Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
KDOQI 2019 — A14

Disfunção do Cateter de Hemodiálise: Diagnóstico, Prevenção e Tratamento

Guidelines 20, 21 e 22: definição de disfunção (Qb <300 mL/min em 2 sessões), mecanismos (bainha de fibrina, trombo intraluminal, mau posicionamento, kinking), locks preventivos (heparina, citrato, rTPA profilático), rTPA como 1ª linha, stripping de bainha.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 21 de junho de 20269 min de leitura

Resposta direta: Disfunção do CVC: Qb <300 mL/min em 2 sessões consecutivas. Mecanismos: bainha de fibrina (mais comum), trombo intraluminal, kinking, mau posicionamento. Locks preventivos: citrato preferível à heparina (sem risco sistêmico). Tratamento: rTPA intraluminal (1ª linha) → troca sobre fio-guia → stripping de bainha → retirada definitiva.

Os Guidelines 20 a 22 definem disfunção do cateter, as estratégias preventivas e o algoritmo de tratamento. A maioria dos episódios de disfunção são tratáveis se identificados precocemente.

Definição e Mecanismos de Disfunção (G21)

Critério KDOQI: Qb <300 mL/min em 2 sessões consecutivas

Confirmar em 2 sessões — uma sessão isolada pode ser posicional ou técnica.

Mecanismos principais:

  • Bainha de fibrina extraluminal: forma-se em semanas, envolve a ponta, impede fluxo
  • Trombo intraluminal: dentro do lúmen — lock inadequado ou troca não realizada
  • Mau posicionamento: ponta migrada para VCS alto, VCI ou VD
  • Kinking: dobramento do cateter no túnel subcutâneo

Locks Preventivos — Comparação (G21)

LockConcentraçãoVantagemDesvantagem
Heparina1.000–5.000 UI/mLBaixo custo, ampla disponibilidadeSangramento sistêmico por extravasamento; TIH rara
Citrato 4%4% (30%: muito alto risco)Sem risco de sangramento sistêmico; evidência comparável à heparinaCitrato 30%: risco de parada cardíaca por hipocalcemia
rTPA profilático1 mg/mLEvidência de redução de episódios de disfunçãoCusto maior; evidência ainda emergente

Algoritmo de Tratamento da Disfunção (G22)

1ª linha: rTPA intraluminal

Alteplase 2 mg/lúmen — dwell 30-120 min. Taxa de sucesso: 70-85%. Repetir até 3x se necessário.

2ª linha: Troca sobre fio-guia

Quando rTPA falha. Risco: propagar infecção subclínica se colonização presente — fazer hemocultura antes.

3ª linha: Stripping de bainha de fibrina

Snare via veia femoral para remoção da bainha extensa. Sucesso inicial 70-90%, recorrência em 3-6 meses frequente.

Última opção: Retirada e novo cateter

Quando todas as medidas falham ou há infecção associada. Inserir novo cateter em sítio diferente.

Referência

Lok CE et al. KDOQI Clinical Practice Guideline for Vascular Access: 2019 Update. Am J Kidney Dis. 2020;75(4)(suppl 2):S110–S119. DOI: 10.1053/j.ajkd.2019.12.001

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Perguntas Frequentes

Como definir disfunção do cateter de hemodiálise?
KDOQI 2019: disfunção = Qb adequado <300 mL/min em duas sessões consecutivas. Uma sessão pode ser situacional (inversão dos lúmens, posição do paciente). A definição exige confirmação em duas sessões para evitar intervenções desnecessárias. Qb abaixo do alvo leva a HD inadequada: Kt/V reduzido, acúmulo de toxinas urêmicas, piora clínica.
Qual lock anticoagulante é mais eficaz para prevenir disfunção do cateter de HD?
A KDOQI 2019 apresenta evidências para: (1) Heparina (1.000-5.000 UI): padrão histórico, risco de sangramento sistêmico por extravasamento. (2) Citrato (4%): equivalente ou superior à heparina na maioria dos RCTs, sem risco de sangramento sistêmico — alternativa preferida em pacientes com risco hemorrágico. (3) rTPA profilático: evidências emergentes favoráveis — reduz episódios de disfunção quando usado periodicamente (1x/semana ou 1x/mês). Nenhuma é definitivamente superior em todos os cenários.
O que é stripping de bainha de fibrina e quando indicar?
A bainha de fibrina (fibrin sheath) é uma camada de fibrina e células que se forma ao redor da ponta do cateter nas primeiras semanas após a inserção. Com o tempo, pode se estender ao longo de todo o cateter e impedir o fluxo. Stripping = passagem de um laço de angioplastia (snare) via veia femoral para capturar e remover a bainha. Indicado quando rTPA falha e a causa da disfunção é confirmada como bainha extensa por angiografia. Taxa de sucesso inicial: 70-90%, com recorrência frequente em 3-6 meses.

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Este conteúdo é voltado para profissionais de saúde. Para encaminhamento de paciente, segunda opinião ou discussão de conduta com o Dr. Maurício, entre em contato direto pelo WhatsApp.

Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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