Úlcera Venosa — SVS/AVF 2014 · Parte 6: Cirurgia, Endovascular, Medidas Auxiliares e Prevenção Primária
Ablação do refluxo superficial em VLU ativa: prevenir recorrência (Grade 1B). C4b (risco): ablação preventiva (Grade 2C). Perfurante patológica: escleroterapia ecoguiada ou térmica > cirurgia aberta (Grade 1C). Stenting ilíaco em C4b/C5/C6: Grade 1C. Pentoxifilina ou MPFF: Grade 1B. Prevenção pós-TVP: compressão 30-40 mmHg + HBPM (Grade 1B). O'Donnell TF Jr et al. J Vasc Surg. 2014;60(2 Suppl):3S-59S.
Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295
Resposta direta: Ablação do refluxo superficial em VLU ativa (C6): prevenir recorrência (Grade 1B). VLU cicatrizada (C5): ablação + compressão (Grade 1C). C4b: ablação preventiva (Grade 2C). Perfurante patológica: escleroterapia ecoguiada ou ablação térmica > aberta (Grade 1C). Stenting ilíaco em C4b/C5/C6: Grade 1C. Bypass infrainguinal: Grade 2C. Pentoxifilina ou MPFF: Grade 1B. Fisioterapia: Grade 2B. Nutrição: Best Practice. Prevenção pós-TVP: compressão + HBPM (Grade 1B). Trombectomia cateter em TVP iliofemoral <14 dias: Grade 2B.
A compressão e o cuidado da ferida são o padrão. Mas a causa subjacente — refluxo superficial, perfurante incompetente, obstrução ilíaca profunda — precisa ser tratada para prevenir a recorrência. Sem tratar a fisiopatologia, mesmo a cicatrização completa é temporária. As diretrizes SVS/AVF 2014 definem com precisão quando e como intervir em cada padrão de doença venosa.

Ablação do Refluxo Superficial e Perfurantes — Guidelines 6.1–6.8
Obstrução Profunda e Stenting — Guidelines 6.9–6.16
| Guideline | Condição | Conduta | Grau |
|---|---|---|---|
| G 6.14 | Obstrução ilíaca/VCI grave + C4b/C5/C6 | Angioplastia + stent — indicação mais forte para obstrução profunda | 1C |
| G 6.9 | Obstrução infrainguinal + C4b/C5/C6 | Bypass autólogo ou endoflebectomia + compressão | 2C |
| G 6.10 | Refluxo profundo isolado | NÃO ligar femoral ou poplítea de rotina | 2C — NÃO |
| G 6.11 | Refluxo profundo + válvulas preservadas | Valvuloplastia individual + compressão | 2C |
| G 6.15-6.16 | Falha endovascular ilíaco | Bypass cross-pubic (Palma) ou PTFE externo anelado | 2C |
Medidas Auxiliares — Guidelines 7.1–7.6
G 7.1 (Best Practice)
Avaliação nutricional obrigatória em todos; suplementar se desnutrição identificada
G 7.2 (Grade 1B)
Pentoxifilina OU MPFF/diosmina: para úlceras grandes e persistentes — adjuvante à compressão
G 7.3 (Grade 2B)
Fisioterapia supervisionada: melhora função da bomba muscular, reduz dor e edema
G 7.4 (Grade 2C — NÃO)
Drenagem linfática manual: NÃO como rotina na úlcera venosa isolada
G 7.5 (Grade 2B)
Balneoterapia: para alterações tróficas avançadas e melhora da qualidade de vida
G 7.6 (Grade 2C — NÃO)
Luz ultravioleta: NÃO indicada para úlcera venosa
Prevenção Primária — Guidelines 8.1–8.5
Olá! Vi o artigo sobre tratamento cirúrgico e prevenção da úlcera venosa (SVS/AVF 2014) e gostaria de uma avaliação com cirurgião vascular.
Dr. Maurício Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular em MaringáCRM-PR 21589 · Atendimento com hora marcada
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Perguntas Frequentes
A ablação do refluxo superficial ajuda na cicatrização ou apenas previne a recorrência da úlcera venosa?
Quando o stenting venoso ilíaco está indicado na úlcera venosa?
Quais medidas farmacológicas têm evidência para a úlcera venosa?
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