Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
SBACV 2023 — C4

FAV: Síndrome do Roubo, Estenoses Assintomáticas e Anestesia na Criação da Fístula

Diretrizes SBACV 2023: síndrome do roubo da FAV (SRFAV) classificada em 6 estágios (I=clínico → IVb=amputação). Tratamento cirúrgico individualizado: DRIL, RUDI, PAI, bandagem ou ligadura + novo acesso. Estenoses assintomáticas: NÃO tratar de rotina — intervenção somente com disfunção clínica (nível 2B). Bloqueio do plexo braquial: superior à anestesia local para FAVs abaixo do cotovelo (nível 1A — perviedade 84% vs 62% em 3 meses).

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 22 de junho de 202610 min de leitura

Resposta direta: SRFAV: classificação em 6 estágios (I-IIa: clínico; IIb-IVb: cirúrgico). Tratamento individualizado: DRIL (revascularização distal + ligadura de intervalo), RUDI, PAI, bandagem ou ligadura + novo acesso. Estenoses assintomáticas: NÃO tratar de rotina — somente na presença de disfunção clínica ou queda de Kt/V (nível 2B). Bloqueio do plexo braquial: superior à anestesia local para FAVs abaixo do cotovelo (nível 1A — perviedade 84% vs 62% em 3 meses; FAVs radiocefálicas: 77% vs 48%).

Três questões que dividem opiniões na prática clínica: como tratar a isquemia induzida pela fístula? Devemos intervir em estenoses sem sintomas? E qual anestesia escolher na sala cirúrgica para maximizar a maturação?

Pergunta 10 — Síndrome do Roubo da FAV (SRFAV)

Tratamento individualizado — avaliação clínica + exame de imagem (opinião de expert)

EstágioSinais e SintomasManejo
IPalidez / frialdade / cianose sem dorClínico
IIaDor tolerável durante exercício ou hemodiáliseClínico
IIbDor intolerável durante exercício ou hemodiáliseCirúrgico
IIIDor em repouso ou déficit motorCirúrgico
IVaPerda tecidual limitadaCirúrgico
IVbPerda tecidual extensaCirúrgico (amputação)

Opções cirúrgicas para SRFAV:

  • Ligadura da FAV + novo acesso: padrão-ouro para resolução — não preserva o acesso
  • Cirurgia DRIL (distal revascularization-interval ligation): excelentes resultados; necessita artéria pérvea com bom fluxo distal
  • RUDI (revision using distal inflow): boa alternativa ao DRIL; indica-se especialmente nas FAVs
  • PAI (proximalization of arterial inflow): menor taxa de manutenção do acesso vs DRIL
  • Bandagem: FAVs com débito muito alto (>2.000 mL/min); resultados pouco previsíveis
  • Ligadura arterial distal à anastomose: apenas em FAV radiocefálica

Pergunta 11 — Estenoses Assintomáticas: Tratar?

NÃO tratar de rotina — somente na presença de disfunção clínica (nível 2B)

  • • Sem evidências científicas que comprovem melhora nas taxas de perviedade com angioplastia preemptiva
  • • Tratar 100 estenoses: evita 5 perdas de fístula + previne 20 tromboses — mas gera 23,4 procedimentos adicionais
  • • Válido para: FAVs nativas, próteses e sistema venoso central
  • Indicação de tratamento: disfunção clínica documentada OU diálise inadequada/queda do Kt/V

Pergunta 12 — Anestesia na Criação das FAVs

Bloqueio do plexo braquial: SUPERIOR à anestesia local para FAVs abaixo do cotovelo (nível 1A)

ParâmetroBloqueio do Plexo BraquialAnestesia Local
Perviedade em 3 meses84%62%
FAVs radiocefálicas criadas77%48%
MecanismoVasodilatação simpática → ↑ diâmetros venoso e arterialSem vasodilatação — ropivacaína tem efeito vasoconstritor
DisponibilidadeExige equipe anestesiológica treinadaAmplamente disponível

Referência

Harduin LO et al. Diretrizes sobre acesso vascular para hemodiálise da SBACV. J Vasc Bras. 2023;22:e20230052. DOI: 10.1590/1677-5449.202300521

Tenho dor no braço durante a hemodiálise e gostaria de avaliação sobre síndrome do roubo vascular

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Perguntas Frequentes

Como classificar e tratar a síndrome do roubo da FAV (SRFAV)?
A SRFAV é classificada em 6 estágios clínicos: Estágio I (palidez/frialdade/cianose sem dor → tratamento clínico), Estágio IIa (dor tolerável durante exercício ou HD → clínico), Estágio IIb (dor intolerável durante exercício ou HD → cirúrgico), Estágio III (dor em repouso ou déficit motor → cirúrgico), Estágio IVa (perda tecidual limitada → cirúrgico), Estágio IVb (perda tecidual extensa → cirúrgico/amputação). O tratamento cirúrgico inclui: ligadura da FAV + novo acesso, cirurgia DRIL (revascularização distal + ligadura de intervalo), RUDI (revisão com influxo distal), PAI (proximalização do influxo arterial) e bandagem. A SBACV 2023 recomenda tratamento individualizado — avaliação clínica e exame de imagem para definir estratégia (opinião de expert).
Por que as estenoses assintomáticas das FAVs não devem ser tratadas de rotina?
As Diretrizes SBACV 2023 recomendam que o tratamento das estenoses relacionadas às FAVs seja realizado somente na presença de disfunção clínica ou diálise inadequada/queda do Kt/V (nível 2B). A justificativa é que a evidência atual não comprova melhora nas taxas de perviedade nem diminuição dos índices de trombose com angioplastia preemptiva de FAV assintomática. Uma revisão sistemática (14 ensaios clínicos, 1.390 pacientes) mostrou que intervenções preemptivas nas FAVs nativas melhoram levemente as taxas de perviedade primária, mas a metanálise não demonstrou aumento nas taxas de perviedade secundária. Além disso, tratar 100 estenoses preemptivamente gera em média 23,4 procedimentos adicionais com riscos, custos e mortalidade associados.
Qual anestesia é preferida para a criação das FAVs?
O bloqueio do plexo braquial é superior à anestesia local para as FAVs, especialmente as realizadas abaixo do cotovelo (nível 1A). RCTs e metanálises demonstram maior perviedade a curto prazo com bloqueio do plexo braquial comparado à anestesia local. Em um estudo randomizado com 63 pacientes por grupo, o bloqueio do plexo braquial apresentou perviedade em 3 meses de 84% vs 62% com anestesia local, com maior número de FAVs radiocefálicas (77% vs 48%). O mecanismo é a vasodilatação simpática que aumenta os diâmetros venosos e arteriais, facilitando a anastomose e melhorando a maturação. Desvantagem: exige equipe anestesiológica treinada, nem sempre disponível.

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Este conteúdo é voltado para profissionais de saúde. Para encaminhamento de paciente, segunda opinião ou discussão de conduta com o Dr. Maurício, entre em contato direto pelo WhatsApp.

Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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