Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
SBACV 2015 — B2

TVP: Diagnóstico Clínico — Escore de Wells e D-dímero

Diretriz SBACV 2015: exame físico isolado é insuficiente (presente em apenas 50% dos casos). Escore de Wells com 10 critérios estratifica em baixa (<2 pontos, ~5%) vs moderada/alta probabilidade (≥2 pontos, 17-53%). D-dímero: alta sensibilidade, baixa especificidade — exclusão em baixa probabilidade. Wells ≤1 + DD negativo exclui TVP com probabilidade <2%.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 22 de junho de 20269 min de leitura

Resposta direta: O exame físico isolado é insuficiente: achados clínicos presentes em apenas 50% dos casos. O diagnóstico racional combina: Escore de Wells (probabilidade pré-teste) + D-dímero + Eco Doppler. Wells <2 pontos = baixa probabilidade (~5%) → iniciar com D-dímero. Wells ≥2 pontos = moderada/alta (17-53%) → iniciar com EDC. Wells ≤1 + D-dímero negativo: exclui TVP com probabilidade <2% — sem necessidade de eco Doppler.

Nenhuma avaliação clínica isolada é suficiente para diagnosticar ou descartar a TVP. Os achados do exame físico se relacionam com a doença em apenas 50% dos casos. A Diretriz SBACV 2015 adota o algoritmo de 3 etapas: probabilidade pré-teste (Escore de Wells) + D-dímero + eco Doppler colorido.

4.1. Exame Físico — Valor e Limitações

⚠️ Exame físico isolado: INSUFICIENTE para diagnóstico

Sinais e sintomas — quando presentes — incluem: dor, edema, eritema, cianose, dilatação venosa superficial, aumento de temperatura, empastamento muscular e dor à palpação. Porém, estão presentes em apenas 50% dos casos e se sobrepõem a outros diagnósticos (celulite, cisto de Baker, lesão muscular). A literatura recomenda a combinação de anamnese + exame físico + testes laboratoriais + imagem.

4.1.1. Escore de Wells para TVP

O sistema de predição clínica mais bem estudado para TVP (Wells PS et al., JAMA 2006). Categoriza os pacientes em probabilidade baixa, moderada ou alta para orientar a sequência de investigação.

Característica ClínicaPontuação
Câncer ativo (em tratamento nos últimos 6 meses ou paliativo)+1
Paralisia, paresia ou imobilização recente da extremidade inferior com gesso+1
Acamado por mais de 3 dias OU cirurgia maior nas últimas 12 semanas (anestesia geral ou regional)+1
Dor localizada ao longo do trajeto do sistema venoso profundo+1
Perna inteira edemaciada+1
Panturrilha edemaciada pelo menos 3 cm maior que o lado assintomático (medida 10 cm abaixo da tuberosidade da tíbia)+1
Edema depressível somente na perna sintomática+1
Veias tributárias ectasiadas (não varicosas)+1
TVP previamente documentada+1
Diagnóstico alternativo pelo menos tão provável quanto TVP (ex: celulite, cisto de Baker, torção)−2

Pontuação <2 — Baixa Probabilidade

Prevalência de TVP: ~5%

→ Iniciar investigação com D-dímero

Wells ≤1 + D-dímero negativo: probabilidade de TVP <2% — excluída com segurança

Pontuação ≥2 — Moderada/Alta Probabilidade

Prevalência: ~17% (moderada) a 53% (alta)

→ Iniciar investigação com Eco Doppler Colorido (EDC)

TVP recorrente: usar Escore de Wells modificado

4.2.1. Teste D-dímero (DD)

O que é o D-dímero:

Produto de degradação da fibrina — presente em qualquer situação de formação e degradação de trombo. Alta sensibilidade, baixa especificidade para TVP.

Quando o D-dímero É ÚTIL:

Em pacientes de baixa probabilidade pré-teste (Wells <2). D-dímero negativo (<350 ng/mL): exclui TVP com segurança — sem necessidade de eco Doppler. Grupos: ELISA e ELFA têm alta sensibilidade.

Limitações — D-dímero elevado em:

Câncer ativo, gravidez, infecção, trauma, pós-operatório, idosos, doenças inflamatórias. Nesses grupos, o valor preditivo negativo está reduzido e o D-dímero perde utilidade. Em alta probabilidade (Wells ≥2): ir diretamente ao EDC sem D-dímero.

Resultado D-dímeroValor (ng/mL)Interpretação
Negativo<350Exclui TVP em baixa probabilidade — sem necessidade de EDC
Intermediário351–500Zona cinzenta — considerar clínica e contexto
Positivo>500Exige confirmação por EDC — NÃO diagnóstico isolado

Referência

Pânico MDB, Matielo MF, Porto CLL, Marques MA, Yoshida RA et al. Trombose Venosa Profunda — Diagnóstico e Tratamento. Projeto Diretrizes SBACV. Novembro de 2015.

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Perguntas Frequentes

Como interpretar o Escore de Wells para TVP?
O Escore de Wells categoriza os pacientes em probabilidade baixa (<2 pontos, prevalência ~5%) ou moderada/alta (≥2 pontos, prevalência 17-53%). Na probabilidade baixa: iniciar investigação pelo D-dímero — se negativo, TVP excluída; se positivo, realizar EDC. Na probabilidade moderada/alta: iniciar com EDC diretamente. Pacientes com Wells ≤1 e D-dímero negativo têm probabilidade de TVP menor que 2% — podem ser dispensados com segurança sem precisar do eco Doppler.
O D-dímero pode diagnosticar trombose venosa profunda?
Não — o D-dímero é um teste de exclusão, não de diagnóstico. Apresenta alta sensibilidade mas baixa especificidade para TVP: um resultado negativo em pacientes de baixa probabilidade pré-teste exclui TVP com segurança. Um resultado positivo, entretanto, exige confirmação por eco Doppler, pois pode estar elevado em diversas condições (câncer, gravidez, infecção, trauma, pós-operatório, idosos). Em pacientes com alta probabilidade pré-teste (Wells ≥2), a utilidade do D-dímero é questionável — ir diretamente ao EDC.
Por que o exame físico isolado é insuficiente para diagnosticar TVP?
Os achados clínicos clássicos da TVP (dor, edema, eritema, calor, empastamento muscular) estão presentes em apenas 50% dos casos. Muitos pacientes têm TVP assintomática e outros com sintomas sugestivos não têm TVP (diagnósticos diferenciais incluem celulite, cisto de Baker roto, trauma muscular). Por isso, nenhuma avaliação clínica isolada é suficiente para diagnosticar ou descartar a TVP — a combinação de escore pré-teste + D-dímero + eco Doppler é o padrão da Diretriz SBACV 2015.

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Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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