Dr. Mauricio Hiroshi Yamada

Excelência Técnica e Formação Sólida

Dr. Mauricio Hiroshi Yamada é referência em Cirurgia Vascular e Endovascular. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), consolidou sua especialização nos maiores centros médicos de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Residência em Cirurgia Vascular (IAMSPE-SP)

Título de Especialista (SBACV)

Certificação em Doppler Vascular (CBR)

Cirurgia Endovascular (CBR)

Maringá Vasculares
SBACV 2023 — C2

FAV Nativa vs Prótese, Recuperação de CVC Disfuncional e Infecção do Cateter

Diretrizes SBACV 2023: FAV nativa nem sempre é a primeira opção — decisão individualizada por expectativa de vida, probabilidade de maturação, fragilidade e comorbidades (nível 2C). CVC disfuncional: tentar recuperar com alteplase antes de trocar (nível 1A). Infecção: retirada imediata em S. aureus, Pseudomonas, Candida ou organismos multirresistentes (nível 1B).

Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular em Maringá

Escrito e revisado por Dr. Maurício Hiroshi Yamada — Cirurgião Vascular e Endovascular | CRM-PR 21589 | RQE 18281 · 18282 · 18294 · 18295

📅 22 de junho de 202610 min de leitura

Resposta direta: FAV nativa NEM SEMPRE é a 1ª opção — individualizar por expectativa de vida, probabilidade de maturação e fragilidade (nível 2C). Paradigma atual: 'fistula not so first, but catheter never last'. CVC disfuncional: tentar recuperar ANTES de trocar — alteplase 2 mg/via (nível 1A) para trombo/bainha; fio guia rígido para bainha extensa (nível 1A). Infecção: retirada imediata em choque séptico, bacteremia persistente 48-72h, embolização séptica ou microrganismos virulentos (S. aureus, Pseudomonas, Candida — nível 1B).

Dois mitos a desconstruir nas Diretrizes SBACV 2023: "a FAV nativa deve ser sempre a primeira opção" e "o cateter infectado deve ser retirado imediatamente em todos os casos". A diretriz responde com nuance, evidência e critérios objetivos.

Pergunta 4 — A FAV Nativa é a Primeira Opção?

Nem sempre — decisão individualizada (nível de evidência 2C)

Paradigma atual: "Fistula not so first, but catheter never last"

Fatores a ConsiderarFavorece FAV NativaFavorece Prótese / CVC
Perfil do pacienteJovem, masculino, não diabéticoIdoso não frágil, sexo feminino, diabética
Probabilidade de maturaçãoBaixo risco de não maturaçãoAlta probabilidade de não maturar
Tempo para início da diáliseTempo suficiente para maturação (≥6-8 semanas)Necessidade urgente de diálise
Expectativa de vidaLonga (benefício a longo prazo)Limitada (menor janela temporal)

Contexto epidemiológico:

Entre pacientes encaminhados para confecção de FAV, 50-75% são elegíveis. A falha primária ocorre em 23-46%. Apenas 57% dos submetidos a confecção de FAV atingem independência do cateter. Apenas 40% do tempo em HD é livre de cateteres.

Pergunta 5 — Recuperar o CVC Disfuncional

1A

Trombo/bainha de fibrina: alteplase 2 mg em cada via

Dwell de 30-60 min; repetir 1 ou 2 vezes se necessário

1A

Bainha de fibrina extensa: troca do cateter por fio guia rígido

Confirmada por angiografia; preserva o trajeto para novo cateter

1B

Acovelamentos: fio guia rígido ou reconfeção cirúrgica do túnel

Com ou sem troca do cateter, conforme o caso

1B

Ponta mal posicionada: reposicionar ou trocar por fio guia

Cateter de maior comprimento se VCS

1C

Posicionamento em Trendelenburg + solução salina

Tentativa simples quando não há causa mecânica evidente

Pergunta 6 — Infecção do CVC: Retirar ou Preservar?

⛔ Retirada IMEDIATA (nível 1B):

  • • Infecção local complicada (>2 cm no subcutâneo)
  • • Choque séptico
  • • Febre + hemoculturas positivas 48-72h após ATB
  • • Embolização séptica (endocardite, espondilodiscite)
  • S. aureus, Pseudomonas, Candida, multirresistentes

✅ Tentativa de preservação:

  • • BRC não complicada + germe sensível
  • • ATB sistêmico + vedação dos lúmens (nível 2B)
  • • Troca por fio guia quando sintomas regridem
  • • Novo cateter: local anatômico diferente (nível 2A)
  • • Hemoculturas de controle negativas (nível 2A)

Protocolo antes de qualquer antibiótico (nível 1B):

Coletar 2 hemoculturas periféricas de locais diferentes + hemocultura do circuito de diálise ou de veia periférica. Iniciar antibioticoterapia empírica de amplo espectro (nível 1A) e ajustar conforme antibiograma.

Referência

Harduin LO et al. Diretrizes sobre acesso vascular para hemodiálise da SBACV. J Vasc Bras. 2023;22:e20230052. DOI: 10.1590/1677-5449.202300521

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Perguntas Frequentes

A FAV nativa é sempre a melhor opção de acesso vascular para hemodiálise?
Nem sempre, segundo as Diretrizes SBACV 2023. A decisão deve ser individualizada por paciente (nível 2C), considerando: expectativa de vida, probabilidade de maturação da FAV, tempo para início da diálise, comorbidades, escala de fragilidade e plano de gerenciamento do acesso. O paradigma atual é "fistula not so first, but catheter never last". FAV nativa é ideal para paciente jovem, masculino, não diabético, com baixa probabilidade de não maturação. Para paciente idoso não frágil, com alta probabilidade de não maturar (sexo feminino, diabética), a prótese pode ser a melhor opção. A taxa de falha primária das FAVs nativas varia de 23 a 46%.
O que fazer quando o cateter de hemodiálise não funciona adequadamente?
A SBACV 2023 recomenda tentar recuperar o cateter antes de trocá-lo. O manejo depende da causa: acovelamentos no trajeto → desfazer com fio guia rígido ou reconfeção cirúrgica do túnel (nível 1B); ponta mal posicionada → reposicionar/trocar por fio guia (nível 1B); trombo/bainha de fibrina → alteplase 2 mg em cada via por 30-60 min, 1 ou 2 tentativas (nível 1A); bainha extensa → troca do cateter por fio guia rígido (nível 1A); recidiva precoce pós-tPA → bainha de fibrina confirmada → nova troca (nível 1B). Trombose aguda da veia cava superior: anticoagulação plena com HNF EV.
Quando a infecção do cateter de hemodiálise exige retirada imediata?
As Diretrizes SBACV 2023 indicam retirada imediata do CVC nas seguintes situações: (1) infecção local complicada (>2 cm no trajeto subcutâneo); (2) choque séptico; (3) febre e hemoculturas positivas persistentes 48-72h após antibiótico adequado à sensibilidade do microrganismo; (4) embolização séptica (endocardite, tromboflebite, espondilodiscite); (5) isolamento de microrganismos altamente virulentos: S. aureus, Pseudomonas spp., Candida spp. ou organismos multirresistentes (nível 1B). Antes de qualquer antibiótico: coletar 2 hemoculturas periféricas e hemocultura do circuito do cateter.

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Artigo escrito e validado pelo Dr. Maurício Hiroshi Yamada (CRM-PR 21589 | RQE: 18282). Cirurgião Vascular formado pela UEL, com residência no HSPE/SP e título de especialista pela SBACV. É referência em tratamentos minimamente invasivos (Laser, Radiofrequência e Espuma) na clínica Maringá Vasculares, no Paraná.
⚕️ Aviso médico: O conteúdo desta página tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por um médico especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde habilitado. Dr. Maurício Hiroshi Yamada — CRM-PR 21589.

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