Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
SBACV 2023 — C3

FAV: Diâmetros Mínimos dos Vasos, Maturação e Vigilância Clínica

Diretrizes SBACV 2023: sem consenso sobre diâmetro mínimo — artéria ≥2 mm, veia ≥2,5 mm como referência razoável (nível 2C). Veia <2,7 mm: não maturação ~40%. Maturação ideal: 4-12 semanas, maioria em 6-8 semanas; regra dos 6 (fluxo ≥600 mL/min + diâmetro ≥6 mm + profundidade <6 mm). Vigilância: exame clínico rotineiro fortemente recomendado (nível 1B); Doppler complementar, não substituto.

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 22 de junho de 202610 min de leitura

Resposta direta: Diâmetro mínimo para FAV: sem consenso formal (nível 2C) — artéria ≥2 mm, veia ≥2,5 mm como referência; veia <2,7 mm: não maturação ~40%; artéria radial <1,5 mm: trombose imediata em 45%. Maturação: 4-12 semanas, maioria em 6-8 semanas. Regra dos 6: fluxo ≥600 mL/min + diâmetro ≥6 mm + profundidade <6 mm. Canulação <30 dias: HR 1,94 para falha. Vigilância: exame clínico rotineiro (nível 1B) — Doppler é complementar, não substituto de rotina.

Três perguntas práticas do dia a dia do cirurgião vascular de acesso: qual o diâmetro mínimo exigir dos vasos? Quando liberar a fístula para punção? E como vigiar o acesso funcionante de forma eficaz?

Pergunta 7 — Diâmetro Mínimo Ideal dos Vasos para FAV

Sem recomendação formal — sem consenso entre os estudos existentes (nível 2C)

ParâmetroReferência amplamente usadaImplicação clínica
Artéria (para FAV)≥2,0 mm de diâmetro + fluxo >500 mL/minArtéria radial <1,5 mm no antebraço: trombose imediata em 45% — considerar acesso alternativo
Veia (para FAV)≥2,5 mm de diâmetro, profundidade <6 mm da peleVeia <2,7 mm: não maturação ~40%; para cada +1 mm: redução de 45% no risco de não maturação
Veia (para enxerto protético)≥4,0 mm de diâmetroMenor calibre associado a maior falha precoce do enxerto

Pergunta 8 — Período Ideal para Maturação das FAVs

Período ideal: 4 a 12 semanas — maioria puncionável em 6-8 semanas (nível 2C)

≥600

mL/min de fluxo

≥6 mm

de diâmetro da veia

<6 mm

de profundidade da pele

⚠️ Canulação precoce (<30 dias): HR 1,94 para diminuição da sobrevida da fístula

Cerca de 60% das FAVs nativas não maturam. Tentativas precoces duplicam a chance de falha do acesso.

Protocolo de avaliação para maturação (diretrizes internacionais):

  1. Avaliação pré-operatória com exame físico e duplex
  2. Técnica cirúrgica otimizada
  3. Avaliação em 1-2 semanas pós-op: excluir infecção e avaliar perviedade (frêmito palpável)
  4. Nova avaliação em 6 semanas para possível liberação para punção
  5. Tentativas de punção de 8 a 12 semanas
  6. Insucesso após 12 semanas: duplex para avaliar causas e programar intervenção

Pergunta 9 — Vigilância Clínica do Acesso

Exame clínico rotineiro: FORTEMENTE RECOMENDADO (nível 1B)

Realizado por profissional com experiência em acesso vascular para hemodiálise

O que avaliarParâmetro / Achado
Frêmito e soproContínuo, bifásico — alteração sugere estenose ou trombose
Tempo de sangramento pós-punçãoProlongado (>20 min) sugere hipertensão venosa ou coagulopatia
Avaliação do membroEdema, cianose, frialdade — sinais de isquemia ou estenose central
Parâmetros da máquina de diáliseVelocidade da bomba, pressão transmembrana, Kt/V, recirculação
Sensibilidade do exame físico92% para lesões de outflow; 85% para lesões de inflow (profissional experiente)

Doppler: complementar — NÃO substituto de rotina

A utilização rotineira do Doppler associada ao monitoramento clínico não demonstrou benefício adicional em reduzir taxas de perda do acesso. Indicado na presença de sinal clínico de disfunção.

Referência

Harduin LO et al. Diretrizes sobre acesso vascular para hemodiálise da SBACV. J Vasc Bras. 2023;22:e20230052. DOI: 10.1590/1677-5449.202300521

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Perguntas Frequentes

Qual é o diâmetro mínimo aceitável dos vasos para criar uma FAV?
As Diretrizes SBACV 2023 indicam que não há consenso entre os estudos sobre o diâmetro mínimo ideal — a evidência atual não permite fazer uma recomendação formal sobre diâmetro mínimo dos vasos (nível 2C). As referências amplamente utilizadas são: artéria com diâmetro ≥2,0 mm e fluxo >500 mL/min; veia com diâmetro ≥2,5 mm a 4 mm e profundidade <6 mm da pele. Para cada 1 mm de aumento no diâmetro da veia, há redução de 45% no risco de não maturação. Veias com diâmetro <2,7 mm têm taxa de não maturação de aproximadamente 40%. A artéria radial <1,5 mm no antebraço está associada a 45% de trombose imediata — nesses casos, deve-se considerar acesso alternativo.
Qual é o período ideal para usar a FAV pela primeira vez?
O período ideal varia entre 4 e 12 semanas, com a maioria das FAVs maduras podendo ser puncionadas entre 6 e 8 semanas (nível 2C). Os critérios de maturação são: (1) Maturação ecográfica — "Regra dos 6": fluxo ≥600 mL/min, diâmetro ≥6 mm, profundidade <6 mm da pele. (2) Maturação clínica: canulação com 2 agulhas com fluxo adequado por 30 dias consecutivos. A canulação antes de 30 dias da confecção dobra o risco de falha (HR 1,94 para diminuição da sobrevida). Aproximadamente 60% das FAVs nativas não maturam — técnicas minimamente invasivas aumentam as taxas de maturação em cerca de um terço dos pacientes.
O Doppler deve substituir o exame físico na vigilância rotineira da FAV?
Não. As Diretrizes SBACV 2023 são claras: o exame clínico de rotina é fortemente recomendado (nível 1B) e deve ser realizado por profissional com experiência e conhecimento em acesso vascular. O Doppler deve ser utilizado como complemento ao exame físico quando há sinal clínico de disfunção, mas não deve substituí-lo. A utilização rotineira do Doppler associada ao monitoramento clínico não demonstrou benefício adicional em reduzir as taxas de perda do acesso. O exame físico tem sensibilidade de 92% e especificidade de 86% para lesões de outflow quando realizado por profissional experiente.

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Este conteúdo é voltado para profissionais de saúde. Para encaminhamento de paciente, segunda opinião ou discussão de conduta com o Dr. Maurício, entre em contato direto pelo WhatsApp.

Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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