Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
SVS/AVF 2014 — Y6

Úlcera Venosa — SVS/AVF 2014 · Parte 6: Cirurgia, Endovascular, Medidas Auxiliares e Prevenção Primária

Ablação do refluxo superficial em VLU ativa: prevenir recorrência (Grade 1B). C4b (risco): ablação preventiva (Grade 2C). Perfurante patológica: escleroterapia ecoguiada ou térmica > cirurgia aberta (Grade 1C). Stenting ilíaco em C4b/C5/C6: Grade 1C. Pentoxifilina ou MPFF: Grade 1B. Prevenção pós-TVP: compressão 30-40 mmHg + HBPM (Grade 1B). O'Donnell TF Jr et al. J Vasc Surg. 2014;60(2 Suppl):3S-59S.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 25 de junho de 202611 min de leitura

Resposta direta: Ablação do refluxo superficial em VLU ativa (C6): prevenir recorrência (Grade 1B). VLU cicatrizada (C5): ablação + compressão (Grade 1C). C4b: ablação preventiva (Grade 2C). Perfurante patológica: escleroterapia ecoguiada ou ablação térmica > aberta (Grade 1C). Stenting ilíaco em C4b/C5/C6: Grade 1C. Bypass infrainguinal: Grade 2C. Pentoxifilina ou MPFF: Grade 1B. Fisioterapia: Grade 2B. Nutrição: Best Practice. Prevenção pós-TVP: compressão + HBPM (Grade 1B). Trombectomia cateter em TVP iliofemoral <14 dias: Grade 2B.

A compressão e o cuidado da ferida são o padrão. Mas a causa subjacente — refluxo superficial, perfurante incompetente, obstrução ilíaca profunda — precisa ser tratada para prevenir a recorrência. Sem tratar a fisiopatologia, mesmo a cicatrização completa é temporária. As diretrizes SVS/AVF 2014 definem com precisão quando e como intervir em cada padrão de doença venosa.

Infográfico SVS/AVF 2014 — Úlcera Venosa: Ablação, Stenting Ilíaco, Medidas Auxiliares e Prevenção Primária

Ablação do Refluxo Superficial e Perfurantes — Guidelines 6.1–6.8

G 6.2: VLU ativa (C6) + refluxo superficial axial → ablação + compressão: PREVENIR RECORRÊNCIA — indicação mais forte para intervenção cirúrgica/endovascular na VLU.
Grade 1B
G 6.1: Para CICATRIZAÇÃO: ablação das veias incompetentes + compressão. Evidência menos robusta, mas biologicamente plausível.
Grade 2C
G 6.3: VLU cicatrizada (C5) + refluxo superficial → ablação + compressão para prevenir nova ulceração.
Grade 1C
G 6.4: C4b (lipodermatosclerose / atrophie blanche) + refluxo superficial → ablação preventiva antes da úlcera se formar.
Grade 2C
G 6.5: VLU ativa + refluxo superficial axial + perfurante patológica (>3,5 mm, >500 ms) localizada sob o leito ulceroso → ablação de ambos + compressão.
Grade 2C
G 6.7: Perfurante patológica isolada sem refluxo superficial → ablação + compressão.
Grade 2C
G 6.8: Técnica para perfurante: escleroterapia ecoguiada ou ablação endovenosa térmica (EVLA/RFA) > cirurgia aberta — evita incisões em pele trófica comprometida.
Grade 1C

Obstrução Profunda e Stenting — Guidelines 6.9–6.16

GuidelineCondiçãoCondutaGrau
G 6.14Obstrução ilíaca/VCI grave + C4b/C5/C6Angioplastia + stent — indicação mais forte para obstrução profunda1C
G 6.9Obstrução infrainguinal + C4b/C5/C6Bypass autólogo ou endoflebectomia + compressão2C
G 6.10Refluxo profundo isoladoNÃO ligar femoral ou poplítea de rotina2C — NÃO
G 6.11Refluxo profundo + válvulas preservadasValvuloplastia individual + compressão2C
G 6.15-6.16Falha endovascular ilíacoBypass cross-pubic (Palma) ou PTFE externo anelado2C

Medidas Auxiliares — Guidelines 7.1–7.6

G 7.1 (Best Practice)

Avaliação nutricional obrigatória em todos; suplementar se desnutrição identificada

G 7.2 (Grade 1B)

Pentoxifilina OU MPFF/diosmina: para úlceras grandes e persistentes — adjuvante à compressão

G 7.3 (Grade 2B)

Fisioterapia supervisionada: melhora função da bomba muscular, reduz dor e edema

G 7.4 (Grade 2C — NÃO)

Drenagem linfática manual: NÃO como rotina na úlcera venosa isolada

G 7.5 (Grade 2B)

Balneoterapia: para alterações tróficas avançadas e melhora da qualidade de vida

G 7.6 (Grade 2C — NÃO)

Luz ultravioleta: NÃO indicada para úlcera venosa

Prevenção Primária — Guidelines 8.1–8.5

G 8.1: CEAP C3-4 por doença valvular primária → compressão 20-30 mmHg para prevenir progressão para úlcera
Grade 2C
G 8.2: CEAP C1-4 pós-TVP → compressão 30-40 mmHg até a coxa para prevenir síndrome pós-trombótica (SPT)
Grade 1B
G 8.3: Tratamento agudo da TVP: HBPM > AVK por 3 meses (Grade 2B). Trombectomia cateter-dirigida em TVP iliofemoral aguda <14 dias + baixo risco hemorrágico (Grade 2B) — previne SPT
Grade 2B
G 8.4: Educação do paciente: exercícios para a bomba muscular da panturrilha, elevação das pernas, controle de peso
Best Practice
G 8.5: CEAP C1-2 assintomático: NÃO tratar profilaticamente
Grade 2C — NÃO

Olá! Vi o artigo sobre tratamento cirúrgico e prevenção da úlcera venosa (SVS/AVF 2014) e gostaria de uma avaliação com cirurgião vascular.

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Perguntas Frequentes

A ablação do refluxo superficial ajuda na cicatrização ou apenas previne a recorrência da úlcera venosa?
Guideline 6.2 (Grade 1B): VLU ativa (C6) + refluxo superficial axial → ablação + compressão para PREVENIR RECORRÊNCIA — a indicação mais forte para cirurgia/ablação. Guideline 6.1 (Grade 2C): para CICATRIZAÇÃO, a ablação das veias incompetentes + compressão também é recomendada, mas com evidência menos robusta. O estudo EVRA (2019, publicado após este guideline) demonstrou que ablação precoce do refluxo (dentro de 2 semanas) durante o tratamento da VLU ativa acelera significativamente a cicatrização comparado à ablação diferida. Guideline 6.3 (Grade 1C): VLU cicatrizada (C5) + refluxo superficial → ablação + compressão para prevenir nova ulceração.
Quando o stenting venoso ilíaco está indicado na úlcera venosa?
Guideline 6.14 (Grade 1C): obstrução total ou estenose grave da VCI ou das veias ilíacas com estadiamento C4b, C5 ou C6 → angioplastia transluminal + stent. É a indicação com evidência mais forte para o tratamento da obstrução venosa profunda nas diretrizes SVS/AVF 2014. A obstrução ilíaca (trombótica — síndrome pós-trombótica, ou não-trombótica — síndrome de May-Thurner) é encontrada em 15-25% dos pacientes com VLU sem refluxo superficial tratável. O IVUS é superior à venografia para quantificar a estenose e orientar o posicionamento do stent. Guideline 6.9 (Grade 2C): obstrução infrainguinal + C4b/C5/C6 → bypass autólogo ou endoflebectomia + compressão.
Quais medidas farmacológicas têm evidência para a úlcera venosa?
Guideline 7.2 (Grade 1B): pentoxifilina OU flavonoide micronizado (MPFF/diosmina) estão indicados para úlceras grandes e persistentes — evidência de nível B, recomendação grau 1. A pentoxifilina melhora a deformabilidade dos eritrócitos e tem efeito anti-inflamatório. O MPFF reduz a inflamação microvascular e a hiperpermeabilidade capilar. Ambos são usados como adjuvantes à compressão, não como substitutos. Guideline 8.2 (Grade 1B): pacientes com CEAP C1-4 pós-TVP — compressão 30-40 mmHg até a coxa para prevenir progressão para úlcera. Guideline 8.3 (Grade 2B): no tratamento agudo da TVP, HBPM > AVK por 3 meses para reduzir a síndrome pós-trombótica.

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Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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