Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
KDOQI 2019 — A13

Síndrome do Roubo e Outras Complicações do Acesso AV

Guidelines 18 e 19: staging clínico do roubo (parestesia leve → gangrena), técnicas cirúrgicas (DRIL, PAI, banding, RUDI), acesso de alto fluxo (Qa/CO >20-30% com risco de ICC) e seroma do enxerto.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 21 de junho de 20269 min de leitura

Resposta direta: Síndrome do roubo: staging de parestesia (leve) a gangrena (grave). DRIL é o padrão-ouro para roubo grave. PAI para reposicionamento de entrada arterial. Banding para alto débito. RUDI para enxertos. Acesso de alto fluxo (Qa/CO >20-30%): risco de insuficiência cardíaca — considerar banding ou ligadura com novo acesso.

Os Guidelines 18 e 19 abordam as complicações hemodinâmicas do acesso AV — do roubo vascular ao alto fluxo e ao seroma do enxerto.

Guideline 18 — Staging da Síndrome do Roubo

GrauClínicaConduta
LeveParestesia, frio, palidez distal — sem dor isquêmicaObservação; aquecimento; reavaliação; a maioria melhora espontaneamente
ModeradoDor isquêmica durante diálise; claudicação do membroAvaliação cirúrgica; duplex com ITB; considerar DRIL ou PAI
GraveDor isquêmica em repouso, úlcera isquêmica, gangrenaDRIL urgente ou ligadura + novo acesso — não retardar

Técnicas Cirúrgicas para Síndrome do Roubo

DRIL — Distal Revascularization-Interval Ligation (Padrão-Ouro)

Bypass da artéria braquial para distal + ligadura da braquial entre anastomose e bypass. Reconstitui a perfusão distal sem fechar a fístula. Excelentes resultados a longo prazo.

PAI — Proximalization of Arterial Inflow

Recria anastomose mais proximal (braquial → axilar). Reduz gradiente de pressão. Alternativa ao DRIL quando anatomia é favorável.

Banding — Para Alto Débito

Redução mecânica do calibre da anastomose ou do enxerto. Indicado quando o roubo é por excesso de fluxo (alto débito), não por déficit de entrada arterial.

RUDI — Revision Using Distal Inflow (Para AVG)

Recria a anastomose distal do AVG em artéria de menor calibre. Indicado para enxertos com estenose justa-anastomótica que causa roubo.

Guideline 19 — Acesso AV de Alto Fluxo

Critério de alto fluxo: Qa/débito cardíaco >20–30%

Risco de insuficiência cardíaca de alto débito — especialmente em pacientes com cardiopatia prévia. Tratamento: banding reduzindo Qa para <1.000-1.500 mL/min, ou ligadura com criação de novo acesso de menor calibre.

Referência

Lok CE et al. KDOQI Clinical Practice Guideline for Vascular Access: 2019 Update. Am J Kidney Dis. 2020;75(4)(suppl 2):S107–S110. DOI: 10.1053/j.ajkd.2019.12.001

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Perguntas Frequentes

Como diferenciar síndrome do roubo de neuropatia periférica no paciente em hemodiálise?
A síndrome do roubo tem relação temporal com a abertura do acesso AV e piora durante a sessão de HD (quando a fístula está "aberta" ao máximo). Há frio e palidez no membro distal durante a diálise com melhora ao fechar a fístula manualmente (teste de compressão positivo). Neuropatia periférica (urêmica, diabética): bilateral, sem relação com a sessão, sem melhora à compressão do acesso. Duplex com medição de ITB do polegar durante e fora da diálise confirma o diagnóstico.
Qual a diferença entre DRIL e PAI no tratamento da síndrome do roubo?
DRIL (Distal Revascularization-Interval Ligation): bypass da artéria braquial para a artéria ulnar ou radial distalmente à anastomose + ligadura da artéria braquial entre a anastomose e o bypass. É o padrão ouro para roubo grave. PAI (Proximalization of Arterial Inflow): recria a anastomose mais proximalmente na artéria braquial ou axilar — reduz o gradiente de pressão que causa o roubo. Indicado quando a fístula ainda funciona bem e a causa é anatômica, não apenas de fluxo.
Quando fechar (ligar) a fístula na síndrome do roubo?
Ligadura da fístula é o último recurso quando: (1) roubo grave (isquemia de membro/gangrena) com anatomia não favorável a DRIL/PAI; (2) fallência das técnicas cirúrgicas de preservação; (3) paciente sem condições de cirurgia de revascularização; (4) membro já com necrose irreversível. Após ligadura, criar novo acesso contralateral ou no mesmo membro em posição mais proximal.

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Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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