Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
SBACV 2015 — B1

TVP: Epidemiologia, Fatores de Risco e Classificação — Diretriz SBACV 2015

Diretriz nacional brasileira SBACV 2015: TVP acomete 2/1.000/ano com recorrência de 25% e risco de morte por EP de 5-15% sem tratamento. Fatores hereditários (fator V Leiden, protrombina G20210A) e adquiridos (câncer, cirurgia, gravidez, imobilização). Classificação proximal vs distal e risco de progressão de 20%.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 22 de junho de 20269 min de leitura

Resposta direta: A TVP acomete 2/1.000 indivíduos/ano com recorrência de 25%. Sem tratamento, 5-15% morrem de EP. Fatores hereditários principais: fator V Leiden (RPCA) e protrombina G20210A. Fator adquirido de maior risco: câncer (↑4-6×). Classificação: proximal (ilíaca/femoral/poplítea — maior risco de EP) vs distal (abaixo da poplítea — progressão proximal em 20%). A classificação define a estratégia terapêutica.

A trombose venosa profunda (TVP) é a terceira doença cardiovascular mais prevalente no mundo. A Diretriz SBACV 2015 — elaborada pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular — consolida as recomendações nacionais baseadas em 89 referências bibliográficas para diagnóstico e tratamento desta condição potencialmente fatal.

1. Epidemiologia e Complicações

2/1.000

casos por ano

25%

taxa de recorrência

5–15%

morrem de EP sem tratamento

Principais complicações:

  • Embolia pulmonar (EP): alta mortalidade — 5-15% dos não tratados morrem de EP
  • Síndrome pós-trombótica (SPT): edema crônico, dor, pigmentação da pele, úlceras venosas
  • TVP recorrente: taxa de recorrência de 25% ao longo da vida

2. Fatores de Risco

Hereditários / Idiopáticos

  • Fator V Leiden (RPCA) — mais prevalente
  • • Mutação protrombina G20210A
  • • Deficiência de antitrombina (AT)
  • • Deficiência de proteína C (PC)
  • • Deficiência de proteína S (PS)
  • • Hiperhomocisteinemia
  • • Aumento do fator VIII e fibrinogênio

Adquiridos / Provocados

  • Câncer: ↑ risco de TEV em 4-6×
  • Idade >65 anos: fator mais determinante para 1º evento
  • • Cirurgia; imobilização; trauma
  • • Obesidade
  • • Gravidez e puerpério
  • • Terapia estrogênica
  • • SAAP; doenças mieloproliferativas
  • • Síndrome nefrótica; doença de Behçet

3. Classificação da TVP

TipoLocalizaçãoRisco de EPRisco de SPTProgressão proximal
ProximalIlíaca, femoral e/ou poplíteaAltoAlto
DistalVeias abaixo da poplítea (tibiais, peroneiras, musculares)MenorMenorAté 20%

Importância clínica da classificação:

O risco de EP e a magnitude da SPT são maiores na TVP proximal. Porém, como existe risco de progressão da TVP distal para proximal em até 20% dos casos, a SBACV 2015 recomenda que o diagnóstico e o tratamento da TVP distal sejam similares aos da TVP proximal — a classificação orienta a estratégia, não diferencia o rigor do tratamento.

Referência

Pânico MDB, Matielo MF, Porto CLL, Marques MA, Yoshida RA et al. Trombose Venosa Profunda — Diagnóstico e Tratamento. Projeto Diretrizes SBACV. Novembro de 2015. Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

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Perguntas Frequentes

Qual é a incidência da trombose venosa profunda no Brasil?
Segundo a Diretriz SBACV 2015, a TVP acomete aproximadamente 2 em cada 1.000 indivíduos por ano, com taxa de recorrência de 25%. No Brasil, como em outros países, a maioria dos casos (80-95%) ocorre nos membros inferiores. Sem tratamento adequado, 5 a 15% dos pacientes com TVP podem morrer de embolia pulmonar. A adoção rápida de estratégias diagnósticas e terapêuticas é fundamental para evitar essas complicações.
Quais são os fatores de risco hereditários mais importantes para TVP?
A Diretriz SBACV 2015 lista como principais fatores hereditários: resistência à proteína C ativada (RPCA), principalmente pelo fator V Leiden — o mais prevalente; mutação do gene da protrombina G20210A; deficiência de antitrombina (AT); deficiência de proteína C (PC) e proteína S (PS); hiperhomocisteinemia; aumento do fator VIII e do fibrinogênio. Esses fatores predispõem a estados de hipercoagulabilidade que aumentam significativamente o risco de TVP e EP.
Qual a diferença clínica entre TVP proximal e distal?
A TVP proximal acomete as veias ilíaca, femoral e/ou poplítea — apresentando maior risco de embolia pulmonar e de síndrome pós-trombótica significativa. A TVP distal acomete as veias abaixo da poplítea (tibiais, peroneiras, musculares) e tem risco de progressão para segmentos proximais de até 20% dos casos. Por esse motivo, a Diretriz SBACV 2015 recomenda diagnóstico e tratamento similares para TVP distal e proximal quando confirmadas — a classificação orienta a estratégia terapêutica.

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Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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