórios ao longo do trajeto subcutâneo.
Quais são as 5 medidas do bundle de prevenção de CRBSI?
Bundle KDOQI 2019 baseado no CDC: (1) Higiene de mãos com álcool-gel ou lavagem antes de qualquer manipulação; (2) Barreira máxima estéril na inserção (gorro, máscara, avental, campo estéril amplo, luvas estéreis); (3) Antissepsia da pele com clorexidina alcoólica 2% e aguardar secar; (4) Escolha do sítio de menor risco (JI direita, evitar femoral); (5) Reavaliação diária da necessidade do cateter — retirar quando não mais necessário.
Por que S. aureus bacteremia exige retirada do cateter?
S. aureus tem capacidade única de formar biofilme em superfícies plásticas e de escapar para vegetações endovasculares (endocardite) em pacientes em HD. Com o cateter in situ, a erradicação completa é quase impossível — taxa de recidiva >50% sem retirada. A KDOQI 2019 faz recomendação FORTE (we recommend) de retirar o cateter em bacteremia por S. aureus. Tratamento mínimo: 4-6 semanas de ATB, ecocardiograma transesofágico para excluir endocardite.

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Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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