Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
Prevenção

Trombose em Viagens Aéreas: O Risco Silencioso nas Alturas

Entenda a Síndrome da Classe Econômica e como se proteger em voos longos.

Trombose em viagens aéreas: riscos progressivos, Síndrome da Classe Econômica e medidas de prevenção

Assista à explicação do Dr. Mauricio:

Com milhões de pessoas viajando de avião todos os anos, a associação entre voos de longa duração e trombose tornou-se um tema de saúde pública. Neste artigo, explicamos os riscos reais e as medidas que podem salvar a sua viagem — e a sua vida.

1. A "Síndrome da Classe Econômica"

O nome popular vem do espaço reduzido dos assentos, mas a trombose em viagens pode ocorrer em qualquer classe — e até em viagens de carro ou ônibus. O problema é a imobilidade prolongada combinada com fatores ambientais da cabine:

🪑

Imobilização Prolongada

Pernas dobradas comprimem as veias, reduzindo o fluxo sanguíneo.

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Baixa Umidade

A umidade da cabine (~20%) causa desidratação, espessando o sangue.

🫁

Hipóxia Hipobárica

A pressão reduzida da cabine diminui o oxigênio disponível, favorecendo a coagulação.

2. O Risco Real em Números

1:4.500

Risco absoluto por voo de longo curso

+18%

Aumento de risco a cada 2h adicionais de voo

7,1%

Risco anual de recorrência com fatores menores

A trombose pode se manifestar dias ou até semanas após o desembarque.

3. Imobilização de Membros e Trombose

Não são apenas as viagens. Pacientes com fraturas abaixo do joelho, ruptura de tendões ou lesões em cartilagens que exigem gesso ou bota ortopédica também enfrentam risco elevado.

O que dizem os estudos?

Redução de TVP: A Heparina de Baixo Peso Molecular (HBPM) mostrou-se eficaz na redução da trombose em pacientes imobilizados.

Embolia Pulmonar: Não foram encontradas diferenças significativas na ocorrência de EP entre quem usou ou não a medicação.

!

Variabilidade: A incidência de TEV em pacientes imobilizados por mais de 1 semana sem prevenção varia de 4,3% a 40%.

Quando a prevenção medicamentosa é indicada?

As diretrizes do ACCP recomendam que a profilaxia não seja generalizada para lesões abaixo do joelho. A decisão deve ser individualizada, priorizando:

  • Pacientes com história prévia de TEV
  • Cirurgias de alto risco (ruptura de tendão de Aquiles, fraturas de fêmur/platô tibial)

4. Grupos de Alto Risco em Viagens

Risco Elevado

  • Câncer ativo — em tratamento
  • Gestantes
  • História prévia de trombose
  • Cirurgias recentes
  • Obesidade mórbida

Recomendações Específicas

  • Meias elásticas de compressão (15-30 mmHg)
  • Avaliação médica individual antes da viagem
  • Profilaxia medicamentosa sob orientação (gestantes, TEV prévio)
  • Movimentação ativa durante o voo

5. Guia Prático de Prevenção em Viagens

Para Todos os Passageiros:

  • Levante-se a cada 1-2 horas e caminhe pelo corredor.
  • Exercícios com os pés: flexione e estenda os tornozelos a cada 30 minutos (mesmo sentado).
  • Hidrate-se bem: beba água regularmente. Evite álcool e café em excesso.
  • Roupas confortáveis: evite roupas apertadas que comprimam pernas e cintura.
  • Prefira o corredor: facilita levantar sem incomodar outros passageiros.

Para Passageiros de Alto Risco:

  • +Meias de compressão graduada (15-30 mmHg) durante todo o voo.
  • +Consulte seu médico antes da viagem para avaliar necessidade de anticoagulante.
  • +Atenção nos dias seguintes: a trombose pode surgir até semanas após o voo.

Vai Viajar? Previna-se!

Se você tem fatores de risco e planeja uma viagem de mais de 4 horas, consulte um Cirurgião Vascular para avaliar a melhor estratégia de proteção — seja meias de compressão, exercícios específicos ou medicação preventiva.

*Este texto tem caráter informativo. O diagnóstico e tratamento devem ser individualizados pelo Cirurgião Vascular.

Perguntas Frequentes

Viagem de avião causa trombose?
O risco absoluto é baixo (1 em cada 4.500 voos de longo curso), mas ele aumenta com a duração: a cada 2 horas adicionais de voo, o risco sobe cerca de 18%. A trombose pode se manifestar dias ou até semanas após o desembarque.
Quem tem mais risco de trombose em viagens?
Pacientes com câncer ativo, gestantes, quem já teve trombose antes, pessoas com cirurgias recentes e obesos mórbidos são os grupos de alto risco. Uso de anticoncepcionais com estrogênio também eleva o risco.
Preciso tomar remédio antes de viajar de avião?
Para a maioria dos passageiros, medidas simples bastam: movimentar-se, hidratar-se e usar meias de compressão. Medicação anticoagulante só é indicada para pacientes de alto risco, sempre com prescrição médica individualizada.
Meias de compressão ajudam em viagens longas?
Sim. Meias de compressão graduada (15 a 30 mmHg) são recomendadas para passageiros de alto risco em voos acima de 4 horas. Elas melhoram o retorno venoso e reduzem o risco de formação de coágulos.

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