Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
KDOQI 2019 — A16

Estenose Venosa Central, Metas da KDOQI 2019 e Síntese da Série

Guideline 26: CVS — assintomática (não tratar), sintomática (angioplastia ± stent), subclávia contraindicada. Os 3 targets da KDOQI 2019. As 5 maiores mudanças em relação à KDOQI 2006. Síntese da Série A — 16 posts, 26 guidelines.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 21 de junho de 20269 min de leitura

Resposta direta: CVS assintomática: não tratar. CVS sintomática: angioplastia ± stent. Subclávia = causa mais evitável de CVS — nunca usar para CVC de longa permanência em HD. Os 3 targets: Life-Plan, meta de intervenção AV, CRBSI <1/1.000. Principais mudanças vs KDOQI 2006: Life-Plan first, CVC legítimo, vigilância Qa revisada, warfarina contraindicada, subclávia proibida.

O Guideline 26 e o capítulo de metas fecham a KDOQI 2019 com as diretrizes sobre estenose venosa central — a complicação mais evitável do cateter de hemodiálise — e uma síntese das mudanças mais importantes.

Guideline 26 — Estenose Venosa Central (CVS)

CenárioSinais clínicosConduta
CVS AssintomáticaAchado incidental em angiotomografiaNÃO tratar rotineiramente
CVS SintomáticaEdema de membro, circulação colateral, disfunção do acesso, hipertensão venosaAngioplastia com balão ± stent (quando recidiva precoce)
Oclusão de VCSSíndrome de VCS, edema facial e de MMSS bilateralAbordagem endovascular complexa; centro especializado

⛔ Causa mais evitável de CVS: cateter subclávia

CVS ocorre em 40-50% dos cateteres subclávios vs 5-10% dos jugulares internos. Nunca usar subclávia para CVC de longa permanência em candidato a HD — a prevenção é 100% possível.

As 5 Principais Mudanças da KDOQI 2019 vs 2006

1

De 'Fistula First' para 'Life-Plan First'

A AVF é preferida quando viável — mas não é meta universal obrigatória. O ESKD Life-Plan individualizado guia a escolha.

2

CVC reconhecido como acesso legítimo

Em situações específicas (vida curta, anatomia extremamente desfavorável, preferência informada), CVC definitivo não é fracasso — é escolha apropriada.

3

Vigilância por Qa (fluxometria): revisada

Não recomendada como prática isolada e universal — os trials não mostraram redução de trombose vs monitoramento clínico.

4

Warfarina: não recomendada para AVF/AVG

Sem benefício em patência e com risco de sangramento significativo em pacientes com disfunção plaquetária uretérica. Anticoagular apenas por indicação cardiovascular.

5

Subclávia: explicitamente contraindicada

Para CVC de longa permanência em candidatos a HD. Taxa de CVS 40-50% vs 5-10% da JI — prevenção 100% possível.

Os 3 Targets da KDOQI 2019 — Síntese

1

ESKD Life-Plan

Documentado e implementado para cada paciente

2

Meta de Intervenção AV

Patência funcional adequada por tipo de acesso

3

CRBSI <1/1.000

Cateter-dias — benchmark de qualidade

Referência

Lok CE et al. KDOQI Clinical Practice Guideline for Vascular Access: 2019 Update. Am J Kidney Dis. 2020;75(4)(suppl 2):S129–S141. DOI: 10.1053/j.ajkd.2019.12.001

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Perguntas Frequentes

Por que a estenose venosa central assintomática não deve ser tratada?
A KDOQI 2019 estabelece que CVS assintomática (sem edema, sem hipertensão venosa, sem comprometimento do acesso) não tem indicação de tratamento rotineiro. A angioplastia de CVS tem altas taxas de recidiva e o risco do procedimento não justifica o benefício quando não há sintoma. Além disso, stents em veias centrais podem comprometer futuras opções de acesso. Monitorar e tratar apenas quando sintomática.
Quais são as 5 principais mudanças da KDOQI 2019 em relação à KDOQI 2006?
1. De "Fistula First" (meta universal) para "Life-Plan First" (individualizado). 2. CVC reconhecido como acesso legítimo em situações específicas — não apenas "fracasso". 3. Vigilância por fluxometria (Qa): não recomendada como prática isolada universal (evidência não suporta). 4. Warfarina: não recomendada para prevenção de trombose AV. 5. Subclávia: explicitamente contraindicada como sítio de CVC de longa permanência em candidatos a HD.
Como monitorar o Target 3 da KDOQI 2019 (CRBSI <1/1.000 cateter-dias) na prática?
Fórmula: número de CRBSI no período ÷ soma de cateter-dias no período × 1.000. Registrar: cada inserção de CVC, data de inserção, data de retirada (= cateter-dias por paciente) e cada episódio de CRBSI confirmado. Calcular mensalmente. Centros acima de 1/1.000: auditar inserções (conformidade com bundle), cultura de manipulação dos cateteres, tipo de lock usado e descolonização nasal (MRSA).

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Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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