TVP: Epidemiologia, Fatores de Risco e Classificação — Diretriz SBACV 2015
Diretriz nacional brasileira SBACV 2015: TVP acomete 2/1.000/ano com recorrência de 25% e risco de morte por EP de 5-15% sem tratamento. Fatores hereditários (fator V Leiden, protrombina G20210A) e adquiridos (câncer, cirurgia, gravidez, imobilização). Classificação proximal vs distal e risco de progressão de 20%.
Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295
Resposta direta: A TVP acomete 2/1.000 indivíduos/ano com recorrência de 25%. Sem tratamento, 5-15% morrem de EP. Fatores hereditários principais: fator V Leiden (RPCA) e protrombina G20210A. Fator adquirido de maior risco: câncer (↑4-6×). Classificação: proximal (ilíaca/femoral/poplítea — maior risco de EP) vs distal (abaixo da poplítea — progressão proximal em 20%). A classificação define a estratégia terapêutica.
A trombose venosa profunda (TVP) é a terceira doença cardiovascular mais prevalente no mundo. A Diretriz SBACV 2015 — elaborada pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular — consolida as recomendações nacionais baseadas em 89 referências bibliográficas para diagnóstico e tratamento desta condição potencialmente fatal.
1. Epidemiologia e Complicações
2/1.000
casos por ano
25%
taxa de recorrência
5–15%
morrem de EP sem tratamento
Principais complicações:
- • Embolia pulmonar (EP): alta mortalidade — 5-15% dos não tratados morrem de EP
- • Síndrome pós-trombótica (SPT): edema crônico, dor, pigmentação da pele, úlceras venosas
- • TVP recorrente: taxa de recorrência de 25% ao longo da vida
2. Fatores de Risco
Hereditários / Idiopáticos
- • Fator V Leiden (RPCA) — mais prevalente
- • Mutação protrombina G20210A
- • Deficiência de antitrombina (AT)
- • Deficiência de proteína C (PC)
- • Deficiência de proteína S (PS)
- • Hiperhomocisteinemia
- • Aumento do fator VIII e fibrinogênio
Adquiridos / Provocados
- • Câncer: ↑ risco de TEV em 4-6×
- • Idade >65 anos: fator mais determinante para 1º evento
- • Cirurgia; imobilização; trauma
- • Obesidade
- • Gravidez e puerpério
- • Terapia estrogênica
- • SAAP; doenças mieloproliferativas
- • Síndrome nefrótica; doença de Behçet
3. Classificação da TVP
| Tipo | Localização | Risco de EP | Risco de SPT | Progressão proximal |
|---|---|---|---|---|
| Proximal | Ilíaca, femoral e/ou poplítea | Alto | Alto | — |
| Distal | Veias abaixo da poplítea (tibiais, peroneiras, musculares) | Menor | Menor | Até 20% |
Importância clínica da classificação:
O risco de EP e a magnitude da SPT são maiores na TVP proximal. Porém, como existe risco de progressão da TVP distal para proximal em até 20% dos casos, a SBACV 2015 recomenda que o diagnóstico e o tratamento da TVP distal sejam similares aos da TVP proximal — a classificação orienta a estratégia, não diferencia o rigor do tratamento.
Referência
Pânico MDB, Matielo MF, Porto CLL, Marques MA, Yoshida RA et al. Trombose Venosa Profunda — Diagnóstico e Tratamento. Projeto Diretrizes SBACV. Novembro de 2015. Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.
Tenho histórico familiar de trombose e gostaria de avaliação vascular especializada
Dr. Maurício Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular em MaringáCRM-PR 21589 · Atendimento com hora marcada
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Perguntas Frequentes
Qual é a incidência da trombose venosa profunda no Brasil?
Quais são os fatores de risco hereditários mais importantes para TVP?
Qual a diferença clínica entre TVP proximal e distal?
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