Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
SVS/AVF 2014 — Y5

Úlcera Venosa — SVS/AVF 2014 · Parte 5: Compressão — O Pilar do Tratamento

Compressão para cicatrização da VLU: Grade 1A — evidência de Nível A — mais forte do guideline. Aumenta cicatrização em 2-6,5×. Bandagem multicomponente (4LB ou 2LB) > monocomponente (Grade 2B). Contraindicação absoluta: ITB ≤0,5 ou pressão <60 mmHg. ITB 0,5-0,8: leve supervisionada. Compressão de manutenção (C5): Grade 2B. CPI: quando opções padrão falham (Grade 2C). O'Donnell TF Jr et al. J Vasc Surg. 2014;60(2 Suppl):3S-59S.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 25 de junho de 20269 min de leitura

Resposta direta: Compressão para cicatrização (Grade 1A — Nível A): único tratamento com essa força de evidência. Aumenta cicatrização 2-6,5×. Compressão de manutenção pós-cicatrização (Grade 2B) — 50% de recorrência em 10 anos sem compressão. Bandagem multicomponente 4LB ou 2LB > monocomponente (Grade 2B). ITB ≤0,5 ou pressão <60 mmHg: CONTRAINDICADA. ITB 0,5-0,8: leve (20-30 mmHg), supervisionada. VLU ativa (C6): 40 mmHg ao tornozelo. CPI: quando padrão falha (Grade 2C).

A compressão é a única intervenção com Grade 1A — evidência de Nível A — em toda a diretriz de úlcera venosa SVS/AVF 2014. É o pilar do tratamento, não um complemento. Antes de qualquer procedimento cirúrgico ou terapia adjuvante, a compressão deve estar otimizada.

Infográfico SVS/AVF 2014 — Úlcera Venosa: Compressão Grade 1A, Multicomponente, Algoritmo ITB e CPI

Guideline 5.1 — Grade 1A: A Evidência Mais Forte do Guideline

Compressão > Sem Compressão para Cicatrização da VLU Ativa (Grade 1A — Nível A)

  • • Aumenta taxa de cicatrização em 2-6,5× comparada à ausência de compressão
  • • Mecanismo: ↓ pressão venosa ambulatorial → ↓ refluxo → ↑ drenagem linfática → ↑ fibrinólise
  • G 5.2 (Grade 2B): VLU cicatrizada → compressão de manutenção para prevenir recorrência
  • • Sem compressão: 50% de recorrência em 10 anos
  • • Conformidade do paciente: maior determinante do sucesso a longo prazo

Tipos de Compressão — Guideline 5.3 (Grade 2B)

Bandagem 4 camadas (4LB)

Chumaço ortostático + espuma + bandagem flexível + coesiva. 40 mmHg ao tornozelo. Padrão para VLU ativa (C6).

Bandagem 2 camadas (2LB)

Alternativa equivalente à 4LB em estudos recentes. Mais prática, menor custo.

Bota de Unna (óxido de zinco)

Alternativa aceitável. Útil em ambientes com menos recursos ou menor tolerância a bandagens.

Meia elástica sob medida

20-30 mmHg para manutenção/prevenção (C5). Não adequada como único tratamento da VLU ativa.

Algoritmo de Compressão — Avaliação do ITB

ITBInterpretaçãoCondutaPressão
≤ 0,5DAOP graveCONTRAINDICADANenhuma (G 5.4 — Grade 2C)
0,5 – 0,8DAOP moderadaLeve supervisionada + avaliação vascular20-30 mmHg
0,8 – 1,3NormalCompressão padrão — seguraVLU ativa: 30-40 mmHg; Manutenção: 20-30 mmHg
> 1,3Incompressível (calcificação)Avaliar índice hálux-braquial antes de comprimirConforme índice hálux-braquial

Compressão Pneumática Intermitente (CPI) — Guideline 5.5 (Grade 2C)

  • Indicação: quando compressão padrão falha ou não está disponível
  • Mecanismo: aumenta velocidade de esvaziamento venoso e fluxo linfático
  • • CPI com gradiente calibrado (APCD): potencialmente superior aos dispositivos simples
  • Protocolo: 2-4h/dia, associada à compressão elástica contínua
  • • Rasmussen et al.: CPI + compressão estática reduz dermal backflow por ICG em úlceras C5-C6

Olá! Vi o artigo sobre compressão na úlcera venosa (SVS/AVF 2014) e gostaria de uma avaliação com cirurgião vascular.

Dr. Maurício Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular em MaringáCRM-PR 21589 · Atendimento com hora marcada

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Perguntas Frequentes

Por que a compressão é o único tratamento com Grade 1A na úlcera venosa?
Guideline 5.1 (Grade 1A — Evidência de Nível A): compressão é recomendada sobre ausência de compressão para a cicatrização da VLU ativa — a recomendação mais forte de todo o guideline SVS/AVF 2014. Estudos randomizados mostram que a compressão aumenta a taxa de cicatrização em 2-6,5× comparada à ausência de compressão. O mecanismo: ↓ pressão venosa ambulatorial → ↓ refluxo → ↑ drenagem linfática → ↑ fibrinólise tecidual → redução da inflamação dérmica. Guideline 5.2 (Grade 2B): VLU cicatrizada — compressão de manutenção para reduzir risco de recorrência. Sem compressão: 50% de recorrência em 10 anos.
Por que a bandagem multicomponente é superior à monocomponente?
Guideline 5.3 (Grade 2B): bandagem multicomponente (4 camadas ou 2 camadas) é superior à bandagem de componente único. A bandagem de 4 camadas (4LB) é o padrão: camada 1 de chumaço ortostático, camada 2 de espuma, camada 3 de bandagem flexível, camada 4 de bandagem coesiva. A superioridade se deve à manutenção de pressão sustentada ao longo do dia, mesmo com a deambulação e mudanças de posição. A bandagem de 2 camadas (2LB) é alternativa equivalente em estudos mais recentes. A Bota de Unna (óxido de zinco) é aceitável como alternativa. A meia elástica isolada é adequada para manutenção/prevenção (C5), mas insuficiente como tratamento da VLU ativa (C6).
Quando a compressão é contraindicada na úlcera venosa?
Guideline 5.4 (Grade 2C): VLU + DAOP concomitante — NÃO comprimir se ITB ≤0,5 OU pressão absoluta no tornozelo <60 mmHg — contraindicação absoluta. Nesses casos, a compressão pode agravar a isquemia distal. Conduta intermediária: ITB 0,5-0,8 → compressão LEVE (20-30 mmHg) com supervisão e avaliação vascular periódica. ITB >0,8 → compressão padrão segura (30-40 mmHg). ITB >1,3 (incompressível — calcificação arterial, comum em diabéticos) → avaliar índice hálux-braquial para confirmar perfusão adequada antes de comprimir. Por isso, o ITB é obrigatório em TODOS os pacientes (G 3.7, Grade 1B) antes de iniciar compressão.

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Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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