Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
SVS/AVF 2014 — Y4

Úlcera Venosa — SVS/AVF 2014 · Parte 4: Terapia Celular, Enxerto de Pele e Terapias Adjuvantes

Terapia adjuvante: indicada após 4-6 semanas sem melhora (Grade 1B). Pré-requisito: desbridamento completo + controle de bioburden + compressão adequada (Grade 1C). Terapia celular bilayer (Apligraf): Grade 2A — único com evidência Nível A. Substituto porcino: Grade 2B. Enxerto split-thickness como primário: NÃO (Grade 2B). NPWT, estimulação elétrica, ultrassom: NÃO como rotina (Grade 2C). O'Donnell TF Jr et al. J Vasc Surg. 2014;60(2 Suppl):3S-59S.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 25 de junho de 202610 min de leitura

Resposta direta: Adjuvante após 4-6 semanas sem melhora (Grade 1B). Pré-requisito: leito limpo + bioburden controlado + compressão (Grade 1C). Terapia celular bilayer (Apligraf): Grade 2A, Nível A — único nessa evidência. Reaplicar enquanto responde (Grade 2C). Substituto porcino: Grade 2B. Enxerto split-thickness PRIMÁRIO: NÃO (Grade 2B); úlceras grandes com falha ao padrão: Grade 2B. NPWT: NÃO rotina (Grade 2C). Estimulação elétrica: NÃO (Grade 2C). Ultrassom: NÃO rotina (Grade 2B).

Quando o padrão de cuidado — desbridamento, curativo e compressão — falha após 4-6 semanas, é hora de escalar o tratamento. As diretrizes SVS/AVF 2014 definem com precisão quais terapias adjuvantes têm evidência real e quais não devem ser usadas rotineiramente, evitando intervenções sem suporte científico.

Infográfico SVS/AVF 2014 — Úlcera Venosa: Terapia Celular, Enxerto de Pele e Terapias Adjuvantes

Quando Indicar Terapia Adjuvante — Guideline 4.18

G 4.18 (Grade 1B): após 4-6 semanas sem melhora ao tratamento padrão

  • Tratamento padrão obrigatório: desbridamento + curativo adequado + compressão correta
  • G 4.21 (Grade 1C) — Pré-requisitos antes de qualquer adjuvante:
  • ① Desbridamento completo — sem esfacelo, debris ou necrose
  • ② Controle de bioburden — avaliação e manejo da carga bacteriana
  • ③ Compressão adequada e controle de umidade
  • • Sem esses três elementos, qualquer terapia adjuvante tem chances significativamente reduzidas

Terapia Celular Bilayer — Guidelines 4.20–4.23

G 4.20 — Bilayer (Apligraf®) — Grade 2A, Nível A

  • • Substituto cutâneo com epiderme + derme vivas
  • • Único produto com evidência de Nível A nas diretrizes
  • • Aumenta taxa de cicatrização em úlceras venosas difíceis
  • • Mecanismo: citocinas e fatores de crescimento ativos
  • • G 4.22 (Grade 2C): reaplicar enquanto a úlcera responder

G 4.23 — Substituto Porcino — Grade 2B

  • • Intestino delgado submucoso (SIS) de porco
  • • Matriz extracelular biológica — acelular
  • • Alternativa quando terapia celular viva não está disponível
  • • Evidência de nível B — menos robusta que o bilayer

Enxerto de Pele e Terapias Não Indicadas

TerapiaGuidelineGrauRecomendação
Enxerto split-thickness como primárioG 4.192B — NÃONÃO como 1ª linha; para úlceras grandes com falha ao padrão: Grade 2B (com compressão)
NPWT (pressão negativa)G 4.242C — NÃONÃO como rotina — evidências insuficientes para uso primário em VLU
Estimulação elétricaG 4.252C — NÃONÃO recomendada para úlcera venosa
Ultrassom terapêuticoG 4.262B — NÃONÃO como rotina — evidências inconsistentes
Anti-inflamatórios tópicosG 4.172C — NÃONÃO indicados rotineiramente

A mensagem central da Parte 4: preparar adequadamente o leito da ferida é mais importante do que a escolha da terapia adjuvante. Mesmo o Apligraf® falha em leitos mal preparados. O enxerto de pele sem tratar o refluxo subjacente tem alta taxa de recorrência. A causa venosa deve ser tratada em paralelo.

Olá! Vi o artigo sobre terapias adjuvantes para úlcera venosa (SVS/AVF 2014) e gostaria de uma avaliação com cirurgião vascular.

Dr. Maurício Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular em MaringáCRM-PR 21589 · Atendimento com hora marcada

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Perguntas Frequentes

Quando está indicado iniciar terapia adjuvante na úlcera venosa?
Guideline 4.18 (Grade 1B): terapia adjuvante é indicada em úlceras que NÃO demonstram melhora após 4-6 semanas de tratamento padrão adequado. O tratamento padrão exige: (1) desbridamento completo do tecido necrótico; (2) curativo adequado ao exsudato; (3) compressão corretamente aplicada. Guideline 4.21 (Grade 1C): antes de iniciar qualquer terapia adjuvante, o leito da ferida precisa estar preparado: desbridamento completo, sem esfacelo ou necrose, controle de bioburden e ambiente úmido adequado. Sem esses três pré-requisitos, qualquer terapia adjuvante tem suas chances significativamente reduzidas.
Qual é a evidência da terapia celular bilayer (Apligraf) na úlcera venosa?
Guideline 4.20 (Grade 2A — Nível A de evidência): substituto cutâneo bilayer contendo epiderme e derme vivas (ex.: Apligraf®) aumenta a taxa de cicatrização de úlceras venosas difíceis quando usado em associação com compressão. É o único produto com evidência de Nível A nas diretrizes SVS/AVF 2014. O mecanismo inclui fornecimento de citocinas e fatores de crescimento ativos que reativam o processo de cicatrização estagnado. Guideline 4.22 (Grade 2C): reaplicação é indicada enquanto a úlcera continua respondendo ao tratamento, conforme documentado na avaliação seriada.
O enxerto de pele split-thickness é indicado como tratamento primário da úlcera venosa?
Guideline 4.19 (Grade 2B): enxerto split-thickness como terapia PRIMÁRIA — NÃO recomendado. A razão: sem tratar a causa venosa subjacente (refluxo ou obstrução), a taxa de recorrência é muito alta mesmo com enxerto bem integrado. Indicação correta: úlceras GRANDES que falharam após tratamento padrão com compressão contínua e cuidado adequado da ferida. Pré-requisitos: leito de granulação limpo, baixa carga bacteriana e compressão adequada no pós-operatório. O enxerto deve ser complementado pelo tratamento da causa venosa subjacente (ablação do refluxo, stenting ilíaco) para reduzir a recorrência.

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Este conteúdo é voltado para profissionais de saúde. Para encaminhamento de paciente, segunda opinião ou discussão de conduta com o Dr. Maurício, entre em contato direto pelo WhatsApp.

Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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